Saturday, June 9, 2018


SENSUALISMO - IDOLATRIA DE UM SENTIMENTO - 12
ALGUMAS IDEIAS RETIRADAS DO CONCEITO DA SEXUALIDADE HUMANA NA CRIAÇÃO DO SEXO.
É possível uma reflexão mais profunda do texto de Genesis, baseada nas extraordinárias imagens dadas não apenas pelo texto, mas pela inspiração de algo mentalmente perfeito coordenando o raciocínio que rege o desvelar do texto, ou seja, Deus. Quando Deus se propõe a criar a mulher Ele, Deus, a retira de dentro do homem. Certo e incontestável. Genética pura, ou espiritualmente pura. Isso quer dizer, que Deus se vale de uma parte interna ao corpo de Adão, para trazer a vida da mulher para fora dele. Novamente Deus se refere à genética de Adão. Retirar dele uma parte interna, um osso de costela ilustra bem, significa, buscar na intimidade do corpo de Adão o que lhe é realmente íntimo, ou seja, sua genética, sua estrutura e sustentação. Pra Deus tudo é energia e energia cósmica, eterna e em sua limitação, quando aplicada à genética humana. Uma limitaçāo de dependencia absoluta mostrada na relação homem/mulher em que Deus mostra provando que homem e muller sao interdependentes entre si. E do osso, Deus retira a genética da mulher, o gene da mulher e dele, forma a mulher. Algo semelhante ao que a Forensic Scientist faz quando se utiliza de um “genetic sample” para exames de DNA. Como a mulher seria formada, se esse gene feminino não existisse? Deus o criaria, e Deus precisava desse gene, para a geração da multiplicidade na criação, homem e mulher, e consequentemente, dar prosseguimento a seu plano. Criada a mulher, da forma como Deus a criou, a existência do sexo é ainda hoje, o ente de razão lógico da mente humana, que mais o perturba e derrota. Para que esse quadro cronico seja revertido, é necessário se entender o que significa o sexo, para quê foi criado, e o que há por detráz da “genética do sexo” que leve os seres humanos a divagarem em indefinições e frustrações no trato com sua sexualidade. A genética de Adão trouxe vida à mulher, podemos dizer, pois Deus tirou vida de dentro do corpo do homem, se utilizando de sua genética pra dar vida à mulher. Claro e incontestável. Dentro do homem existia, portanto, o gene de homem e mulher. Deus o retirou de Adão, trouxe-o para fora do homem, e a partir daí Deus formou a mulher. O texto bíblico no original hebráico expõe da mesma forma. Hoje nós sabemos que a diversidade sexual se faz possivel somente  atraves do código genetico. E Deus é o criador da diversidade.
Observe que depois de a ter criado, Deus levou a mulher para a presença do homem, que a admirou e lhe fez declarações extraordinárias. Além de se identificar emocional e afetivamente com a mulher, Adão se identifica geneticamente com a mulher. Isso mesmo! Ao se declarar à mulher e ao elogiá-la Adão diz-lhe que Eva “é a minha genética”. Adão lhe disse que Eva “é agora osso de meus ossos, e carne da minha carne.” Uma perfeita alusão a uma identidade genética entre ambos. Além de nos permitir entender melhor a dinânica do sopro de Deus na criação do homem (que trouxe à vida, nesse instante, a existência do homem - e pré-existência da mulher - na criação do homem), ficará mais fácil entender que existe realmente dentro da genética humana, o gene feminino e masculino. Se dessa combinação Deus se permitiu a criação de outro ser, nós vamos entender tambem, que, se a essência de Deus é o AMOR, Deus colocou dentro do homem ( e da muller ) o gene do amor, para a geração da criação. Deus é amor, e o gene da criação e do amor, dentro da genética divina, o impede de parar de criar. Através de um ato de amor, DEUS CRIA, no sentido de que TUDO o que Deus faz é essencialmente por Amor. Os seres humanos criam, são partes da criação do universo, ao se interarem, (ou interagirem) ou compartilharem essa unidade através do amor, ou seja, identidade genética entre dois diferentes genes. Não digo que o amor seja apenas identidade genética compartilhada entre dois genes distintos, porque o amor, vai além da origem genética do ser humano. Isso nós ainda descobriremos, não apenas num estudo mais profundo e exegético do texto em Genesis, mas o que há por detraz da sexualidade humana em conexão com o Cosmos e com Deus.

Sunday, April 22, 2018


SENSUALISMO – IDOLATRIA DE UM SENTIMENTO – 11
Algumas ideias retiradas do conceito da sexualidade humana na criação do sexo. 

Voltar ao conceito de uma só carne, significa retornar à proposta original de Deus, ao seu sopro de vida original durante o ato da criação do ser humano, no que se refere à sexualidade e ao sexo humanos. Porque assim foi e vai continuar sendo. Nesse sentido, há sempre uma unidade criada por Deus, sendo confrontada pela dimensão do amor entre homem e mulher, que originalmente surge no horizonte da criação divina, como a múltipla unidade ou a unidade que incorpora dois seres numa mesma realidade, após o sopro original de Deus. Parece complicado, mas o sopro original de Deus que criou dois seres, traz através do amor, a unidade desses mesmos seres, para que de dois que se fazem um, possa existir um outro ser no relacionamento sexual.
Nós entendemos então que o plano original de Deus para o sexo e a sexualidade humana, se realiza na união de dois seres diversificados, que se unem no amor, e através desse amor, haja a criação de outro ser, ou outros seres gerados no relacionamento sexual com o objetivo da multiplicação, e não somente no preenchimento da Terra na direção da preservação da espécie. Existe, na verdade, uma proposta mais abrangente e de dimensões mais eternizadas. 
Deus, portanto, exclui originalmente, a relação sexual entre seres de mesmo sexo, homem/homem ou mulher/mulher, porque, dessa união, evidentemente, não pode existir a geração de um terceiro ser, como foi proposta original de Deus para a criação de homem e mulher. O conceito de “ser uma só carne” está claramente definido no livro de Genesis, como já vimos, em Genesis 2:24. O que precede tal verso foi declarado por Adão no verso 23, em que ele testifica sobre a identidade ontológica entre dois seres que se completam e se complementam, ao afirmar sua unicidade final, sua identidade existencial, sua romântica declaração de amor e interdependência amorosa. Adão identifica em Eva sua outra metade, sua identidade na unidade, sua “uma só carne” e desta forma ele declara sua total adesão ao plano original de Deus para a criação de homem e mulher. Observem que tais versos em Genesis 2, fazem parte do que precede a gênese da historia humana antes da queda com o pecado original, e mesmo após sua queda, Deus assegura a continuidade de seu plano na formação da primeira família, como aplicação direta do plano divino que se estende para além de uma proposta meramente sexual.

Thursday, April 12, 2018


SENSUALISMO – IDOLATRIA DE UM SENTIMENTO – 10
Algumas ideias retiradas do conceito da sexualidade humana na criação do sexo.
(A dimensão do amor infinito do homem e da mulher no sexo.) 
  
Deus nos criou por amor  e não por força de reações químicas. E o amor humano não deve ser medido por força de tais reações. É possível se distinguir essa diferença? A essência dessa diferença? Observe que quando Deus insuflou o sopro de vida na criação do  homem, foi como se estivesse presente nesse sopro também um outro ser, uma outra vida. Foi o que Ele mostrou quando retirou a mulher de dentro do homem, de sua carne, ao criá-la de uma parte do homem. Desta forma o amor se multiplica e se expande quando Ele diz em Genesis 2:24 “que é por isso que homem e mulher deixarão pai e mãe para se tornarem uma só carne”, fazendo-os retornarem ao sopro original da criação, à unicidade da criação de homem/mulher, ao fôlego de vida que criou dois seres, ao ato  eterno “de dois seres se cria novamente um”.  Em essência, esse é o significado mais profundo do que o amor realmente é, quando do sopro de Deus ele faz surgir em vez de um, dois seres criados à sua imagem e semelhança, dois seres retirados de um ser originalmente criado, através de um único sopro de vida. Não existe imagem mais profunda que se expande no ato da criação, ao percebermos o poder do amor de Deus se expandindo nesse ato. Isso distingue criação divina de criação humana.  Essencialmente, no ato da criação não existe espaço para a transgressão, quando se percebe que os atos de Deus são puros, essencialmente puros. Isso nos faz refletir sobre o que Deus realmente é, um ser puro criando seres puros. Quando homem e mulher percebem a pureza do ato da criação divina, eles passam a entender o que o amor essencialmente vem a ser: ato puro da criação divina. A transgressão humana criou a dissensão, ou seja, o pecado original transgrediu o ato puro da criação divina. Por quê motivo Deus tenta, então, encobrir a nudez humana? Porque ela havia sido manchada pelo dolo do pecado original. Aos olhos humanos é impossível se entender essencialmente o que significa amor divino e o que Deus queria no ato da criação. Percebe-se então, uma distinção clara, cristalina, ontológica, entre a vida no Éden, anterior ao pecado, e a vida posterior ao pecado. São duas realidades diferentes, intrínsecas e essencialmente divergentes. Coube somente a Deus intervir e se relacionar com esse tipo de discrepância, de anomalia do ato divino pós-criação, causado pela divergência do que significou o pecado original. A história humana se tornou então o conserto que a força dos atos de Deus projeta sobre sua criação: reascender a fagulha do sopro divino ao seu mover e amor originais, dentro da história humana. Porque criar traduz um mover contínuo. Deus está nos mostrando que criar, o ato de criar, é um ato de projeções infinitas, eterno em sua essência original. É o eterno UM, a unidade perpetuada no ato de criar. E o livro de Gênesis nos mostra a essência da criação naquilo em que ela se conecta com o infinito. É impossível se perceber ( ou conceber ) a criação divina como um ato limite, sem projeções infinitas, assim como é impossível se perceber o amor humano entre homem e mulher apenas como um ato de projeções limitadas, sem conexão com o eterno. Deus mostrou isso a Abraão quando lhe disse em Gênesis 22:17 que sua descendência seria como a multiplicidade das estrelas no céu e como os grãos de areia numa praia, ou seja, incontável, um ato contínuo de projeção infinita. Deus percebe claramente a dimensão do pecado original como uma fagulha de limitações, como um bloqueio de limitações à projeção da criação infinita. E mesmo assim, como nada pode interferir nos atos de Deus, ele quis dar ao homem e à mulher, a chance das projeções infinitas através do amor entre eles. Nem o pecado pode interferir na soberania e no ato contínuo que é a glória de Deus em seu ato de criar. O pecado original, como nasce da transgressão humana, tem em si um elemento de finitude, de limitações, que não impede, que não bloqueia o que Deus é capaz. Um elemento de finitude que se projeta para o infinito, apesar de tudo. A promessa de enviar Jesus Cristo, já estabelecida no proto-evangelho, ainda no livro de Gênesis, mostra em si, a força das projeções infinitas do amor de Deus, aplicada à criação que se contaminou com o pecado, mas que alcança remissão na cruz de Jesus.

Sunday, April 8, 2018


SENSUALISMO – IDOLATRIA DE UM SENTIMENTO – 9
Algumas ideias retiradas do conceito da sexualidade humana na criação do sexo.

O propósito de Deus em redimensionar a sexualidade humana começa, evidentemente, a partir de sua decisão em afastar o homen do Éden e isso ocorre da forma como está definido pela Palavra de Deus. E de que forma isso ocorre? Vejamos o que diz a Bíblia em Genesis acerca desse processo. É importante observarmos que a Bíblia nos fala sobre a criação da mulher a partir da carne do homem, porque a “mulher foi retirada para fora do homem”. (Genesis 2:23).  Por esta razão, “o homem deixará seus pais e se unirá à sua mulher e eles se tornarão uma só carne”. (Genesis 2:23b). A partir da queda do homem e da mulher descrita em Genesis 3, - apesar das “dissenções” criadas a partir da transgressão humana, - entra em efeito o que chamamos de redimensionamento da sexualidade humana. O homem entra em desacordo com a mulher ao culpá-la por suas atitudes, a mulher entra em desacordo com a natureza, ao culpar a serpente e Deus amaldiçoa a serpente, que supostamente representa a natureza. Podemos observar que realmente uma série de medidas passaram  a existir em função da queda. Para a mulher especificamente, Deus disse que à mulher Ele, Deus, “aumentaria significativamente suas dores durante o parto e com dores ela daria a luz a crianças.” Além disso Deus disse que “os desejos da mulher seriam então para seu marido e que ele governaria sobre ela”. (Genesis 3:16). Um sinal evidente de que a sexualidade da mulher relativamente ao homem sofrera mudanças significativas, não só em relação à geração de filhos, mas também na relação sexual entre homem/mulher. Sem dúvidas, o sexo e a sexualidade passam então a sofrer mudanças consistentes com um novo redimensionamento. Se tais medidas ocorreram após a queda, supostamente entendemos que elas não existiam antes dela. Isso nos permite afirmar que Deus realmente redimensionou a sexualidade humana, em detrimento do convívio ou do relacionamento que ambos, homem  e mulher, passaram a experimentar, ou a sofrer, se assim podemos dizer, mesmo que se tornassem a partir de então uma só carne. O plano B de Deus começa então a tomar forma real. Ao homem Deus disse então, de acordo com a narrativa de Genesis 3:17, que por causa de sua inadvertida aceitação do que a mulher lhe havia proposto, a terra, o chão, seriam amaldiçoados por causa dele, “com dores o homem comeria do fruto da terra, durante todos os dias de sua vida”, e “ela lhe dará espinhos e ervas daninhas e você terá que se alimentar das plantas do campo”. Além disso, Deus continua, “Com suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó e ao pó voltará.” O Plano B de Deus relativamente ao homem/mulher e à sua sexualidade, foi definitivamente estabelecido. Observamos que nessa referência de Genesis 3:17, Deus amaldiçoa a natureza que passa a interagir numa relação de interdependência e sofrimentro, Deus estabelece parâmetros e limites à convivência do homem na terra e além disso, isso nos permite inferir que antes da queda, tais parâmetro, limites e sofrimentos não existiam e nem sequer haviam sido mencionados por Deus. Não há nada que escape à visão acurada e infinitamente sábia de Deus, estabelecida em sua Palavra. Além disso, o que é mais sério, o homem e a mulher são confrontados com a nulidade de sua existência efêmera diante da queda, ou seja, o elemento morte surge no horizonte de suas vidas, quando Deus afirma que os trabalhos do homem seriam incapazes de repelir a morte, porquanto Ele o traria de retorno ao pó, ao nada, à sua origem insignificante como poeira do chão. Uma vez estabelecido o plano B em relação à criação, a história humana começa a tomar forma também a partir da convivência na terra pós-queda.

Monday, March 26, 2018


SENSUALISMO – IDOLATRIA DE UM SENTIMENTO – 8
Algumas ideias retiradas do conceito da sexualidade humana na criação do sexo.

                Essa absorção da pecaminosidade humana sobre o conceito original de sexo e da sexualidade humana, aconteceu em função do pecado original, que invadiu, vamos dizer assim, toda a síntese da natureza humana e toda a natureza de modo geral, a nível microcósmico, como em sua dimensão macrocósmica. Em outras palavras, Homem, Natureza e Universo (conceitos mais amplos e generalizados), foram contaminados pela perversão do pecado cometido pelos primeiros seres humanos criados, ainda e após o Éden. Portanto, como já é notado, existiu uma realidade edêmica original, incorruptível, e “outra” realidade pós Éden, corruptível, ou seja, corrompida pelo pecado original. Isso nos permite inferir que toda natureza humana em sua dimensão física, anímica e espiritual, foi afetada pelo ônus do pecado original. A isso incluímos, obviamente, o sexo e a sexualidade humana que perderam sua originalidade edêmica e seu propósito original definido por Deus. Existe, portanto, em consequência da corrupção do sexo e da sexualidade, uma disfunção que geraria posteriormente ao primeiro pecado, suas mais nefastas consequências. Assim temos, o homosexualismo, o lesbianismo, o aborto, o sensualismo, a sodomia, a pedofilia, a pederastia, o incesto, o estupro, a prostituição e outros, que não são vistos dentro da perspectiva da corrupção causada pelo pecado, mas como meros fenômenos psicosociais, ou anomalias de caráter sócioculturais, ou ainda como definidas por uma expressão típica de Émile Durkhein, o “normal patológico”.    É certo que não podemos facilmente desassociar a corrupção do pecado favorecendo a sexualidade humana, sem incorrermos numa análise ou num julgamento precipitado e injusto sobre a natureza humana, no que se refere à sexualidade e ao sexo. A restauração da originalidade edêmica, conforme estabelecida por Deus quando da criação dos humanos, só poderá ser reintegrada à natureza humana através de uma vida de comunhão com Deus, afastada do pecado, através de sua graça, e também pelo caráter sotereológico do “trabalho” de Cristo, aplicado àqueles a quem Ele salvou com sua morte redentora.  O que nós vemos hoje através do secularismo, e de uma deliberação autônoma da razão,  é que existe o favorecimento e a proliferação da prática do pecado e de uma vida  de rejeição da soberania e da graça de Deus em todos os sentidos. Alguém pode inferir que o propósito de Deus para o sexo e a sexualidade humana deixou de existir após o pecado, o que no entanto, jamais afetou a soberania e a graça divinas, que jamais deixaram de existir. O propósito de Deus aplicado ao sexo e à sexualidade foi redimensionado. Nem tampouco podemos inferir que Deus se frustrou na manutenção de seu propósito original, no que se refere ao escopo da sexualidade humana. Deus tem certamente um “plano B” que lhe assegurará  sua eterna e própria soberania. Neste sentido, cabe a todos nós como teólogos laicos que somos, entender e definir profundamente o conceito de divindade aplicado à pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo, para que possamos entender o que vem a ser Soberania Divina. Deus, no entanto, interfere na natureza humana através desse plano B, redimensionando a sexualidade humana, criando alternativas que viriam favorecer também sua proposta original aplicada ao sexo, não apenas para a sua sublimação, mas também através de uma inserção providencial da sexualidade e do sexo, a seu plano original. Isso pode ser entendido também como um processo de reintegração da sexualidade ao propósito original de Deus para ambos, sexo e sexualidade.        

Thursday, March 22, 2018


SENSUALISMO – IDOLATRIA DE UM SENTIMENTO – 7

Algumas ideias retiradas do conceito da sexualidade humana na criação do sexo.
                A palavra sexo como nós a conhecemos hoje, com o significado e conotação dada em eras mais recentes, não aparece no texto bíblico. Existem referências adjetivas e alusões substantivadas e tomadas como referenciais, mas o termo não aparece no texto bíblico até Gênesis 19:5. Mesmo no relato da criação de homem e mulher, o texto bíblico em Gênesis 1 : 27 não se refere a dois seres com características sexuais diferentes, mas trata-os simplesmente como Homem e Mulher, ou mais especificamente, macho e fêmea, o que seria motivos para definí-los em suas características sexuais. Portanto o termo sexo, aparece como uma alusão implícita ao texto bíblico, dentro do contexto de Genesis 1. Posteriormente, em Exodus 22:19 encontramos uma referência ao termo sexual, referindo-se  ao termo para definir seres com características sexuais distintas, mas sendo mostrado dezenas de vêzes dentro de um contexto de relação sexual, ou de imoralidade sexual, ou de impureza sexual, ou até mesmo de infidelidade sexual. Mas, comumente o termo sexual aparece referido a relação sexual. Somente em Gênesis 19:5, como nos referimos acima, vemos mencionada pela primeira vez a palavra SEXO, mas num contexto equivocado, ao ser usado por homens de Sodoma, que buscavam manter relações sexuais com anjos enviados por Deus àquela cidade.  O termo, portanto, se refere a um contexto de fazer sexo, como se o ato sexual, tivesse que ser inserido numa ação movida pelo desejo sexual de realizá-lo, para que o termo, realidade SEXO, viesse então a existir realisticamente. É verdade que para os homens de Sodoma, envolvidos com uma profunda imoralidade e perversão sexual, o termo SEXO, não pareceu ser muito bem entendido, pois não definia realisticamente, ou objetivamente, para que motivo ou fins, o sexo havia sido criado. Dentro do contexto de sua perversão sexual, ou de sua imoralidade diante da realização de um ato sexual, os homens de Sodoma, estavam corrompidos profunda e moralmente equivocados. Na verdade, a peversão sexual causada por uma natureza profundamente pecaminosa, provocou na mente dos homens de Sodoma, praticar sexo com profundas características homossexuais, o que equivale dizer que, a perversão do conceito subjetivo de sexo ou da sexualidade humana, pode levar os seres humanos a alguma forma de homossexualismo, ou a uma patologia ou anomalia, referente ao ato sexual em si. Este seria um tema para um estudo mais profundo, referido à corrupção do caracter sexual da mente e da sexualidade humana, aplicada ao sexo. Este foi, portanto, o contexto em que aparece pela primeira vez no relato bíblico, a primeira referência à palavra sexo, fora do contexto do propósito de Deus definido para a sexualidade humana. Como já haviamos nos referido anteriormente, Deus não criou os seres humanos apenas com características sexuais, e por este motivo, a definição dessas características não se afiguram relevantes após o ato da criação dos humanos. Para Deus, após o ato da criação, homem e mulher foram criados acima de tudo à imagem e semelhança de Deus, ou seja, com um imaginário e uma verossimilhança divinas.  O sexo, portanto, tomado num sentido humanístico, ou subjugado pela visão autônoma dos seres humanos, pode levá-lo a um entendimento profundamente equivocado e corrompido. E isso se caracteriza pelo foto de que, a natureza pecaminosa dos seres humanos, os leva a deturpar e corromper o que significou originalmente o propósito de Deus para a criação do sexo. O sexo absorveu da pecaminosidade humana, todo um caracter profundamente corruptível e deturpado.   

Sunday, January 28, 2018

SENSUALISMO – IDOLATRIA DE UM SENTIMENTO – 6
Algumas ideias retiradas do conceito original da sexualidade humana na criação do sexo.

               A palavra NU que aparece em Genesis 3:11, no texto original hebraico é um adjetivo, masculino, singular e absoluto, e como está no masculino, isto nos permite inferir que Deus estivesse supostamente dirigindo a pergunta somente a Adão. Melhor interpretada ela significa além de NU, Pelado, desprovido de vestimenta, mas também traduz o estado singular e absoluto de alguém desprovido de sua prórpia natureza íntima, de sua natureza original, ou seja, como se Adão (e naturalmente Eva), tivesse por si mesmo se esvaziado de seu próprio conteúdo íntimo, espiritual, ao perceber uma outra natureza vindo para preencher essa NULIDADE, com o esvaziamneto de sua essência, contrariamente ao que eles, Adão e Eva, haviam sido agraciados por Deus enquanto estavam no Éden. O texto é claro quando se refere a Adão pois se dirige no masculino, como se Deus estivesse dialogando com ele, na preesença de Eva. Neste sentido percebe-se claramente que o diálogo é estabelecido entre Deus e Adão, que representa o cabeça do casal, no sentido que Adão representasse a essência do casal. Isso ficará mais claro quando percebermos durante a criação da mulher, que Eva foi retirada do corpo “físico” ( mas fisica e espiritualmente dimensionado, pois eles estavam ainda no Eden ), essencial de Adão, significando que a essência da criação da mulher dependeu da existência “física”, essencial do homem, para ser criada, pois todos sabemos, pelo relato bíblico, que Deus retirou a mulher de uma parte lateral do corpo do homem. Existe portanto, um elo de indivisibilidade essencial entre os dois seres humanos, como se ambos tivessem sido criados para serem vistos como inseparáveis ou dependentes mútuos em sua essência.
Deve-se observar tambem que a idéia de masculino e feminino fica mais clara a partir do pecado, quando então homem e mulher percebem sua distinção sexual.  

  O BRASIL TEM SOLUÇÃO – 2   A questão envolvendo a Idolatria de imagens passa desapercebida pela grande maioria dos analistas teológic...