Wednesday, September 30, 2020

 

IGREJAS EVANGÉLICAS BRASILEIRAS NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA – 27

Sua diversidade eclesiológica e doutrinária.            

Outra proposta cristã de se romper com o dualismo espiritual aconteceu no caminho de Damasco, quando Jesus, ao se manifestar em sua glória a Paulo de Tarso, (como vemos narrado em Gálatas 1:11-17 e em Atos 9). Após ter sido lançado ao chão pelo poder da luz vinda do céu, Jesus disse a Paulo: “Saul, Saul, why do you persecute me? I am Jesus, whom you are persecuting” ( “Paulo, Paulo, por quê você me persegue? Eu sou Jesus a quem você está perseguindo”). Paulo pôde perceber, entre outras coisas, que sua vida estava preenchida por um profundo dualismo espiritual. Jesus mais uma vez encarna e incorpora em sua vida e em seu próprio corpo, a identidade entre Ele, Jesus, e a Igreja. Está muito claro nestas referências bíblicas que Jesus e a Igreja são na mesma dimensão espiritual, uma única e mesma pessoa. E existem nestas mesmas referências bíblicas a opção interpretativa em admitir que o REBANHO PERTENCE A CRISTO! A responsabilidade sobre o rebanho está em Cristo, a vida dos membros da Igreja está encarnada no próprio Corpo de Cristo, do contrário Jesus não lhe teria dito “Paulo, Paulo, porque voce ME persegue?” Desta forma não faz nenhum sentido que determinados pastores, em seu zelo doentio, reivindiquem a POSSE da Igreja como se eles fossem os donos do rebanho! Pastores não são donos nem deles próprios, mas “mordomos” de Cristo estabelecidos para APASCENTAR AS OVELHAS e jamais para tê-las como sua propriedade.  Tal diversidade de interpretação mostrada claramente em João 21:16-17, em Atos 9 e em Gálatas 1:11-17, na verdade dá testemunho de que as ovelhas de Cristo pertencem a Jesus Cristo! Cabe aos pastores a missão, o encargo, a responsabilidade de APASCENTAR o rebanho (como Jesus deu enfase 3 vezes diante de Pedro) e NÃO tentar expulsar membros de determinadas igrejas, caso existam rivalidades, pendências pessoais e legais entre pastores e ovelhas. E além disso, NÃO tentar ignorar certos membros que por acaso se ausentarem do rebanho por razões pessoais, ou se desviarem por algum motivo. Essa é uma prova da ignorância pastoral na interpretação da Palavra de Deus. Isso normalmente ocorre em igrejas brasileiras nos Estados Unidos, onde pastores não idôneos se apropriam indevidamente do rebanho e o manipulam de acordo com seu próprio interesse. Já mencionamos anteriormente que, alguns pastores tem uma predileção quase velada por membros empresários e os assistem com mais frequência com visitas e orações in loco mostrando com isso evidentes interesses financistas. Tal predileção é tambem excludente em relação aos irmãos e ovelhas cuja contribuição em dízimos e ofertas é inferior aos ditos empresários. Na verdade isso é reflexo da índole individualista de certos pastores que além de egoístas e deturpadores das verdades bíblicas buscam selecionar membros, por questões profundamente pessoais. Outro fato interessante, é que alguns pastores, também empresários, criam divergências sociais e pessoais com seus funcionários, membros de suas igrejas, trazendo para dentro do Corpo de Cristo um acúmulo de problemas e rivalidades que por si poderiam ser resolvidos no contexto empresarial e nunca levados às igrejas. E tais conflitos resultam em discriminação, rivalidades, exclusões de funções e até à exclusão de membros. Tais atitudes são antibíblicas e nem deveriam estar presentes no contexto eclesiástico. JESUS CRISTO jamais expulsou do convívio apostólico quem quer que seja, mesmo sabendo que Judas o trairia, que Pedro o negaria, ou que Tomé duvidaria dele. No entanto, existem igrejas brasileiras aqui nos USA que fazem exatamente isso. Por questões ligadas à manipulação de membros ou por incapacidade em endereçar tais problemas, expulsam membros por mera discriminação pessoal, por revanchismo ou para preservar seus próprios interesses institucionalizados. Além disso, a zelopatia pastoral, que é uma doença interna a muitas igrejas evangélicas brasileiras, continua operando impiedosamente contra as ovelhas do rebanho de Cristo. Essa é a face da Igreja que se identifica com qualquer grupo político-econômico mas jamais com a Igreja Corpo que se diz Noiva do Cordeiro. Dentro da ótica caótica de certos pastores, membros de muitos talentos e de formação teológica e espiritual, são deixados de lado do contexto eclesiástico, pois ameaçam a “soberania” da liderança pastoral estebelecida, que muitas vezes se tornam grupos oclusivos e avessos a um diálogo  mais franco e de bases cristãs entre os membros da igreja. Nesse particular, a Igreja se torna essencialmente uma instituição como qualquer outro grupo social e manifesta uma índole profundamente conspiratória.   🙈🙉🙊

Sunday, September 6, 2020


IGREJAS EVANGÉLICAS BRASILEIRAS NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA – 26
Sua diversidade eclesiológica e doutrinária.


O dualismo espiritual apresenta ainda outras caracetrísticas em forma de técnicas aplicadas à pregação durante os cultos de adoração. E isso se define da seguinte forma: enquanto um pregador se ocupa em enfatisar o lado espiritual e místico da pregação, levando o rebanho a uma profunda reflexão em torno ao conteúdo espiritual do texto explanado, e levando-o a seu caráter emocional e intimista, em direção a um profundo arrependimento e a uma vida de comunhão espiritual. Por outro lado, o outro pastor, quando tem oportunidade de pregar, prega essencialmentre sobre o diabo, sobre os efeitos do pecado e sobre o peso da ira e da justiça divina àqueles que o estão ouvindo. Mas, no sentido de criar uma expectativa de submissão e medo relativos ao próprio Deus dentro do contexto veterotestamentário. Tal dualismo, que é na verdade uma variável ou um estilo de se pregar a Palavra, é o reflexo de uma técnica, uma dobradinha no estilo, cujas intenções maiores tem a ver com a preservação do número de membros, através de se impor um medo relativo às obras das trevas no mundo, e em consequências, estabilizar tal número a um patamar sempre crescente. E isso não deixa de ser uma técnica de pregação ou uma jogada persuasiva e não representa necessariamente a pregação da verdade. Mas, tem a ver com técnicas de manipulação do rebanho. Isso pode representar também uma profunda divergência entre estilos de pregação mas também uma anomalia na formação teológica de diferentes pastores. E as igrejas que não se utilizam de tais técnicas, mas insistem na pregação do Evangelho de Jesus Cristo, fazem-no conscientes de seu papel como Igreja de Cristo comprometidas com a verdade. Essencialmente o que Jesus Cristo ( o caminho, a verdade e a vida ) nos instruiu a fazer, é ir e pregar o evangelho a toda a criatura, batizando-as, etc., tendo como pré-requisito o Batismo com o Espírito Santo e também tendo em vista que as bases doutrinárias e eclesiológicas da igreja foram estabelecidas a partir de Pentecostes. Além disso, podemos admitir que existem sempre as expressões de auto-valorização a enfatizar os valores exclusivos dessa igreja em detrimento das “outras igrejas” que acabam sendo sempre vistas com limitações, com críticas veladas dentro de um clima de arrogância e discriminação. Apenas para citar um exemplo, isso ocorre muito através das críticas feitas à Igreja Católica e às Igrejas Pentecostais, que de modo geral se tornam o bode expiatório, quando se trata de criticar outras igrejas. Em geral tais críticas têm por objetivo e interesse maior, preservar as igrejas que lançam as críticas contrárias às outras, no sentido da autopreservação e valorização dos próprios interesses. Resultado disso é que somente a “minha igreja” é a verdadeira e as outras são falsas e heréticas. Outro problema que precisa ser aventado: a julgar pelas qualificações de pastores em encargos de aconselhamento, existe quase sempre uma carência muito grande de idoneidade moral e ética entre os pastores quando se trata de operar na arte do aconselhamento.  Alguns são levados a tais encargos pastorais não por treinamento específico ou por formação teológica nessa área, mas são alçados a tal responsabilidade sem prévio conhecimento, aconselham sem o mínimo de experiência na área de aconselhar, emitem conselhos não-profissionais (ou não baseados na Bíblia) e não apropriados, ou apenas experimentalistas, mas são levados às funções de “atendimento” ao rebanho com meras intenções de coletar dados estatísticos a respeito de quem é quem dentro da igreja, com segundas intenções ligadas a controle e manipulação. Além disso, se utilizam apenas de referências bíblicas sem nenhuma justificativa ou interpretação adequada, mas agindo como a verdadeiros “monges budistas” do aconselhamento cristão. Tais atitudes em verdade definem uma índole não idônea, anticristã, e incompetência no aconselhamento.  A propósito, Jesus Cristo deu muita ênfase a esse “dom” de aconselhar almas em conflito, ao questionar a Pedro (um líder cristão em formação) se ele amava ao Mestre, em João 21:16-17. E a cada resposta de Pedro Jesus afirmava “APASCENTE MINHAS OVELHAS” enfatizando o amor a Cristo em primeiro lugar e às ovelhas, em segundo, através do APASCENTAR (instruir, pastorear, guiar, liderar) as suas ovelhas. Portanto, amar a Cristo e apascentar as ovelhas estão dentro do contexto da Palavra de Deus como prioridades complementares, pois Cristo se apresenta diante de Pedro como o Corpo e cabeça da Igreja e as ovelhas, seus membros. A estrutura do diálogo entre Jesus e Pedro mostram ambas as realidades como parte de uma mesma estrutura espiritual e eclesiástica. E não realidades dualísticas. Alguns pastores consideram o tempo de aconselhamento no gabinite pastoral, como um bate-papo informal e nunca uma oportunidade de a liderança expressar amor e experiência no aconselhamento, da forma como somente Jesus Cristo apresentou. Mas, ao contrário, alguns pastores admoestam, criticam, advertem e julgam, sem saber que o “não julgueis para não serdes julgados” também se aplica a pastores. Razão pela qual alguns pastores se mostram como NÃO-IDÔNEOS nos encargos de aconselhamento, mas puramente carnais.  

Sunday, August 30, 2020


IGREJAS EVANGÉLICAS BRASILEIRAS NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA – 25
Sua diversidade eclesiológica e doutrinária.

A dualidade espiritual caracteriza a essência maligna e benígna do coração humano, sendo mencionada extensivamente nos livros das Sagradas Escrituras. É um princípio íntimo, ativo, e destrutivo ao coração humano que se manifesta dentro de nossas igrejas também como fruto de uma má interpretação da Palavra, como consequência da herança cultural e religiosa trazida do Brasil para os Estados Unidos e ainda, resulta do aparecimento de controvérsias internas às igrejas, causadas por teorias conspiratórias ( de membros contra membros, de pastores contra membros e de pastores contra pastores ), por ciúmes, por inveja ou por vaidade pessoal entre membros de uma mesma congregação. Isso de alguma forma, caracteriza o espírito ou a índole da cultura brasileira, que naturalmente se envolve em críticas destrutivas, em comportamentos pré-julgamentais e em frutos de uma competição velada entre os próprios membros da congregação.  Mas, em seu sentido relativo à Palavra de Deus, o dualismo espiritual é o remanescente ontológico ( da essência do ser ), que reside no coração humano resultante do pecado original e muitas vezes como característica maligna que sobressai ao coração humano, e que insiste em permanecer e se enraizar dentro da congregação, manifestando-se ainda através de pré-juízos de revanchismo, de vingança, de ciúme, e de profunda inveja entre irmãos. A Parábola do Trigo e do Joio ilustra muito bem, de modo realístico, o que vem a ser o dualismo religioso. No entanto, existem pastores e obreiros dentro das igrejas que manifestam desejos íntimos de discriminação contra determinados irmãos e obreiros ( por razões fúteis e injustificáveis ) e sua incidência, além de velada é muito profunda dentro do contexto eclesiástico. A tal ponto que aquele que se apregoa direitos de vingança, discriminação e exclusão, o faz com intensidade e prazer insano, indo até às últimas consequências de seus atos. Um exemplo disso, acontecido recentemente em determinada igreja evangélica, um certo “pastor” evangélico rotulou o seminário GCTS de pró-comunista, e por essa irracionalidade, ele passou a discriminar e tentar excluir todos os seminaristas desse seminário de dentro de sua igreja. Para que tal dualismo seja finalmente excluído da Igreja, será preciso que a liderança espiritual e pastoral da Igreja, pregue o puro Evangelho de Jesus Cristo a tal ponto de conduzir todo o rebanho a uma intimidade genuína com a Palavra de Deus e ao batismo no Espírito Santo.
O dualismo religioso subsiste como princípios de oposição interna, ou antagônicos e se refere mais especificamente à oposição entre o sagrado e o profano dentro de um mesmo coração. Podemos até mesmo predizer que nem todos os membros de uma mesma congregação estão no mesmo nível de arrependimento e salvação e, por este motivo eles mesmos coexistem na mesma congregação criando tal antagonismo. Haja visto que a própria interpretação da Palavra de Deus por pastores em níveis de conhecimento precariamente teológicos, ou que careça de verdades a nível da inspiração pelo Espírito Santo, também se refere a um forte dualismo. Se tal pregador (pastor, obreiro ou instrutor teológico) interpreta mal a Palavra de Deus, ele ou eles incorrem no dualismo espiritual. São situações sensíveis que se caracterizam como pecados ocultos dentro do contexto eclesiástico, e pecados da má interpretação da Palavra, não são a verdade e por isso são pecados. O apóstolo Paulo se refere ao obreiro aprovado, (em 1 Timóteo) que maneja bem a Palavra. E Paulo se preocupa em instruí-lo em sua formação para o cuidado da Igreja em Éfesos, como pré-condição para a sua distinção como obreiro. Se o pastor prega erradamente, a igreja é induzida ao erro e ao dualismo. No entanto, valendo-se do nível médio e baixo de formação teológico/espiritual de membros de certas igrejas, alguns pastores não se importam em aprimorar seus conhecimentos teológicos ou, como exemplo, na área do Aconselhamento Pastoral e cometem erros absurdos.      

Sunday, August 16, 2020


IGREJAS EVANGÉLICAS BRASILEIRAS NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA – 24
Sua diversidade eclesiológica e doutrinária.


Nossas Igrejas estão produzindo hoje seus próprios “dilemas de Iniquidades” quando pecam ao ignorar o conhecimento mais profundo da Palavra de Deus. E um fator que dificilmente é percebido por causa do abandono de um conhecimento teológico mais profundo, passa a existir e confrontrar a estrutura íntima da igreja como um dualismo espiritual, ou psico-social, qualquer que seja sua característica. Esse fenômeno da dualidade é mencionado nas escrituras praticamente em todos os seus livros. É uma questão fundamental para o entendimento da Palavra de Deus, mas que dificilmente nós nos referimos a ela como de profundas implicações para o contexto eclesiástico. Estamos nos referindo ao dualismo crítico, dogmático, subjetivo, metafísico, filosófico e religioso. No caso específico da Igreja, vamos nos deter no  dualismo religioso, ou teológico, que nem todos os pastores evangélicos percebem que existe. Em relação ao dualismo religioso, nós admitimos que se trata de uma doutrina que afirma a existência de dois princípios reais básicos e irredutíveis e opostos em sua essência, que se opõem intrinsicamente enquanto existindo na realidade. O livro de Gênesis nos fala claramente a respeito desses 2 princípios existindo em colisão íntima, paradoxalmente entre um e outro. No capítulo 2 verso 16, onde observamos tal dualidade manifesta pela Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, que representa 2 princípios antagônicos típicos dessa dualidade. Porém, no capítulo 3 de Gênesis tudo se complica um pouco mais profundamente, pois homem e mulher, ao comer do fruto proibido, ingerem tal dualismo, permitindo que ele faça parte de sua essência humana. Quando homem e mulher comem do fruto, pecando contra Deus, eles perpetuam a incidência desse dualismo deixando um legado, uma herança de iniquidade para todo o gênero humano. A dualidade passa a existir dentro de cada um de nós como um princípio cuja remissão só se torna possível através do sacrifício de Jesus Cristo na cruz do calvário. É interessante  observarmos que durante sua trajetória de crucifixão Jesus se defronta com o mesmo dualismo quando é confrontado por 2 ladrãos, um bom  e outro mal. E Jesus resolve tal dilema da seguinte forma: para o bom ladrão, aquele que se arrependeu, Jesus disse: “ hoje mesmo estarás comigo no meu Reino”. Ao outro ladrão Jesus reservou ou o Seol, ou a Terra de Node, ou não sabemos exatamente o quê, cabendo ao próprio Jesus sua decisão final.  A Deus é reservada a resolução dos dilemas da dualidade do coração humano.

A essência da contravenção edêmica (acontecida no Éden) foi baseada na rejeição pura e simples da Árvore da Vida, que foi ignorada por Adão e  Eva, que passam a aderir totalmente à Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Tal escolha intrinsecamente errada nos induziu a um mergulho íntimo dentro do dualismo do Bem e do Mal que existe até hoje. E a adesão a tal dualismo é tão persistente e atávica que influencia toda a esfera da vida humana no planeta, e ainda produz um estereótipo na mente humana, que nos faz persistir no erro produzindo e projetando para fora da nossa alma as mais trágicas e terríveis consequências desse dualismo. Como consequências disso é fato que nossa vida é permeada constantemente pelo espectro do dualismo, em todos os níveis de nossa vida diária e também dentro de uma esfera eclesiástica, ou seja, dentro de nossas igrejas.

Monday, August 10, 2020


IGREJAS EVANGÉLICAS BRASILEIRAS NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA – 23
Sua diversidade eclesiológica e doutrinária.


Sob o ponto de vista teológico o que está ocorrendo no mundo hoje é que a opressão do maligno está se sobrepujando às forças espirituais da Igreja Corpo e tornando-a inoperante, neutra, acomodada e impotente. Isso não quer dizer que ela esteja sendo destruída ou inteiramente corrompida. A Igreja precisa ir até às últimas consequências de sua presença viva na Terra, assumindo um Evangelho vivo, real até aos limites máximos da cruz. E essa é uma das propostas da Igreja de Jesus Cristo que nos foi legada após o Pentecostes. E onde está a Igreja hoje? Provavelmente dentro de seus templos, acuada, a temer a crítica e as ameaças do secularismo, cuidando da manutenção de suas instituições, zelando por seus carneirinhos e seus dizimistas fiéis, e de sua estrutura orgânica e social, o que a projeta numa dinâmica inercial e a define no status quo de sua normalidade institucional. Os pastores, em sua maioria, se tornaram verdadeiros coaches, ou motivational speakers, ou ainda, inspirados pelo afã envolvendo a Teologia da Prosperidade, são conhecidos muito mais por suas habilidades sociais de liderança e oratória, do que por sua espiritualidade e poder. Enquanto isso, do lado de fora, o mundo apodrece e se lança na agressiva criminalidade do pecado, da violência e da corrupção absoluta. Não existe Igreja evangélica cristã que não se espelha na vida e na pessoa de Jesus Cristo, pois a Igreja Corpo é a presença do próprio Cristo na Terra, cujo testemunho maior é dado pelo Espírito Santo, até aos limites ultimados da cruz. As consequências ligadas a seu isolamento cria-lhe uma postura de distanciamneto, de exclusividade e senhorio, que em suma, produz a imagem da Igreja dogmática, que incarna o modelo em que o mundo é tido como estranho, como paradoxal e entregue ao secularismo e ao seu próprio mal. Em outras palavras tal postura se assemelha ao que Israel Galindo (in opus cit. pg. 16, 2004) admite que as congregações “resistem em abraçar um mandato contracultural do Evangelho”, o que significa dizer que as igrejas visam admitir uma postura aberta e excessivamente secular, adotam padrões perigosos de adesão ao mundo, absorvem o fenômeno da abertura cultural, e acabam assumindo um corpotamento mundano e não essencialmente cristão, em oposição ao que o apóstolo João nos diz em seu evangelho João 17:16. Uma postura destituída do “impeto original da Bíblia” como Palavra de Deus ( cf. “The Secular City”, by Harvey Cox, pg.15, 1968), ausente nas ciências naturais, no pluralismo cultural, e nas instiuições democráticas, que hoje assumiram uma postura corrompida e não-conservadora. Da forma como vemos hoje, existe o exagero do secularismo, em comum acordo com um “cristianismo mundano”, contextualizado, se é que assim podemos dizer. E a Igreja parece não estabelecer limites para a contextualização, pois sua liderança pastoral não está muito preocupada com isso.  Mas, EU VENCI O MUNDO, disse Jesus Cristo. Ou o Mundo esta vencendo a Igreja? Esse é o limite para além do qual nossas igrejas não querem ultrapassar e não querem ser reconhecidas. Onde está o Mestre que nos projeta para o alto em níveis espirituais que vencem e arrebentam com o pecado? Onde? Supostamente dentro das Igrejas Evangélicas. A Igreja, no entanto, projeta uma imagem muito socializada e extremamente institucional, e Jesus simplesmente arrebentou com as instituições ao torná-las seu próprio corpo e seu próprio sangue. E nossas igrejas não perceberam tal poder, tal espírito revolucionário que rompeu com a iniquidade e a corrupção política que domina sobre nossas cidades, como a única força atuante e dinâmica. Entretanto, a única força atuante e dinâmica no mundo hoje é o Poder do Espírito Santo que nos foi confiado no Pentecostes. Nada mais.

Wednesday, July 29, 2020

Trecho de meu livro "A CIDADE DE CAIN E A APOTEOSE DE JAY", sendo prublicado no Brasil atualmente pela Editora GARCIA EDIZIONI . 
Capitulo 6 paginas 61 e 62.   

Era assim, pois, o texto da Escritura de Posse dos Plenos Direitos da Terra lavrada por Jay diante das partes envolvidas, sendo outorgantes Adão e Eva, e outorgado Satan.  Jay não teve outra alternativa senão conceder-lhe, perante Adão e Eva, os mais amplos e ilimitados poderes, incluindo os contidos na cláusula ad judicia et extra, para a qual designaria como associados advogando em seu favor e em conjunto com seu séquito de demônios ou em separado, como isoladamente, atuando como o único  proprietário, independentemente da ordem de colocação dos nomes dos sete príncipes do Inferno, sendo eles o primeiro Baal-Berith, como o Grande Pontífice e mestre de cerimonias de todo o Inferno, e contra-signatário em documentos e pactos estabelecidos entre demônios e os mortais; e sendo o segundo Dumah, o anjo do silencio da morte e chefe de todos os príncipes demônios; e sendo o terceiro Sariel, que se ocuparia dos negócios relativos ao espaço extraterrestre e de todos os seus futuros mistérios; e sendo o quarto Mefistófeles de traços urbanos, linguagem polida e modos impecáveis, que teria por ordem política a função de ser o primeiro suplente de Satan na hierarquia de posse da Terra; e sendo o quinto Rofocal, também conhecido como Lucifer Rofocal, primeiro ministro de todas as regiões infernais, que terá por função o controle de todas as riquezas e tesouros do planeta; e sendo o sexto Meririm, orgulhoso príncipe do poder do ar, cujo título e função compartilha com o próprio Satan, tendo ainda por atribuições o poder de ferir a Terra e seus oceanos com terremotos e tsunamis, caso se faça necessário e, finalmente, sendo o sétimo principe do Inferno Rahab, o mestre da desobediência e da inconveniência contra Jay e seu povo. Todos eles, os sete príncipes do Inferno tendo Satan como seu lider hierárquico, representaram os outorgantes Adão e Eva, junto a todos os quadrantes da Terra, quer sejam os continentes, os países, os estados, as cidades e as habitações dos homens, bem como em suas entidades autárquicas, empresas píblicas e privadas, nelas requerendo e assinando o que preciso for, por meio de seus representantes possessos, assim como junto aos poderes constituídos nesta Terra, comarcas, instâncias ou tribunais, em quaisquer ações como autores, ou réus requeridos ou representados, reclamantes ou reclamados, assistentes ou oponentes, invasores ou destemidos a promovorem quaisquer medidas preliminares, preventivas ou assecuratórias de seus direitos e interesses, para o que lhes confere os poderes especiais de alterar suas ações, requerer ou incrementar falências, acordos e concordatas, transigir ou intransigir, firmar compromissos, receber e dar quitação das dívidas humanas com interesses nefastos, bem como prestar as primeiras e ultimas declarações decisivas e firmar compromissos em inventários ou arrolamento, praticando, enfim, todos os demais atos que oportunamente entender necessários á manutenção  e estabelecimento de seu Reino das Trevas para o domínio dos mortais seres humanos ou não, que os conduza à prática do mal e à sua eterna condenação. Para o bom e fiel cumprimento do presente instrumento, o que se traduz como mal e infiel cumprimento, Satan poderá inclusive, subestabelecer, com ou sem reservas de iguais poderes, podendo finalmente induzir todos aqueles a ele subjugados, à prática do roubo, da morte e da destruição a todo e de todo ser vivente, quer pertinente à natureza como racional ou irracional, homem ou mulher, na face do planeta Terra.
José Eduardo Sabaute. 
edsabaute@gmail.com

Tuesday, July 21, 2020


QUOTE OF THE MONTH

For our struggle is not against flesh and blood, but against the rules, against the authorities, against the power of this dark world and against the spiritual forces of evil in the heavenly realms. (Ephesians 6:12)

Do we really believe that we are engaged in this cosmic battle? Do we really believe that there are “powers of this dark world” which rule our age? Or as the Apostle John says, do we really believe that “the whole world is under the control of the evil one” (1 John 5:19)? If we do not believe these things (and we must say that much of the evangelical world acts as if it does not believe these things), we certainly cannot expect to have much success in fighting the battle.

( quote taken from “THE GREAT EVANGELICAL DISASTER”, by Francis A. Schaeffer, Crossway Books – USA. 1984)

  O BRASIL TEM SOLUÇÃO – 2   A questão envolvendo a Idolatria de imagens passa desapercebida pela grande maioria dos analistas teológic...