Sunday, March 8, 2015
Saturday, December 27, 2014
PROCESSOS QUE ENVOLVEM MISSÕES E EVANGELISMO. 3
Paulo prega em Listra, no Campo de Marte (no Areópago de Atenas) e através de Romanos.
Paulo prega em Listra, no Campo de Marte (no Areópago de Atenas) e através de Romanos.
Paulo prossegue em sua trajetória evangelística
em Atenas, conforme lemos os relatos em Atos 17:16-32, onde ali pôde observar o
excessivo numero de entidades idolátricas. A cidade estava cheia de ídolos,
(aliás, centenas de ídolos) repleta de liberalismo filosófico, congestionada
por diferentes ideologias e indagando especulativamente por novas verdades. Em
Atenas nos referimos mais ao tipo de idolatria fisica, paupável, concreta,
referida mais especificamente ao grande numero de imagens de “deuses”esculpidas. Atualmente existe uma
complexidade e diversidade de idolatrias incomparavelmente maiores do que as que
Paulo encontrou em Atenas, que vão visceralmente contra a Palavra de Deus. Para
pregar no Areópago e se relacionar com o ambiente de ideias filosóficas que
compunham o ambiente cultural da Grécia de seu tempo, Paulo evidentemente se
preparou, absorveu ideias filosóficas, admitiu ter um conhecimento prévio das
ideologias e filosofias que compunham mais intensamente o ambiente cultural
ateniense.(Para maiores insights sobre
esse conhecimento paulino acerca da
cultura e historia de Atenas, recomendamos o livro de Don Richardson “Eternity
in Their Hearts”, Venture Books,
California Revised Edition 1984, pp.9-25) Isto quer dizer que para ele,
fazia-se necessário conhecer tais ideias. (Alias,
existe alguma influencia de filosofias gregas no “pensamento” paulino, assim como existe também tal
influencia no Evangelho de João, por exemplo). Mas não era esta a principal
preocupação de Paulo. E o livro de Atos, - bem como a epistola aos Romanos, - particularmente registra filosofias,
conceitos filosóficos e as ideias que influenciaram o intelectualismo de então,
por sua difusão e influencia cultural. Neste período eram conhecidos filósofos,
scholars, poetas como Epicuro, Seneca,
Socrates, Platão, Aristóteles, Epimenides e muitos outros. E Paulo foi um homem de
seu tempo, tinha uma cultura muito vasta e era contextualizado com seu tempo. Isto representa em essência o perfeito modelo
aplicado à nossa cultura pós-moderna atual, com sua diversidade e complexidade
de ideias, e com suas diferentes e mais entranhadas idolatrias, ideologias e
suas inovações. E esta complexidade gera sua própria fragilidade. As novas
ideias da sociedade ateniense do tempo de Paulo, o paganismo, a idolatria, o
intelectualismo diversificado, a violência de então, a diversidade sócio-cultural,
e os pecados que caracterizavam e identificavam a plenitude do tempo em que
Jesus viveu, assim como se equiparam ao mundo secularizado e pós-cristão
vivenciado hoje. O paralelo é estarrecedor. Existe uma identidade dinâmica
entre as diferentes épocas, como se a distinção maior entre os dois milieus
fosse definida ou viesse á tona pela novidade da pregação da boa nova do
Evangelho dentro de uma eclosão de antagonismo. Em outras palavras, a pregação
do Evangelho de Jesus por Paulo atingiu um nível de novidade tão antagônico e
diferenciado, causando impacto, e que o mesmo acontece hoje, em nossa
diversidade e complexidade cultural, onde o Evangelho se apresenta como
antagônico e estranho e sua rejeição passa a assumir um caracter, como fenomeno
renovador sócio-cultural, criando uma rejeição injustificada, uma ojeriza
sócio-cultural. Paulo, na verdade enfrentou um mundo de ideias diferenciadas e
de alguma forma tão complexas, da mesma forma como o evangelismo atual,
enfrentaria também a mesma complexidade e diferenciação. No entanto, existiu um
elemento surpresa em meio à suposta arrogância do fenômeno do intelectualismo cultural
ateniense. Havia uma abertura
possibilitada pela própria especulação do intelectualismo, assim como se admite
o mesmo dentro do secularismo da sociedade atual. Por mais que eles se apresentem
como mundanos e oclusivos, tanto o intelectualismo ateniense, quanto o
secularismo da cultura pós-cristã de hoje, admitem uma abertura. E esta
abertura é possibilitada pela falência do racionalismo intelectual autônomo (Para saber mais sobre esta falência da
mente racional autonoma , veja o livro
“Escape from Reason”, de Francis A. Schaeffer) que produz uma válvula de
escape, que nasce da sua própria especulação ou da falência da sua especulação,
ao admitir como consequência de seu liberalismo, uma abertura, uma
possibilidade em direção àquilo que o intelectualismo não encontrou ainda como
verdade absoluta. Isto é caracterizado pelo
altar ao Deus Desconhecido. Por mais
que o pecado, ou a aversão à verdade mostre seu poder, existe por detrás dele
um elemento surpresa caracterizado por sua falência, pela queda do inimigo
imposta pelo sacrifício de Jesus. A vitória de Cristo na cruz nos dá a certeza
de vitória no evangelismo também. Lucas 10:18 nos diz, “Eu vi Satan caindo do céu como um raio”. Neste ponto o
intelectualismo ateniense mostrava sua fragilidade e abria uma brecha em
direção à sua especulação. A razão mostrava a sua fragilidade, naquilo que
ainda não havia sido pensado. E sempre foi assim na história da evolução do
pensamento (da Razão) humana. Em essência o homem só tem “razão” quando ele
está conectado com a razão divina, com o Logos
de Deus. O idealismo platônico tentou mostrar o mesmo. Além disso o que
existe é a trilha criada pela autonomia da mente liberal. O próprio Platão não
conseguiu evidenciar aquilo, ou aquele “ser” que pudesse sustentar a evidencia
das ideias absolutas, que dessem sustentação a uma real moralidade, o que prova
que os gregos estavam profundamente influenciados pelo idealismo platônico.( Cf.
“Death in The City”, Francis A.
Schaeffer pg. 106 ). Paulo, no entanto, ao pregar sobre este “deus”
desconhecido, admite esta possibilidade e desmorona inteiramente o platonismo
(sem no entanto, abolí-lo) ao prosseguir pelo caminho da falência deixada pelo
intelectualismo, na direção das verdades absolutas sustentadas pelo Evangelho
de Jesus. E tal visão paulina ao pregar
em Atenas, mostra a possibilidade real sempre possível em todos os níveis
sociais e históricos, da pregação do Evangelho de Jesus. Paulo assim entendeu
porque ele não estava sofrendo o impacto da cultura, o impacto do secularismo
de seu tempo, o impacto das filosofias de seu tempo, o impacto das forças
satânicas de oposição na história. Paulo estava pensando na direção da evolução
do pensamento cristão, que além das ideias possibilitadas pelo conceito
filosófico de “deus desconhecido” ele já trazia a resposta do Deus que todos
ainda desconheciam. Paulo via a realidade com olhos centrados em JESUS CRISTO. Se nós
temos que enfrentar um fenômeno semelhante em nosso evangelismo hoje, este se
chama secularismo, ou satanismo, ou idolatria, ou o que se opõe a ele. Paulo
não trazia em seu ser carências especulativas, ausência de uma fé viva, mas uma
fé centrada em Cristo e o poder do Espirito que lhe permitia operar milagres.
Sabemos também que NADA supera a força e o poder de JESUS no mundo. O secularismo representa na verdade o caminho
oposto sustentado ou almejado pelo intelectualismo ( ou o idealismo) platônico
de então e por outras ideias, como as do Epicurismo e do Estoicismo. No
secularismo, o homem passa a divergir sua mente das coisas de um mundo além,
para as coisas de seu mundo aquém, isto é, limitado pela sua especulação
intelectual totalmente desmoronada, descentralizada, egocentrica. De modo
geral, o secularismo despreza a religião e as propostas divinas para a história
e segue pela trilha do mundanismo, da autonomia racional, da diversidade
cultural, e isso com mais ênfase desde o humanismo renascentista, e aí reside
sua fragilidade ao desprezar as verdades absolutas. Esta (a autonomia do
racionalismo) é a maior carência da fragilidade mostrada pela história da
evolução da mente racional, desde Tomas de Aquino (1225-1274). Nós conhecemos o
que ocorreu desde tempos imemoriais na Bíblia, quando Adão e Eva decidiram
livremente assumir sua própria autonomia racional. A partir daí surgiu o
desastre histórico do pecado. A
atualidade do evangelismo paulino passa a existir á medida que Paulo confronta
o crescimento do urbanismo, o surgimento das cidades como fenômeno social-cultural
e histórico. Não é de se estranhar que Jesus basicamente se utilizava do
contexto urbano para pregar e ensinar, e muitas vezes referindo-se a temas do
próprio contexto urbano. (Cf. Ray
Bakke, “A Theology as Big as The City”, pg 132, 1997). E este é o mesmo modelo de sociedade que o
evangelismo atual vai enfrentar no urbanismo da sociedade secular. Assim como o
intelectualismo ateniense tem suas raízes históricas, filosóficas e culturais
bem profundas, centradas na filosofia, no urbanismo, na idolatria e no
liberalismo intelectual, hoje em dia, nosso evangelismo teria que enfrentar
bloqueios de natureza também sócio culturais e filosóficos, manipulados pela
sociedade secular, que faz a razão humana divergir para uma natureza
essencialmente materialista e até certo nível, pragmática. Paulo viu a mente divina abrindo
caminho em meio a todo esse emaranhado intelectual, e seguiu por ela, pelas
possibilidades reais propostas pela mente divina. Paulo viu também a
fragilidade do intelectualismo não apenas ateniense, conforme admitiu em 1Co
1:20-23, ao parafrasear Isaías 29:14, onde critica a insuficiência da mente do
sábio desse mundo, ou dos scholars desse mundo ( quando se refere aos doutores
da lei de seu tempo ), por causa de sua concepção errônea a respeito dos planos
de Deus e de Sua revelação em Cristo. E neste ponto Paulo assume inteiramente
uma adesão coerente ao Antigo Testamento bem como ao Novo, ainda em formação,
que assume uma problemática diversificada, mais atual, em consonância com a
sociedade do mundo secularizado. O que se destaca no secularismo são os
paradoxos da razão humana, a autonomia da mente humana, buscando alternativas
meramente infrutíferas e antagônicas. Razão pela qual tanto o intelectualismo
ateniense, quanto o secularismo da sociedade pós-cristã atual, admitem sua
fragilidade ao se afastar das verdades propostas pelo Evangelho, onde
certamente não existe falência. O que motivava Paulo não era seguir pela
carência (ou falência) de uma mente racional centrada no intelectualismo, mas
as verdades espirituais mantidas e centradas no Evangelho de Jesus. Paulo não
tinha medo do diabo porque o via como caído, derrotado por Jesus. Paulo estava
profundamente inspirado pelos absolutos da mente divina, e não pelas limitações
da mente racional autônoma secularizada, intelectualizada e fracassada em Atenas
como em qualquer outra parte do mundo.
De modo geral, o que aconteceu em Atenas, no
Campo de Marte, - e aqui nós nos referimos mais especificamente ao livro de
Atos, - foi que Paulo se confrontou essencialmente com o Homem Sem a Bíblia, o
homem intelectualizado, e pra esse homem Paulo pregou com autoridade e com destemor,
mesmo enfrentando depois a opressão dos judeus, ou das classes intelectuais
radicais da sociedade intelectual ateniense. E é este o cenário do ambiente
secular atual que nós igreja IBVN enfrentamos hoje aqui em Massachusetts, numa
região onde existe um alto nível de intelectualismo, de ideologias e pecados
também. Nós perguntaríamos então: É difícil fazer evangelismo hoje aqui em
Boston, nos Estados Unidos da América? A resposta é a seguinte: SIM é difícil, mas não é impossível, dadas
as razões apresentadas acima. Paulo
conhecia profundamente o Evangelho, como o maior de todos os Teólogos e
missionário do Novo Testamento, assim como conhecia também as filosofias e
ideologias de seu tempo, e delas não tinha medo, mas destemor e fé para
enfrentar o mundo secularizado de então, com a força do Espírito que vem do
alto, da pessoa de Jesus Cristo. Paulo também não estava apenas à mercê do “elemento
surpresa” em sua aproximação evangelística. Isso equivale dizer que Paulo tinha
certo conhecimento prévio da diversidade cultural de seu tempo o que veio
favorecer sua aproximação. Prova desse conhecimento é a alusão que ele, Paulo,
faz ao poeta Epimenides, referida por Lucas no livro de Atos, capítulo
17:15-34. Isso equivale dizer também que é necessário se preparar
convenientemente rumo a um estudo aprofundado do Evangelho de Jesus, ao se
propor uma aproximação ao Evangelismo, sem desconhecer as nuances da sociedade
cultural, urbana e secularizada de nosso tempo, sem desprezar o conhecimento
das tendências sociais, culturais, filosóficas e históricas que regem nosso
próprio contexto urbano. Pode-se mesmo afirmar que parte do sucesso alcançado
por Paulo em seu Evangelismo se deve á obediência desses fatores, sua indestrutível
fidelidade à Palavra, sua total credulidade á Palavra de Deus, seu amor ao
evangelismo e á salvação de almas, sua entrega e trabalho incansável à causa do
evangelismo e seu amor incondicional à pessoa de Jesus Cristo.
A abertura que existe na cultura atual hoje,
como possibilidade real além de sua falência é definida essencialmente pelo
secularismo materialista e pelo intelectualismo que caracteriza a sociedade
americana. O Deus Desconhecido de então, é o Deus ausente na mente do homem sem
a Bíblia dos dias atuais. Para os atenienses Paulo advogava um “deus
estrangeiro” da mesma forma como o Deus verdadeiro vai se mostrar estranho àqueles
que ouvem pela primeira vez ao evangelismo dos dias atuais. E o texto de Atos
17:18 nos diz que os atenienses se referiam “a um estranho deus”, porque Paulo
pregava as boas novas sobre Jesus e a
ressurreição, ideias totalmente estranhas aos atenienses, importadas da
Galiléia. Paulo se utilizou da falência do intelectualismo de então, que não
possuía elementos para definir que “deus estranho” era aquele, para lançar a
novidade das ideias “estranhas” do Evangelho de Jesus. Existia portanto, uma
abertura proposta pelo intelectualismo ateniense, possibilitada pelo
liberalismo intelectual de então, ou pelo humanismo filosófico dos intelectuais
gregos. Paulo saiu vitorioso em seu evangelismo, porque ele não pregava
sozinho. O Espirito Santo o acompanhava. E Jesus modela novas alternativas
históricas, para abrir caminho à pregação de Sua Boa Nova, como parte das
propostas originais de Deus para a salvação da humanidade, em Cristo.
O que o Apóstolo Paulo nos ensina em Romanos
relativamente a seu evangelismo ao Homem sem a Biblia, começa logo no princípio
dessa epístola, ainda no capítulo 1, verso 18, extendendo-se até ao capítulo 2,
verso 16. Conforme Francis A. Schaeffer, (Cf. Death in The City pg. 105) aí
neste ponto Paulo, nos dá definitivamente o “método da pregação para a nossa
geração, porque nossa geração é amplamente formada de homens sem a Bíblia.”
Em Romanos 1:18 Deus nos dá o método de
pregação para a nossa geração atual (pós-moderna, pós-cristã, neo-ateísta,
neo-liberal, como queiram) quando Paulo inicia sua pregação sem mencionar
referencias ao Antigo Testamento. Porque na verdade o “homem sem a Biblia” não
conhece as Escrituras e Paulo evita mencionar referências do AT. Em Romanos, - dirigindo-se aos habitantes de Roma sem ter podido
visita-la - 1:18-19 ele assim diz: “The
wrath of God is being revealed from heaven against all the godlessness and
wickedness of people, who suppress the truth by their wickedness, since what
may be known about God is plain to them, because God has made it plain to
them.” Sem dúvida esta é uma revelação profética de
Paulo aos Romanos. A tradução em Português ficaria assim: “A ira de Deus está
sendo revelada dos céus contra toda infidelidade e iniquidade dos povos (ou das
pessoas), que suprimem a verdade por sua iniquidade, desde que o que pôde ser
conhecido sobre Deus é conhecido por eles, porque Deus o fez revelado a eles.”
Essa profecia paulina é muito atual. O texto em Inglês é mais completo e o
texto da King James version é mais completo ainda. Porque o texto da NIV fala
“hinder the truth” ou “suppress the truth”, e o texto da KJV fala “ hold the
truth”. Há uma sutil diferença nos dois verbos em Inglês. O texto da KJV fala
que mesmo sem conhecer a Biblia, “o homem sem a Biblia” mantém, sustenta,
esconde, segura em seu coração, ou ele esconde a verdade em injustiça dentro de
seu coração. E por este motivo ele está sujeito à ira de Deus, por saber que
Deus existe, de alguma forma, ou por rejeitá-Lo, ou por negá-Lo, e portanto,
por sustentar esta verdade na sua injustiça. Observa-se no entanto, que Paulo
começa pregando sobre A IRA DE DEUS aos que não conhecem a Palavra. Francis A.
Schaeffer observa que Paulo não inicia seu evangelismo pregando salvação. Mas
pregando a ira de Deus. ( Cf. Francis A. Schaeffer “Death in the
City”pg.106 ). Vemos nestes
dois versos de Romanos uma das primeiras características do evangelismo paulino,
qual seja, começar a pregar sobre a IRA DE DEUS ao Homem sem a Biblia. Isso
revela a primeira característica do método paulino de evangelismo.
POR QUE O MÉTODO
PAULINO DE EVANGELISMO COMEÇA A PREGAR SOBRE A IRA DE DEUS? (veja no artigo 4 desta serie).
Sunday, December 14, 2014
PROCESSOS QUE
ENVOLVEM MISSÕES E EVANGELISMO 2
A PERSPECTIVA PAULINA. PAULO PREGA EM LISTRA, NO CAMPO DE MARTE E EM ROMANOS.
A PERSPECTIVA PAULINA. PAULO PREGA EM LISTRA, NO CAMPO DE MARTE E EM ROMANOS.
Nós
iremos retirar do apóstolo Paulo, basicamente do livro de Romanos, exemplos de
sua aproximação`a questão ligada ao tipo de homem ou de mulher, para quem ele, Paulo, pregou em
seu ministério apostólico aqui na Terra. Naquela época, Paulo teve obviamente
que se referir a cada um dos diferentes perfis de pessoas, diante de si, quando
tinha por objetivo pregar a Mensagem do Reino dos Céus. E isto fazia parte de
seu entendimento do que evangelismo e missões significavam. Para assim fazer,
Paulo certamente tinha que conhecer a quem ele pregava. E de acordo com o livro de Romanos, 1:18 a
2:16 ( e também com o livro de Atos 14:15-17, a que nos referiremos a seguir)
Paulo tinha por pré-requisito, reconhecer pelo menos dois tipos básicos de
“personagens” para os quais a mensagem deveria ser pregada. E isto esta
definido em Romanos. Quais eram tais
personagens? Eram eles, aqueles que conheciam a Palavra de Deus ( notadamente o
Velho Testamento ) e aqueles que não conheciam o Velho Testamento, ou a Palavra
de Deus conhecida até então. É evidente que a partir daí existem envolvidos no
processo, ou incluídos “subentendidamente”, outros personagens definidos por
sua aproximação ao conhecimento mais preciso ou menos preciso da Palavra de
Deus. Tais eram aqueles que ouviram ou não falar sobre a pessoa de Jesus
Cristo, aqueles que tiveram algum tipo de informação e experiência provenientes
do Antigo Testamento, ou do Novo Testamento ainda em formação a partir da
incipiente propagação oral da mensagem do Evangelho. Portanto, havia, sim,
diferentes personagens que estavam realisticamente envolvidos com algum tipo de
conhecimento prévio da Palavra ou da Pessoa de Jesus Cristo, realisticamente ou
sub-repticiamente envolvidos. E tais personagens eram incluídos dentro daquele
modelo mais generalizado de personagens. Paulo, portanto, sabia antecipadamente,
por conhecimento prévio, ou por instrução espiritual, a quem iria pregar. Para
ele haviam definidos dois tipos básicos, genéricos, de sujeitos de sua
pregação. O Homem ou a mulher que conheciam a Bíblia e o homem e a mulher que
não conheciam a Bíblia. E no meio desses dois tipos básicos de personagens, obviamente,
havia aqueles que tinham ou não, conheciam ou não a mensagem da Boa Nova do
Reino, de modo não profundo, ou superficial. E isto vai nos definir claramente
como também devemos fazer quando iniciamos este processo de evangelismo e
missões, no que se refere às pessoas sujeitos de nosso evangelismo ou missões.
Vamos
analisar agora o que nos diz o livro de Romanos em relação a isto. No primeiro
artigo desta série, nós falávamos de uma aproximação baseada no conhecimento e nas
experiências de missionários, evangelistas, estudiosos do assunto, teólogos e scholars
que fizeram evangelismo e missões, e que posteriormente, mediante uma
experiência acumulada, e benefícios provenientes dessas experiências,
escreveram sobre o assunto, naquilo em que foram bem sucedidos ou mal
sucedidos, com diferentes personagens. Demos também alguns exemplos práticos de
aproximação (ou abordagem) ao assunto. Hoje em dia também podemos afirmar que
existem diferentes níveis de personagens como no tempo de Paulo, mas, com uma
diferença. A diversidade cultural hoje é bem mais ampla, a complexidade social
é substancialmente maior, mas os pecados podem ser definidos como de mesmo
nível e até certo ponto bem mais complexos do que no passado.
A
metodologia proposta por Paulo em suas epístolas e nos livros bíblicos cujo
tema seja relacionado, principalmente como já foi mencionado anteriormente, nas
epístolas paulinas, (mas principalmente em Romanos) e no livro de Atos dos
Apóstolos, será considerada o modelo padrão, que deveremos utilizar em nossos
objetivos missionários e evangelísticos, porque tal modelo paulino, será tido
como o modelo extraído da Palavra de Deus, ou modelo original e desta forma,
orientado e inspirado por Deus. (Francis A. Schaeffer in “Death in The
City”, page 105, afirma que é em Romanos “that God gives us the method of
preaching to our generation…”). A partir daí Teólogos, Scholars,
Missionários, Evangelistas, leigos e escritores evangélicos retiram ou
retirarão o padrão paradigmático para sua orientação, trabalho e estudos dentro
do tema. Isto não quer dizer que devamos negar ou anular que no Antigo
Testamento, homens chamados por Deus para servi-Lo, não tenham se utilizado de
modelos missionários para atuar em suas missões proféticas, ou patrísticas, ou
salmísticas, de alguma forma, criando e se utilizando de modelos
veterotestamentários, válidos em toda a Palavra de Deus. Queremos dizer com
isto que o modelo missionário paulino, não detém exclusividade como único
modelo paradigmático, apesar de ser entendido e aceito como o modelo mais
apropriado em missões, desde que Paulo, - pela dimensão de seu trabalho
missionário - é tido como o missionário evangelístico padrão em toda a Bíblia. Sabemos
também que hoje em dia existem modelos mais amplos que se utilizam de maiores
recursos, como o tele-evangelismo, e outros. Mas, de que forma Paulo começa a nos expor tal
metodologia, é o que veremos a seguir.
O
livro de Romanos 1:18 a 2:16 nos mostra grande parte da metodologia
evangelística utilizada por Paulo em seu
trabalho missionário. Evangelística, porque ele aprendeu com o Evangelho de
Jesus, ou mais especificamente com o “Ide” pregado por Jesus na Grande Comissão,
e com O Antigo Testamento também, porque Paulo foi estudioso do Antigo
Testamento. E missionária porque Paulo nos mostra o modelo bíblico
paradigmático. E Paulo faz distinção primeiramente ao se dirigir ao homem
comum, ou àquele que não conhecia a Palavra de Deus até então escrita, conforme
vemos em Romanos 2 verso 3: “So when you, a mere man, pass judgement on them
and yet do the same things, do you think you will escape God’s judgement?”. (NIV.
Study Bible)“ Mere man “ no texto em Inglês significa o homem comum, simples,
ou os gentios, desde que os principais recipientes da pregação paulina em
Romanos foram os gentios. Isso também quer dizer que Paulo não faz distinção
única, exclusiva, de “mero homem” referindo-se apenas aos gentios, mas acima de
tudo ao grego comum, ou a todo aquele que compõe o cenário histórico/social de
seu tempo, respeitando as limitações a que foi sujeito em seu ministério
evangelístico. Em seu livro “Death in
The City”, Francis A. Schaeffer criou a expressão “Homem sem a Bíblia”, para se
referir essencialmente ao povo grego. (cf. “ Death in The City” pg., 105, by
Francis A. Schaeffer, 2002) Mas tal referencia ao grego não é tida com
exclusividade no evangelismo paulino, dede que Paulo também se refere a outros
indivíduos que também desconheciam a Palavra de Deus ( O Antigo Testamento ) ao
pregar o Evangelho de Jesus, como vemos em Atos 17:21. “All the
Athenians and the foreigners who lived there spent their time doing nothing…” Ao pregar aos Atenienses, Paulo
certamente encontrou uma variedade de povos estrangeiros entre os gregos e no
meio deles, alguns que obviamente não teriam ouvido sequer falar sobre o AT.,
ou sobre a pessoa de Jesus Cristo. Alguns
estudiosos e scholars afirmam, no entanto, que Paulo primeiramente pregou o
Evangelho ao “homem sem a Bíblia” em Listra, - conforme vemos em Atos 14:15-17,
- uma colônia do Império Romano a Noroeste do Mediterrâneo, numa região hoje
conhecida por Turquia. Em Atos 17:16-32, Lucas registra a segunda ocasião em que
Paulo prega ao “homem sem a Bíblia”, ainda em Atenas, no Areópago Ateniense. Há muita semelhança no ambiente histórico
social da Bíblia com o panorama histórico atual. O Intelectualismo visualizado
por Paulo em Atenas, o agnosticismo de muitos homens sem Bíblia de seu tempo, a
opressão sofrida pelos que pregam o evangelho de Jesus em confronto com as
falsas doutrinas religiosas do paganismo, do neo-ateismo e da religiosidade fundamentalista do
mundo atual, colocam os dois ambientes em paridade surpreendente. E Paulo foi o
primeiro a nos mostrar este confronto real e paradoxal. E em tudo Paulo nos
mostra o caminho ao verdadeiro evangelismo cristão.
Em terceiro lugar, identificamos o apóstolo Paulo
se dirigindo aos “homens sem Bíblia” no livro de Romanos 1:18-2:16, livro
escrito para a Igreja de Roma, onde predominavam os Gentios e também alguns
Judeus. O próprio termo Gentios significa uma generalização referida a todos os
povos à exceção dos Judeus. Portanto, podemos antecipar que existia uma
multiplicidade de povos agregados sob um mesmo termo “Gentios” e que isto
representa a soma de um grande numero de povos, que em determinado contexto
histórico/social, escondia uma multiplicidade realmente complexa de povos,
línguas e nações, todos agrupados sob esta denominação comum. Sendo assim é muito
mais provável encontrarmos “homens sem a Bíblia” entre os Gentios do que entre
os judeus. Portanto, observe que o campo missionário esta amplamente aberto
para a pregação evangelística principalmente aos “gentios” ou ao não-judeu, que
compõe o “grosso” da população em que vivemos. Há entretanto, campo missionário
suficiente para o evangelismo entre aqueles conhecidos como “homens sem a
Biblia”, porque este é o campo ao qual devemos nos dirigir essencialmente, para
cumprimento das promessas de Jesus na Palavra. Quanto aos judeus, temos certeza
que Deus esta tratando com eles, da mesma forma como tem tratado pelo menos nos
últimos três mil anos.
Definidos
os três diferentes momentos em que Paulo pregou aos “homens sem a Bíblia”, na
Bíblia, agora será mais fácil determinar sua metodologia em sua missão
evangelística.
1). O
que ocorreu em Listra relativamente ao Evangelismo Paulino: (cf. Atos
14:15-17).
Em
Listra Paulo operou milagres da parte do Senhor Jesus e juntamente com Barnabás,
foram ovacionados como deuses pagãos. Paulo se tornaria Hermes e Barnabás,
Zeus, tamanha era a idolatria a deuses pagãos na cidade. Mas, indignados com
sua performance, os judeus tramaram contra eles e Paulo acabou sendo apedrejado
e atirado para fora da cidade como morto. Mas, como por milagre Paulo se
recuperou e junto a Barnabás, no dia seguinte seguiram viagem para Derbe. É
importante observar que através do poder do Espírito Santo, Paulo operou
milagres numa cidade pagã, violenta, mas onde se encontrou com Timóteo em sua
primeira viagem missionária à cidade, convidando-o a participar em seu
evangelismo. Isto quer dizer que no meio do joio urbano, Deus prepara o trigo a
ser alcançado. Observa-se também que, na cidade de Listra havia uma certa
promiscuidade religioso-sócio-cultural entre Judeus, Cristãos e Gregos, razão
pela qual os pais de Timóteo eram, o pai, grego e a mãe Judeu-cristã. Paulo
circuncisou Timóteo esperando que com isso, não houvesse desvantagem em seu
trabalho com os Judeus, numa espécie de ardil que facilitasse seu trabalho,
evitando a desconfiança dos judeus não convertidos ao Cristianismo. Dois
eventos de importância a serem observados em Listra: 1) o milagre operado por
Paulo em um manco, e posteriormente sua pronta recuperação do apedrejamento, o
que mostra a operação da graça e do poder divinos em benefício de Paulo. 2)
Paulo se utiliza de um ardil circuncisando Timóteo, o que demonstrou que a
circuncisão lhe servira apenas como mero argumento ardiloso, facilitando a vida
missionária de Timóteo entre os judeus, em sua missão ao lado de Paulo. Tais eventos
trazem á tona a evidencia de que os cenários religioso-sócio-culturais de
Listra são comparados contextualizadamente ao ambiente (ou milieu ) religioso-sócio-cultural
das cidades atuais, ou até mesmo de países do contexto histórico atual, com seu
aglomerado urbano, miscigenado, com diversidade de línguas, tribos e nações, e
sua tendência generalizada à violência e à impunidade criminosa. Ao pregar o
Evangelho em Listra, Paulo sofreu a rejeição e a violência de seus habitantes,
da mesma forma como hoje poderíamos estar sujeitos a tal rejeição, indiferença
e violência em nossas cidades. Podemos certamente esperar a mesma reação contra
o evangelismo.
2). O que ocorreu em
Mars Hill, ou no Areópago Ateniense relativamente ao evangelismo Paulino: (cf.
Atos 17:16-32).
Vamos abrir aqui um parênteses para explicar o
que significa Mars Hill. Mars Hill é o nome romano para uma colina em Atenas,
Grécia, chamada de Colina de Ares do Areópago (cf. Atos 17:19,22). Ares era o
deus grego da guerra e do trovão, e de acordo com a mitologia grega, esta
colina era o lugar onde Ares mantinha ou realizava julgamentos defronte a
outros deuses, pelo assassinato de Alirrotios, filho de Poseidon. O equivalente de Ares em Roma chamava-se
Mars, ou Marte, daí o nome Colina de Marte, ou Campo de Marte ou Mars Hill, em Ingles. ( Continua ).
Saturday, August 23, 2014
- PROCESSOS QUE ENVOLVEM MISSÕES E
EVANGELISMO. 1
1. Um dos
mais importanes topicos a serem analisados e considerados, quando nos
aproximamos do tema Missões e Evangelismo são aos seguintes:
a. Obter
poder divino atavés do Batismo com o Espirito Santo.
Pentecostes nos revela, não a enfase dos sinais
que se seguiram ou acompanharam á manifestação do Espirito, quais sejam, o
vento forte, as linguas de fogo e o falar em linguas. Mas o foco central do
Pentecostes é o próprio poder que foi conferido aos apostolos com a vinda e a
manifestação do poder dado pela presença do Espirito Santo em cada vida. Foi no dia de Pentecostes que a Igreja de
Jesus Cristo passou a existir como instituição espiritual, em que sua expansão
se iniciou, em que o Espirito Santo começou através dos Apóstolos a arrebanhar
a formação espiritual da estrutura da Igreja como Corpo de Cristo. E foi também
no dia de Pentecostes que os apóstolos e os discipulos de Jesus ( ja em torno
de 120 ) se imbuiram de convicção, fé e coragem, provendo-lhes com o impeto
espirtual para ir e proclamar as boas novas do Reino. E é neste contexto que
nós devemos entender o trabalho daqueles que se dispõe, pelo chamado ques lhe foi proposto, a assumir o trabalho da
seara do Senhor, o que difere dos trabalhos seculares assumidos, por exemplo,
por um engenheiro, que para construir uma obra de engenharia precisa se
capacitar com as tecnicas apropriadas ao seu trabalho. Há portanto uma
distinção fundamental entre o que entendemos pela dimensão secular do trabalho
humano e o que devemos entender pela dimensão espirtual do trabalho dedicado as
obras do Reino. O que capacitou o movimento Cristão a se expandir pelas
principais cidades do Império Romano, foi a presença do Espirito Santo na mente
e no coração daqueles que responderam ao Ide de Jesus.
Ser Batisado no Espirto não deve ser entendido
com uma imposição restritiva, mas uma condição estabelecida pela vontade
divina, aos que são escolhidos a trabalhar pelo Reino. O Batismo no Espirito
Santo nos capacita e nos imbue de poder, ou se preferirem, nos arma de poder de
tal forma que, mediante os modelos paradigmaticos que nos são mostrados no Antigo
e no Novo Testamento, nos enche de poder, nos prepara de tal forma, que nossa
fidelidade nos sobrepuja (ou nos faz ascender, o que nos mostra que o Espirito
nos foi prometido após a ascenção de Jesus) ao vigor do trabalho, ás limitações
impostas pelas barreiras criadas pelo trabalho e nos permite vencer todas as
barreiras impostas contra nós pelo reino das trevas. É preciso, então que nós
nos ascendamos á presença do Espirto para continuarmos o trabalho de Cristo. Obviamente,
tal modelo deve ser buscado e entendido ao percebermos com a nossa mente
centrada em Cristo, todo o prévio conhecimento que precisamos ter para ir ao
campo missionário ou para ir ao espaço urbano evangelistico, pregar as boas
novas do Reino. No Antigo testamento
o Espirito Santo cumulava de poder aqueles que seriam designados com
importantes tarefas atribuidas por Deus. Isso
nós vemos em Genesis 31:1-5, em Juizes 6:34, 1Samuel 16:13, em Isaias 61:1, em
Ezequiel 2:1-4, e no Novo Testamento nós temos muitas referencias mostrando-nos
a capacitação que nos vem através da presença do Espirito Santo nos dando poder
ao habitar em nós, como em Efésios 1:13-14, e em todas as referencias relativas
ao dia de Pentecostes. Em Atos 1:8, onde Lucas narra–nos sobre o poder dado
pelo Espirito, semelhantemente ao mesmo poder desferido quando explodimos uma
bomba de dinamite, conforme lemos em Atos 1-8, onde a palavra utilizada por
Lucas, para descrever o poder do Espirito é a mesma entendida como DUNAMIS,
cuja tradução do grego significa dinamite,
ou um dinamo, aquilo que gera energia continuamente. Em Atos 2 temos como
que a metodologia utilizada para a missão evangelica, ou evangelistica, de se
levar a Palavra a outros povos, tribos e nações. 1). Devemos estar reunidos em
um mesmo lugar ( “Eles estavam reunidos
em um mesmo lugar”, Atos 2:1 ) Paulo ai se refere mais a nossa unidade
espiritual do que espacial, como a unidade do corpo onde não existe discenção,
mas unidade espiritual. Desta forma quando sairmos para evangelizar é
necessario que haja um concenso, e não divisão de opiniões. Paulo fala em 1Cor.12:25, “ so that there
should be no division in the body, but that its parts should have equal concern
for each other.” 2). Devemos falar, ou ir ao encontro
daqueles que nos circundam e abrir a boca e falar sobre as boas novas do Reino.
Pedro nos mostra o modelo, ao lermos em Atos 2:14. “ Então Pedro, se ergueu
junto aos 11, elevou sua voz e disse á
multidão..”.O livro de Atos torna-se a descrição categórica do poder do Espirto
derramado sobre a vida de Pedro - e sobre os demais apostolos - em seus
primeiros capitulos.
Outra condição
necessária para o trabalho da seara de Jesus Cristo é termos um encontro real
com a pessoa de Jesus Cristo. E a vida de Paulo, o apóstolo, ilustra isso,
quando no caminho de Damasco, Saulo foi
confrontado com a presença viva e real de Jesus que o confrontou, o
derrubou, o cegou e o transformou totalmente, capacitando-o para o trabalho de
evangelização. Este cegar-se paulino pode ser entendido também como o cegar-se
diante das circunstancias politico-sócio-culturais que muitas vezes nos
bloqueiam ou nos intimidam a trabalhar pela seara de Cristo. Em outras palavras
é preciso fechar os olhos ás limitações do impacto da secularização do fenomeno
politico-socio-cultural, que muitas vezes existem para nos bloquear ou nos
impor restrições diante do trabalho no
campo missionario e evangelistico.
Outros aspectos importantes em Missões e
Evangelismo.
b. contextualização.
O que é contextualizar-se: Contextualizar-se
significa assumir o contexto da realidade, ou o contexto real, social e
politico-cultural em que a mensagem de boa nova do Reino será levada. No
seu livro “Anthropology for Christian Witness”, Charles Kraft diz:
“ The incarnation of Jesus serves
as a key paradigm for a contextualized mission and theology.” (pg.20)
Quando Jesus se encarnou em nosso meio, este
processo ( de sua encarnação ) nos serve como chave paradigmatica ( ou modelo )
para uma missão contextualizada e teológica.
Isto quer nos dizer que a vinda de Jesus,
assumindo nossa condição, nosso tempo, nosso contexto humano, social e
histórico, despojando-se de sua glória para viver em nosso meio como um de nós,
mostra-nos como paradigma, que Jesus nos deu o exemplo chave do que Deus e Ele
próprio, Jesus, esperam de nós quando assumimos também nós, nos contextualizar,
para levar a palavra da Boa Nova do Reino. Contextualizar significa então,
identificar-se com a realidade, com o contexto socio-politico-histórico da
realidade á qual fomos levados a evangelizar ou missionizar. Significa também
identificar-se com os mais simples, os mais oprimidos, com aqueles a quem Jesus
se refere mais comumente e para quem Ele veio, ou observando para quem Ele se
refere mais amiúde em sua pregação, notadamente no Sermão das Bem-aventuranças.
( Mat.5:3-12 e Luc.6:20-23 ).
Contextualizar-se significa também respeitar os
modelos éticos e morais, como assumidos por Jesus, em sua missão de evangelizar
o mundo. Neste sentido, contextualizar significa assumir uma postura
sócio-cultural com o mundo secular, sem no entanto aderir integralmente aos
vicios e males deste século, o que incorreria em muitos perigos, dentre eles o perigo
do sectarismo, do sincretismo religioso, do farisaismo religioso, do legalismo,
do fundamentalismo radical, do falso profetismo, da idolatria, da falsidade
ideologico-cristã, e do liberalismo cristão. Jesus se identificou de maneira
total ao assumir nossa condição humana, não somente a nossa condição de
pobreza, mas nossa condição de enfermos, não se enfermando, de pobres
espirituais, não sendo ele pobre espiritualmente, e de pecadores a serem
redimidos, não sendo ele pecador ou necessitando de remissão.
No campo da tradução e interpretação da Biblia,
contextualização se entende como o processo de assumir o significado e os meios
de se interpretar o meio ambiente dentro do qual o texto e a ação são
executados. As próprias traduções da Biblia Sagrada em linguagem atualizada,
também significam que ela ja se contextualizou para levar aos que precisam
ouvir a mensagem do Evangelho, uma mensagem contextualizada, ou coerente com a
realidade socio-cultural e ate mesmo politica, de determinado povo ou cultura.
A contextualização é comumente discutida ou
analisada dentro do campo do trabalho missionário, pois neste campo, o
missionario precisa levar a mensagem do evangelho a um nivel de
inteligibilidade ou de entendimento a todas as culturas, povos e nações da Terra.
Se o evangelho não for pregado para o contexto da cultura local, a mensagem
evangélica pode ser não-entendida ou mal interpretada. Contextualizar significa
também, respeitar os limites soico-culturais do meio em que a mensagem será
levada. Deve-se ter em mente que ao ser pregada, a mensagem do Evangelho não
pode exagerar em sua contextualização, de tal forma que a verdade não seja
extrapolada para os falsos limites da inverdade.
Assim como Jesus fez e se vestiu como um dentre
seu povo, os judeus e os gentis, nós também precisamos nos mostrar como um
dentre os demais dentro do contexto urbano. Depois devemos nos identificar com aqueles
que ouvirão a Boa Nova do Reino. Jesus era como um judeu, e neste sentido
devemos ser como nossos irmãos que precisam ouvir o Evangelho. É portanto,
necessário se desprovir de separatismo, de distinções desnecessárias, ou de características que podem causar
estranheza na mente e no coração daqueles que estão no mundo. A distinção maior
que existe entre o evangelista e aquele que ouvirá o evangelho, é o Espirito
que habita em seu coração e o distingue do mundo secular. Deve se entender
também que não existem limites cronológicos para que o Evangelho seja pregado.
Devemos assumir uma postura tal que o evangelismo deva ser feito sempre que
existir a interação entre o evangelista e o evangelizado. Falar sobre Jesus e
sobre a Boa Nova do Reino deve ser sempre a postura daquele que cre que Jesus
não estabelecia horários ou critérios metodológicos para sair ás ruas ou ir
pregar seu Evangelho.
C - O Amor é indispensável
Outra linguagem necessária aos que ouvirão o
Evangelho, é a linguagem do Amor. É preciso ter AMOR pelas almas, quando se
leva a mensagem de Cristo. Não discrimine ninguém, não se imponha a ninguém,
não discuta com ninguém, não critique a religião de ninguém, e não julgue
ninguém por ser ignorante na fé. Apenas fale do Evangelho de Jesus, a boa nova
do Reino, como Jesus falou áqueles que cruzavam o seu caminho. Paulo
fala em 1Cor.4:4 -“ It’s the Lord who judges me. Therefore judge nothing before
the appointed time; wait until the Lord comes. He will bring to light what is
hidden in darkness and will expose the motives of the heart.” (NIV)
Em 1Co 13, versos 1 a 3, apenas para citar
alguns versiculos, Paulo fala sobre a linguagem e a realidade do AMOR na vida
do Cristão. “...and if I have a faith that can move mountains, but do
not have love, I am nothing”. Sair
para evangelizar sem ter amor pela almas que estao carentes de ouvir a mensagem
de salvação do Evangelho, é sair para perder tempo distribuindo panfletos e
folhetos. Um semeador saiu para semear e o que ele espera é que sua semente
caia num terreno fertil e que tais sementes germinem e produzam frutos dignos
de seu semear, ou em outras palavras, frutos dignos de seu amor ao semear.
d. A cidade e sua diversidade.
- O mundo
inteiro esta vindo para as nossas cidades. Neste contexto de urbanismo
evangelistico, não devemos menosprezar a cidade ou a vida urbana, como maligna
ou não-apta a ouvir a mensagem de boa nova do Evangelho de Cristo. É nela que
nós devemos viver e devemos ter como campo do trabalho missionário e
evangelístico. A cidade da forma como ela se nos mostra em seu aspecto urbano.
As cidades em suas zonas de conflito, em suas areas conturbadas, em seu
contexto marginalizado, e caótico. A cidade como ela é e não como deveríamos
que ela fosse. E nossas escolhas de evangelismo, devem recair sobre as areas de
maior conflito espiritual e humano. Onde existem as maiores carencias e os maiores
pecados. De acordo com um conselho dado por Harvey Conn ( um grande missionario
e evangelista americano na Coreia ), no livro “ The Urban Face of Mission: Ministering the Gospel in a diverse and Changing world”, á pagina
22, “Seek
for ways to listen to those marginalized by poverty.” Os bolsões de
pobreza, e onde exitem grupos marginalizados ou discriminados. Jesus veio para
todos, mas principalmente para aqueles que necessitam de médico. Não se deve
temer a cidade por seus bolsões de pobreza ou criminalidade. Ou por areas onde
os indices de aborto, crimes, drogas, estresse, corrupção e solidão, nos
imponham restrições e medo. Pelo contrário devemos partir para o campo
evangelistico e missionário crendo que “o que está em mim, é maior do que aquele
que está no mundo” ou na cidade. O que nos anima e nos dá coragem é a presença
do Espírito Santo em nossos corações, para enfrentarmos o contexto conflitante
de nossas cidades. Para Jacques Ellul em
seu livro “The Meaning of the City”, a cidade se torna o lugar da idolatria, da
opressão, e da oposição do poder humano ao poder de Deus. A cidade portanto, se torna, aquela entidade
que traz em sua estrutura intima, conduzir a humanidade por uma estrada
inhumana. ( Cf. “A Clarified Vision for Urban Mission”, by Harvey Conn. MRS, Zondervan, 87, USA ). Torna-se
oportuno lembrar aqui e não podemos negar que a primeira cidade mencionada na
Biblia, foi fundada por Cain, nas Terras de Node, e neste contexto, a cidade
absorve em sua estrutura urbana a influencia estereotipica do mal, marcado pela
vida do próprio Cain, que trazia em si a
marca do primeiro crime. Podemos observar em si mesma, que a cidade herdaria do
primeiro crime sua marca indelével, perpetuada pela sua historia de injustiça e
iniquidade.
Urbanização, ou o contexto da cidade que deve
ser assumido como dadiva divina de um mundo em transformação. Por este motivo
devemos também assumir o secularismo como dadiva de Deus. Não como
deteriorização da vida dentro do contexto urbano. Apesar de o secularismo ser muitas
vezes entendido como o mal do seculo ou dentro de um conceito de mundanismo
maligno, o secularismo na definição de Harvey Cox, ( em seu livro “The Secular
City” ) é entendido como “ man turning his attention away from worlds beyond
and toward this world and this time”. O Platonismo deixa de existir e assume
uma postura mais Aristotélica. Isto quer dizer apenas que o homem põe sua
atenção para fora dos “mundos” além de seu próprio ( ou os mundos espirituais,
atribuidos pela espiritualidade religiosa ) e volta-se para este mundo e este
tempo em que ele vive, assumindo uma postura pragmática, materialista,
essencialmente secularizada, esquecendo-se ou propositadamente olvidando as
coisas pertinentes a Deus, ou ao mundo espiritual. O secularismo, no entanto,
não tem muita consistencia como super-visão da realidade. Ele pode ser
manipulado, manuseado, modificado. O que quer dizer que isto se torna apenas uma realidade conceitual,
e que não nega a reflexão sobre as possibilidades reais de si próprio como meio
através do qual a mensagem do evangelho deve e pode ser pregada. Isto quer
também dizer que o desafio gerado pelo secularismo e que se abre como porta
dentro do mundo em que vivemos, é o mesmo desafio que os primeiros cristãos
tiveram que enfrentar nos primeiros séculos de existencia da pregação da
mensagem evangélica. E negar o
secularismno seria discriminá-lo ou isolá-lo para fora das possibilidades reais
da pregação do evangelho. Para Harvey Cox, o secularismo representa na verdade
um “processo de liberação” das possibilidades reais em que o evangelho investe
sua metodologia e atua para a eventualidade de uma realização positiva. Os
planos do mal, não são tão consistentes como o Plano de Deus para nós, a cidade
ou para a pregação do Evangelho. O mesmo ocorreu no tempo de Paulo em que no
seu evangelismo urbano, as limitações impostas pelo Império Romano como forma de
dominio secular, não o impediram de avançar na pregação da Mensagem Cristã.
Pelo contrário, lhe deu elementos positivos e inspiração para que o
Cristianismo se fortalecesse e avançasse positivamente. E Paulo, na verdade, nunca teceu comentarios
significativos ou alarmantes acerca do Imperio, apesar de ter sofrido suas
consequencias. O foco de sua pregação era Cristo e as boas novas do Reino dos
Céus.
e. Conhecer o que caracteriza o IDE de Jesus.
Nós vamos encontrar as mais importantes fontes
de informação a respeito da Grande Comissão, como a ultima e personal instrução
dada por Jesus antes de sua ascenção aos ceus. Para nós cristãos, estas são as
diretivas deixadas por Jesus para cada um de nós como expressão, ou comando,
que nos move na direção da ação mais espontanea de nossa fé. Agir nossa fé em
Jesus, significa expressar uma ação prática, na direção do Ide e pregai, (além
de outros comandos específicos tais como, ide, pregai, batizai, expulsai, e
fazei discipulos, conforme lemos em Mateus 28:18-20, Marcos 16:15-18, Lucas
24:44-49 e finalmente em João 20:19-23). São cinco princípios básicos, que
expressam especificos comandos, ordenações, como se a traduzir a mensagem de
Jesus aplicada ao evangelismo e ás missões. Apesar de que todas as referencias
refletem versões diferentes, todas mostram o encontro de Jesus após sua
ressurreição. Este é o foco central de nossa interpretação diante desse fenomeno
motivador de fé. Reconhecer que o Cristo vitorioso, ressurrecto, nos comanda,
nos ordena, nos direciona ao agir através do Ide, ao nos comissionar. Isto é em
essencia a missão da Igreja. Além disso, Jesus se declara recebedor de todo o poder no céu e na Terra, poder que
acompanhará aqueles que Nele crerem. Esta é porem a motivação maior que deve
nos acompanhar durante nosso evangelismo, certos de que o Senhor estará conosco
até o final dos tempos, conforme nos mostra
Mateus 28:20. Aliás, a Grande Comissão representa a fundação e o inicio do
evangelismo como entendido nos primeiros seculos da era cristã, e tambem nos
ultimos, onde nós testemunhamos o poder de Cristo vivo como motivador de nossa ação
evangelistica.
f. Dicas para um bom evangelismo:
1. Seja autentico e expontaneo. Não se preocupe em formar em sua mente as
mais complicadas formulações intelectuais e teológicas, quando estiver diante
de alguém. Fale o que estiver em seu coração, daquilo que voce certamente já se
preparou ou ja vem se preparando desde que se propos a servir ao Senhor no
Evangelismo. No entanto, ser evangelista não é ser repentista, mas um autentico
semeador da palavra evangélica de Jesus. E isto certamente voce ja tem guardado
em seu coração, desde que se propos a lutar pelo evangelismo. Ao evangelizar, voce será um evangelista, não
um apologeta.
2. Nao seja timido e nem tenha medo. O medo
certamente não é uma “virtude” do carater cristão. E a timidez vai lhe
predispor ao fracasso diante de pessoas que podem ser opressivas e
soberbas. Seja voce, sabendo que MAIOR é
Aquele que habita em nós, do que o que está no mundo. Quando se tem o Espirito
Santo no coração, não existem medo ou timidez, mas força, coragem, destemor.
3. Creia que Jesus já venceu o inimigo por
voce. Esta é a vitória que nos dá certeza de
vitoria. Nós somos vencedores em Jesus Cristo e semeadores de seu Evangelho.
Portanto, creia que Jesus já destruiu por nós as barreiras, limitações, e possíveis fracassos. Ele tem as
chaves da morte e do inferno nas mãos. Ele carregou por nós TODAS as nossas
fraquezas e limitações. Com Jesus será fácil evangelizar, mas sem Ele será
terrível.
4. Não desista nunca. Não espere ganhar o mundo num domingo á
tarde. Evangelismo deve ser uma luta continua, perscistente, paciente. Semeie,
pois certamente esta semente encontrando solo fértil, germinará. Depois,
retorne ao campo de batalha, pois a luta continua. É preciso continuar
semeando.
5. Use de todos os talentos que Deus lhe
deu. Deus lhe deu uma série de
talentos e espera que voce se utilize deles também no evangelismo. O sorriso, a
simpatia, a persuasão, a expontaneidade, a disponibilidade em se abrir ao
próximo, a cordialidade, são talentos que Deus lhe deu e voce deve se sentir
pródigo em utilizá-los durante o evangelismo. Não feche a cara ou se aborreça
com as imprecações de uma vida. Saiba que voce tem as armas da milicia de
Cristo para a vitoria.
6. Use de métodos mais simples. Não
empurre o folheto ou livreto nas mãos do evangelizado, logo no primeiro instante.
O folheto é um dos recursos no evangelismo, e não o unico. Se apresente, fale o
seu nome e pergunte o nome da outra pessoa. Seja cordial e pergunte-lhe se tem
um minuto de seu tempo para conversar. Esteja pronto a responder todas as
perguntas, com atenção e carinho. Não se esqueça: uma alma vale mais do que o
mundo todo.
7. Não seja pragmático ou apressado. Doe-se naquele tempo disponivel e nem pense
em apressar seu trabalho evangelistico, porque é domingo e o jogo começa as 3 e
que voce está com fome. Jesus sofreu por voce toda a humilhação possível pra
vir te salvar e sem pressa, mas com amor. E nem abandone o campo de batalha
durante a luta, mas prossiga para o alto até o fim.
8. Não atenda o celular enquanto estiver com
alguém. Saiba dar atenção áquela
vida que está diante de voce. Depois, atenda o celular, pois é fato que alguém
poderá estar precisando de um auxilio.
9. Dê sua atenção a quem estiver com voce.
Não fique olhando para os lados ou
olhando pro carro que buzinou, mas olhe nos olhos da pessoa diante de voce, e
mostre empatia diante dela.
10. Apresente-se bem apessoado e asseado. Dentro do possivel se apresente bem, com bom
hálito e um cheiro agradável. O Espirito Santo dá testemunho disso. Temos
certeza que Jesus cheirava bem e nem tinha mal hálito.
11. Voce não é o dono da verdade. Jesus sim é o caminho, a verdade e a vida. Voce
vai receber Dele toda a verdade acerca do Evangelho. Voce estará levando a
mensagem da verdade que é Jesus. Não a sua verdade, ou a sua argumentação
racionalistica. Não se concentre em voce mesmo, mas na pessoa de Cristo e na
pessoa do próximo ao seu lado.
12. Nunca despreze as pessoas pela
aparencia. Não despreze uma pessoa
por ela ser idosa, ou negra, ou chinesa, ou qualquer que seja a limitação, nem
diga que vai deixar aquela pessoa pro irmão fulano atender, se ela vem em sua
direção. Voce não conhece os caminhos de Deus e nem conhece os caminhos que
Deus deu para uma pessoa que anda solitária nas ruas. Mas seja disponivel a
quem quer que seja, com amor e apto a falar-lhe do evangelho de Jesus.
13. Ore antes de abordar uma vida. Sim ore, e prepare seu espirito antes de ir
ao encontro de outra vida. Nossa luta
não é contra a carne, mas contra as potestades espirituais do mal. E voce não
sabe quantos demonios podem estar impedindo uma vida de estar ouvindo uma
mensagem evangelistica.
14. Estude sempre e se prepare. Ler, Estudar e entender a Palavra de Deus é a
condição sine qua non, ou sem a qual não
existe evangelismo. Ninguém pode pregar ou instruir alguém, se não pode
entender e manusear a Palavra. Portanto, estude com afinco aquilo que voce vai
ministrar. Não permita que a ignorancia o leve a pecar por desconhecer a
Palavra.
Leitura Recomendada:
Existe
muita informação ainda sobre o tema Missões e Evangelismo. Apenas para lhe dar
mais detalhes e informação a respeito, vamos indicar aqui uma literatura
referente ao tema, Urbanismo, Missoes, Evangelismo urbano, Secularismo e
Contextualização.
1. INCARNATIONAL MINISTRY, Planting Churches in Band, Tribal, Peasant and
Urban Societies, by Paul G. Hieberg and Eloise Hiebert Meneses. Baber Books, 1995, USA.
2. A CLARIFIED VISION for URBAN
MISSION, Dispelling the Urban Stereotypes, by Harvie M. Conn. Ministry
Resources Library, Zondervan Pub. House. 1987, USA.
3. PLANTING AND GROWING URBAN CHURCHES, From Dream to Reality, Edited
by Harvie M. Conn, Baker Books,1997, USA.
4. THE URBAN FACE OF MISSION, Ministering The Gospel Ina Diverse and
Changing World. Harvie M. Conn and others. Edited by Manuel Ortiz and Susan S. Baker, P&R Publishing, 2002, USA.
5. DEATH IN THE CITY, by Francis
A. Schaeffer, 2002. USA. Um importante livro acerca das cidades com seus conflitos e pecados, e as soluções para seus dilemas.
6. THE MASTER PLAN OF EVANGELISM,
by Robert E. Coleman and Billy Graham, 2010, USA.
7. The
Secular City, by Harvey Cox (ex.professor da Harvard Divinity School) A
primeira edição de 1965, quanto a ultima edição de 2013, sob o titulo The Secular City, Secularization and
Urbanization in Theological
Perspective, do mesmo autor, são amplamente recomendados para a pesquiza
dos temas propostos.
E muitos outros livros que podem ser adquiridos
e pesquizados, se voce tem interesse em aprender mais sobre Missões e
Evangelismo. Basta pesquizar por voce mesmo no site www.amazon.com no topico books sobre evangelismo e missões. Infelizmente exite pouca
literatura sobre o tema em Portugues. Faça boa pesquiza, bons estudos e que
Jesus te abençoe abundantemente.
Thursday, August 7, 2014
COTAÇÃO DO PERIODO.
John 1:1 Ἐν ἀρχῇ ἦν ὁ λόγος, καὶ ὁ λόγος ἦν πρὸς τὸν θεόν, καὶ θεὸς ἦν ὁ λόγος.
1In the beginning was
the Word, and the Word was with God, and the Word was God.
John 1:2 οὗτος ἦν ἐν ἀρχῇ πρὸς τὸν θεόν.
2He was with God in the
beginning.
Para os Estóicos, ainda no 3o. Século antes de
Cristo, a palavra Logos era usada para designar em escala cósmica a razão que
dava ao mundo, ao Universo, ordem, significado e congruencia, uma das razões
pelas quais os versos 9 e 10 de João 1, no original grego,apresenta a
palavra Cosmos, para designar Mundo,
Cosmos ou World. A palavra grega LOGOS pode tambem designar Verbo, Palavra,
Razão, o Verbo de Deus, e a própria pessoa de Jesus Cristo.
λόγος
Sunday, July 6, 2014
Biblioteca da Igreja Batista Vida Nova – BIBA – Critica de Livros. “ DEZ LEIS PARA SER FELIZ – Ferramentas Para se Apaixonar pela Vida”, de Augusto Cury. Editora Sextante, 2003 RJ. Brasil. 122pgs.
Publicado em formato de Livro de Bolso o livro de Augusto Cury apresenta em suas páginas
uma série de ensinamentos que aplicados, visam ensinar o leitor a buscar e
obter sucesso em sua vida pessoal, nas areas de sua vida emocional, psicologica,
social, afetiva e material. O autor apresenta uma série de leis, que aplicadas
com sabedoria, vão transformar a vida dos leitores em uma busca por uma
felicidade real. Tais leis se referem a uma integração maior entre a vida
diaria em sua totalidade, e diversos aspectos do cotidiano tais como integração
com a natureza, com o próprio corpo e com o próprio espirito. Existe no livro
inclusive uma referencia a Jesus Cristo, chamado pelo autor como O mestre da
Emoção. Ele descreve com detalhes até
mesmo técnicos, aspectos da interioridade humana, falando sobre emoções,
ansiedade, depressão, fobias, memória, etc., O Livro pode ser também entendido
como um conjunto de pílulas de sabedoria que bem administradas nos levarão a
uma vida emocionalmente equilibrada e bem sucedida. E tais pílulas tem muito a
ver com livros bíblicos em que a sabedoria é transmitida por versículos de
sabedoria inspiradas pelo Espirito Santo. Esta é pois a grande diferença entre
o Livro de Augusto Cury e os Livros de Eclesiastes e de Provérbios de Salomão.
Obviamente, não precisamos comparar os dois, nem subestimar os livros bíblicos
em relação ao livreto de Augusto Cury. O livro DEZ LEIS PARA SER FELIZ, é uma
boa leitura, positiva, visa objetivos edificantes, e pode ser definida também dentro
do estilo auto-ajuda, mas dispensa comparações com os livros de Salomão. A
grande diferença que os distingue esta no fato de que a sabedoria bíblica nos
transforma espiritualmente para a edificação da totalidade do ser humanao,
enquanto as DEZ LEIS PARA SER FELIZ, nos auxilia na edificação de nossas
emoções e de nossas potencialidades psico-sócio-emotivas. Percebe-se claramente
que o autor é guiado á construçáo de relacionamentos socialmente e emocionalmente
sadios, apesar de que ele fala de “inteligencia espiritual”sem mencionar a
Biblia como o livro da Sabedoria Divina, ou sem se referir á pessoa de Jesus
Cristo como o Mestre da Inteligencia Espiritual. Mas, o livro não deixa de ser
uma boa leitura recomendado a adultos e adolescentes. Nossa bilbioteca tem apenas
um unico volume. Uma frase impactante de seu livro diz: Quando a fé se inicia, a ciencia
se cala. A fé transcende a lógica. (pagina 110).
Thursday, June 19, 2014
BIBLIOTECA VIDA NOVA - BIBA - Critica de Livros.
O Vendedor de Sonhos . e A Revolução dos Anonimos. de AUGUSTO CURY. Editora Academia de Inteligencia,
SP., Brasil 2009, 318 páginas. 9ª. Edição em Portugues.
A principio o livro ( que tem por subtítulo A
Revolução dos Anonimos ), nos surpreende
por apresentar alguém tido como O Mestre. As pessoas o escutam e aprendem dele,
e acabam por segui-lo como seus discípulos. Um livro que fala de nossas emoções
e sentimentos mais ternos e que nos quer confrontar com nosso mundo diário,
nossa realidade, aquilo que nos circunvaga e nos faz refletir profundamente. A
seguir o Vendedor de Sonhor se nos
mostra mais como o despertador de emoções,
como se o nosso proprio eu se visse de repente diante do espelho de
nossa propria realidade. E tais revelações
da alma começam como a se despertar lentamente, em desabafos emotivos, em gotas
de emoções que aos poucos vão caindo e formando o rio de nossas emoções
despertas, principalmente a partir do capitulo 4, onde o autor – que se
identifica na primeira pessoa do tempo verbal e é denominado “Superego” – lança
sua primeira lei do Vendedor de Sonhos, não como leis da fisica, mas as leis do
coração, e ele o faz de modo profundo, como se a vasculhar os limites mais
intimos da alma humana. 1. Reconheça suas
loucuras e sua estupidez. A partir daí o livro vai se tornando mais
filosófico, mais introspectivo, o que deixa transparecer a formação
psico-sociológica do autor. E isto quer dizer que ele começa sua própria busca
pelo sentido da vida, que para ele é definida como sendo cíclica, o que ele
repete á página 106. A seguir surgem então
frases com forte apelo socio-politico-filosofico, tais como, á página 54, “
Todos os grandes desastres sociais e politicos vem do culto á verdade, da aceitação passiva das
idéias.” Chega até mesmo a parafrasear as palavras iniciais do Sermão do Monte –
com forte apelo sócio-político – proclamado por Jesus, em Lucas 6:20. No capitulo 6 ele fala sobre o fascinante
mundo da leitura. O aspecto realistico de sua narrativa, toma forma ao
mencionar á pagina 62 que “ Um cirurgiao cardiologista brasileiro comentou.” A
narrativa adquire um enfoque local, regional, personificado. Aspectos de sua
formação como psicólogo, são revelados aos poucos, como á página 74, onde o
autor fala pela primeira vez de uma “memória instintiva”, e através de termos e
expressões usadas titpicamente por psicologos. O livro, então, vai se definindo
como um tratado de psicologia aplicada em forma de romance, onde o personagem
principal, O Vendedor de Sonhos, serve como portavoz das intenções doutrinárias
do autor, ás quais se inclue a dinamica dos sonhos como projeção de nossas
aspirações para um mundo de possibilidades reais, não apenas oníricas, mas
também positivas e construtivas, num apelo de grande relevancia. No capitulo 11
o autor analisa com propriedade as reações de resistencia de um suicida diante
das terapias ou dos terapeutas instantaneos, aqueles que surgem de repente para
aplicar seus recursos na recuperação de pacientes mentalmente complicados e se
utilisa também de uma dose de humor bem sutil. Em síntese o livro relata a saga
de potenciais suicidas, ou pessoas em situações de desespero, á margem da vida,
lutando contra suas frustrações, seus medos e suas psicoses, utilizando-se de
uma figura dissimulada, o mestre, que se ergue em meio aos anonimos ( todos
nós, ou as figuras comuns na vida ) e os auxilia na batalha por uma vida
saudável e espiritualmente restaurada. Um ótimo e positivo livro para aqueles
que apreciam a literatura de “auto ajuda”. E por isso mesmo, recomendado a
todos sem restrições. O autor dispensa
apresentação. Augusto Cury é, sem dúvida, um dos maiores escritores brasileiros
da atualidade. Ele é médico, psiquiatra, psicoterapeuta, pensador brasileiro,
que criou e desenvolveu a teoria da Inteligencia Multifocal.
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