Sunday, October 25, 2015

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Wednesday, October 21, 2015

PROCESSOS QUE ENVOLVEM MISSÕES E EVANGELISMO –12A
O Cristianismo e seus opositores ideológicos. O evangelismo e seus opositores ideológicos.

Existe também uma série de ideologias e filosofias de pensadores e ideólogos através do mundo, que publicaram suas idéias com intenções claras de influenciar as mentes, de criar oposição aos ideais cristãos, de satisfazer a algum tipo de egoísmo particular, porque na verdade é nessa dialética que o mundo se evolve hoje. Se existe um pensamento de direita, certamente existirá a esquerda. E se o cristianismo existe, certamente existirão as forças de oposição ao cristianismo, como foi desde o princípio, representadas essencialmente por Satanás e seus ministros de estado, os demônios.  E Satanás, ou serafim Lucifer,  é o grande opositor, o primeiro a ter criado forças de oposição contra-partidárias, e isso ainda no céu, antes de ser lançado expulso para a Terra. Muita gente pode pensar que o evangelismo é muito mais simples do que simplesmente avaliar as ideologias e filosofias negativas existentes no mundo hoje, poder confrontá-las, e posteriormente, superá-las apenas por sobrepor a força do Evangelho à sua dialética negativa. Há pessoas que pensam também que a questão relativa ao Reino dos Céus se revela a partir da resolução de questões e polêmicas resolvidas em torno às filosofias e ideologias sendo banidas da mente humana.  Bem sabemos que o evangelismo vai bem mais além do que esta simples oposição. Sim, isso é claro, e ninguém precisa entrar em universidades hoje para perceber que existe uma série de ideologias degradantes e nefastas a serviço do maligno, a serviço de forças negativas agindo no mundo. Obviamente, da mesma forma como Paulo as conhecia e as confrontou durante suas missôes evangelísticas, nós temos também o compromisso moral de conhecê-las, para certamente refutá-las, caso necessário.( Aliás, esta é uma das funções da Apologética que existe a partir do próprio Paulo de Tarso.)  E existem espalhadas no mundo hoje, às vezes num mesmo quarterão urbano, dezenas de concepções ideológicas diferentes, como expressão do vasto leque de culturas que hoje estão entrechocando-se no mundo, em função do número imenso de ideologias e visões religiosas e visões mundiais ( ou world visions ) que o próprio homem criou por causa de sua ignorância e obstinação pessoal.  Quando saímos para pregar o evangelho nas ruas, nós podemos perceber isso. O Evangelho não carrega em si ser uma força alienante e alienadora da consciência humana. Ou o entorpecente do povo, como quis Karl Marx. (Aliás, Marx se referia especificamente à religião cristã, de modo geral, não apenas ao Evangelho, mas a toda a Bíblia, Antigo e Novo Testamento, bem como a todas as religiões indiscriminadamente). Existe profunda sabedoria e inteligència no Evangelho de Jesus, como Palavra de Deus, que o distingue de modo exclusivo como força de dimensão espiritual, fora da dimensão meramente mundana. O Evangelho de Jesus não pode ser entendido como uma força político/socio/ideológica, a serviço do Reino dos Céus. Porque o Evangelho de Jesus é a própria dimensão espiritual (e paradoxal) do Reino revelada ao homem de boa vontade, através da Pessoa de Jesus Cristo, que o torna consciente da dimensão espiritual e eterna da Palavra de Deus nele. A Palavra de Deus é a revelação da vontade divina relativa ao Reino dos Céus, e aplicada ao homem e Jesus Cristo representa a incarnação das projeções infinitas do Reino dos Céus, como revelação da vontade do Pai.  Não há nada que se compare ao Evangelho de Jesus. E nem é preciso aos evangelistas que eles necessariamente sejam instruídos no conhecimento filosófico/ideológico das forças que atuam na mente humana, se nós sabemos que biblicamente, os evangelistas devem sair para pregar o Evangelho imbuídos do mesmo Espírito que motivou os apóstolos, e entre eles, Paulo de Tarso, a pregarem o Evangelho. O Evangelho de Jesus deve ser pregado tendo-se em mente que o Espírito Santo é a força motriz de motivação, de inspiração e de poder, conforme vemos no relato bíblico dos Evangelhos, a partir do Pentecostes, para um confronto direto com o secularismo, e com as forças negativas do império das trevas, bloqueando a mente humana. Isto equivale dizer que Jesus não teve por objetivo instruir seus discípulos apologeticamente.  Mas, ninguém deve sair para pregar o Evangelho de Jesus descentralizado, ou desconectado com relação ao Espírito Santo, ou ignorando as forças que são disponibilizadas pelo próprio Espirito Santo de Deus. Tal a natureza e dimensão espiritual do Evangelho de Jesus. O Evangelho é o ser de Deus manifesto na pessoa de Jesus, como Filho de Deus, ele próprio. O Evangelho é algo muito bem pensado, muito organizado, por uma mente infinitamente sábia, que lhe deu unidade, e uma dimensão eterna, no sentido de que o Evangelho manifesta a dimensão própria do Reino, mesmo sabendo que o Evangelho tem ainda, como sujeito, a própria intervenção humana.  Nós não estamos pregando a ideologia de um partido político, como uma manifestação político/ideológica, manifesta pela sigla PD ( Partido de Deus ) como querem os detentores de concepções político/partidárias, ou os democrata-cristãos, e/ou socialista-cristãos (o que seria uma aberração político-ideológica), quando saímos para levar a mensagem do Evangelho no ambiente urbano. É verdade que, sem dúvida alguma, nós precisamos conhecer nossos inimigos político-ideológicos quando nos propomos a pregá-lo, porque vemos que Paulo além de conhecer tais doutrinas mundanas, se opôs frontalmente a elas. Não somente Paulo, mas João, também as conhecia. Por quê? Porque é com sabedoria que devemos fazê-lo. E torna-se impossível ignorar o ambiente secular histórico e social, porque Deus não nos deu inteligência para ficarmos apegados à mediocridade e à alienação. Pelo contrário, existe uma doutrina social na mensagem evangelistica, que não se opunha frontalmente às ideologias , no tempo de Jesus, mas que as via como realidade em vias de serem transformadas pelo poder do Evangeho. Porque Deus é sábio, Jesus é sábio, o Espírito Santo é sábio. Portanto, fomos criados à imagem e semelhança de um Deus sábio. Por este motivo, a resposta que o evangelismo procura levar ao fazer discípulos, é uma resposta racional e de sabedoria no Espírito, na pessoa de Jesus Cristo, em consonância com a vontade sábia e soberana de Deus Pai.
(Existe uma metodologia que se aplicou ao modelo paulino de pregação do evangelho, que nós vamos encontrar em Lucas, no livro de Atos, em que Lucas compara a Paulo, em Atos 17, como um verdadeiro filósofo-teólogo, ao vê-lo como uma figura filosófica semelhante a Sócrates, o filósofo grego. Além do que Paulo durante sua pregação no Areópago de Atenas, sabia da existência de escritores gregos como Pausanias e Diogenes Laertius, bem como citou textualmente em Titus 1:12, Epimenides, e também a Menander em 1 Cor.15:33. O livro de Ray Bakke,”A Theology as Big as the City”, mostra-nos à página164, que quando Paulo foi expulso da Sinagoga Judaica, ele alugou uma schole, ou um anfiteatro grego de um certo Tyrannus, onde ele, Paulo, apresentava o evangelho em um modelo dialógico socrático por dois anos seguidos, e onde o próprio Filemon ouviu de Paulo a pregação do Evangelho, se convertou e posteriormente fundou uma igreja em bases domésticas. Tal fato ocorreu em Éfeso, por volta de 53 AD., e esta descrito em Atos 19:8-10.)
Isso nos mostra que Paulo, além de nos dar exemplos de grande conhecimento filosófico-cultural, nos permitie avaliar sua sabedoria e sua igual deliberação relativamente ao conhecimento cultural de sua época. Em Paulo, portanto, nós podemos afirmar que ter sabedoria humana, não é querer dizer que devamos ser condenados ou banidos da presença de Deus como intelecualistas. Paulo afirma em Filipenses 4:8 que “tudo o que é verdadeiro, nobre, certo, puro, amável, tudo o que é admirável, e se alguma coisa é excelente ou digna de valor, considerem tais coisas”.  
Por incrível que possa parecer, devemos fazer uma distinção clara entre os receptáculos culturais da mensagem evangélica, antes mesmo de aplicarmos as técnicas espirituais aplicadas a cada recipiente da mensagem. Isso quer dizer que, existem pelo menos dois grupos ou padrões culturais que atuam como receptáculos ou não, da mensagem evangélica. Primeiro o elemento de padrão cultural elevado, de predominância sócio-cultural dentro do contexto urbano, caracterizado por uma profunda influência intelectualizada, que manifesta sua opinião mais frequentemente, e que promove mudanças culturais mais significativas no contexto social, ajudando a formar a opinião pública, e que muitas vêzes forma na sociedade uma minoria.  Estes tais são chamados no Brasil de os “Bem Falantes”, representados pelos que formam a opinião pública, como os intelectuais, os jornalistas, escritores, professores, artistas, os profissionais liberais, e outros. O segundo, o elemento de padrão cultural menos elevado, de maior predominância  no contexto urbano e rural, de características não profundamente intelectuais, mas pelo contrário, de influência cultural inferior,  em função de suas carências economico/sociais, que de modo geral não ajudam a formar a opinião publica, mas muitas vêzes chegam a viver abaixo da linha de pobreza, com acesso mínimo às fontes de informação, educação e cultura, com recursos limitados, e sofrendo consequências graves na sua alimentação, nas suas condições de higiene, saúde, etc. Estes fazem parte das classes menos favorecidas e que normalmente não contribuem para a formação da opinião pública. Portanto, podemos identificar pelo menos duas classes sociais distintas e equidistantes.  E tais diferentes padrões culturais definem diferentes metodologias de alcance evangelístico. Tais diferenças culturais muitas vêzes também se impõe por uma perspectiva de penetração mais adequada às classes mais favorecidas, o que significa dizer, que por sua própria índole e abertura ideológica, são as classes mais favorecidas economica e culturalmente, e por isso são aquelas que mais se tornam vulneráveis à absorção de diferentes ideologias, diferentes modelos de predominância sócio-cultural, o que facilita a difusão e penetração de diversas ideologias secularizadas, que de alguma forma vão bloquear a penegtração do Evangelho em seu meio. Porque tais ideologias além de ter mais acesso e penetrabilidade num ambiente social de padrão mais elevado, através da media, ou de meios de comunicação mais sofisticados, são as que primeiro causam o impacto da aversão ao evangelismo causado por essa penetração ideológica em seu meio. Não vamos nem discutir aqui o aspecto da “herança intellectual ‘hereditária’” que muitas vezes predispõe certos indivíduos a seguirem as orientações ideologicas deixadas por seus próprios pais ou mentores intelectuais, da forma como ouvimos em alguns setores das classes A ou B em que certos indivíduos, quando se propõe a falar de sua formação intelectual, contra o cristianismo, simplesmente afirmam “não terem sido educados dentro da tradição cristã”, o que, para eles, representa a própria rejeição da doutrina cristã.
Para citarmos um exemplo contundente, vejamos o caso que envolve os políticos americanos Barack Obama e Hillary Clinton, apenas como exemplo. Ambos, tanto o atual presidente dos Estados Unidos, quanto a ex-secretária de estado americana, Hillary Clinton, são discípulos declarados de um autor americano chamado SAUL ALINSKY, o filósofo,escritor e intelectual radical de esquerda americano, que além de ter influenciado os dois personagens citados, - principalmente através de um de seus mais famosos livros, "RULES FOR RADICALS A Pragmatic Primer for Realistic Radicals". -, continua influenciado milhares de pessoas através do mundo, apenas por lançar idéias de grande poder intelectual. Mas, observem, Saul Alinsky, como escritor, não teve acesso às classes menos favorecidas ou de baixa renda ou de um nível social inferior, mas influenciou basicamente as classes de intelectuais e de políticos, formadores de opinião pública, pertencentes a um grupo social mais privilegiado. E tal influencia contribuiu para, de alguma forma, discriminar a importancia e influencia do Evangelho de Jesus Cristo. 

Monday, October 5, 2015

Nossos Missionários no Poço do Boi, Pernambuco-PE. Brasil, ( Da esq. p/ a dir.) Bruno, Lorenzo e Robson. Que a sua experiencia com Missões seja revertida em bençãos não somente a vocês, mas a todos os irmãos e irmãs que lá estão, no Poço do Boi, precisando de uma palavra de esperança, de libertação e de salvação em Jesus Cristo. Aos nossos queridos irmãos em Cristo todo o nosso carinho, apoio e orações e que Jesus Cristo possa cobri-los de bençãos e de inúmeras vitórias no campo missionário. Que Deus os traga de volta sãos e salvos, cheios de esperanças renovadas, com muitas histórias de vitórias para nos contar, boas recordações e a certeza de que seu trabalho missonário em Jesus Cristo será desde agora coroado de êxito e muitas bençãos, podendo abrir caminho para outras realizações e histórias de muito sucesso. E que nossa Igreja Batista Vida Nova, amplie sempre mais seu trabalho no campo de missões, para que as esperanças de vida nova e salvação aumentem cada vez mais em nosso país e através do mundo, para que o IDE de Jesus seja real e efetivo num mundo tão carente e tão necessitado de Jesus Cristo. Amém.  

Wednesday, September 23, 2015

Curiosidades do Grego Biblico.
No manuscrito Nestle GNT 1904, lemos em João 1:1:  
Ἐν ἀρχῇ ἦν Λόγος, καὶ Λόγος ἦν πρὸς τὸν Θεόν,
καὶ Θεὸς ἦν Λόγος.(John 1:1c)
(kai Teós en ró logós)
(And God was the Word.)
 Na versão NIV em Inglês lemos:
“And the Word was God”
John 1:1c
Por quê existe essa alteração de  palavras do grego, para o Inglês?
Em grego a partícula “O” (ró) é o artigo que indica o sujeito da frase. Portanto, “ró logós” é o sujeito. Neste caso então a alteração da frase não altera o sujeito, que permanece o mesmo.  “ró logós”, que significa JESUS, poderia estar ou no início, ou no fim da frase, mas com o artigo. Neste caso, o sujeito pode vir tanto no início quanto no fim da frase, indicando a lógica do Grego.
Em Português, a tradução seria:
   E A PALAVRA ERA DEUS.     

Sunday, September 6, 2015

PROCESSOS QUE ENVOLVEM MISSÕES E EVANGELISMO: 12
O carater não restritivo do Evangelismo. As ideologias do século se opondo ao Evangelho.

Hoje nós vivemos num mundo mesclado por uma série de ideologias que vieram para ficar encravadas na mente das pessoas, mas como num processo acima de tudo inconsciente, subreptício, burlando a mente humana como algo arraigado, que a obriga a pensar dessa maneira, sem ter a consciência exata de sua irracionalidade e à sua inerência íntima à sua forma de pensar. E em meio a esta crise de consciência por que passa a mente humana no mundo pós-moderno, neo-ateu, neo-marxista e conflituoso em que vivemos, existe ainda a opção cristã pela demanda evangelística, que existe não necessariamente como opção,mas como demanda do prórpio Jesus Cristo. Como vimos anteriormente, hoje as ideologias existem como realidades factuais, mentais e autonomas inflingindo à mente humana uma prisão intelectual inconsciente. E isso tem sua origem determinada historicamente. Vimos também que enquanto tomava forma como ciência sistemática, a Filosofia buscou formar sua própria identidade autônoma, principalmente a partir do pensamento teológico de Tomás de Aquino, num instante de amadurecimento de sua autonomia, reforçado ainda mais pelo racionalismo Cartesiano (de René Descartes), e por outras ideologias que surgiram na história.  A Teologia, que surge a partir do encontro entre racionalismo grego (ou o pensamento filosofico grego) e  a fé Cristã,  dentro de um ambiente de disparidade, de rejeição e de distinção, ao criar sua própria identidade, tenta se conciliar com o raciocínio filosófico grego,(como já vimos anteriormente) a partir da pregação da Verdade do Evangelho de Jesus Cristo por Paulo no Areópago. Mas, esse não foi o propósito original da pregação do evangelismo paulino. Paulo nunca esteve preocupado em conciliar isso com aquilo, Filosofia com Teologia, ou fazer os gregos entenderem que a filosofia deveria assumir um novo discursso ou seguir um novo rumo com sua pregação. Naquela época já existia uma obstinação filosófico/cultural que por sua própria natureza dava mais ênfase à investigação metafísica (ou filosófica) em detrimento da própria doutrina cristã, em outras palavras, em prejuizo para o próprio Apóstolo Paulo e à Doutrina de Jesus Cristo. Nós já vimos que a filosofia como ciência quis alienar a Doutrina Cristã e discriminá-la, basicamente a partir do século XV. Jesus já sabia disso. E nem por isso, Jesus amenizou o estilo de pregação da Palavra ( ou do Evangelho ) com a pregação de Paulo, para se acomodar ao florescimento do pensamento filosófico. Pelo menos a Bíblia não mostra isso.  Paulo pregava em nome do Deus Altíssimo, a autoridade suprema  com todo o poder sobre todo o universo, e por esse motivo, Paulo não precisava se adaptar ao pensamento filosófico corrente, com argumentações fúteis e nem se submeter à autoridade intelectual dos filósofos gregos enquanto pregava. Se Paulo precisasse de outros recursos metodológicos ou espirituais que lhe permitissem alcançar persuasão ou convencimento, o Espírito de Jesus lhos concedia gratuitamente. Isso podemos ver claramente em Atos 14:3, onde Paulo e Barnabé recebiam poder para operar em sinais e maravilhas através das dádivas de poder concedidas pelo Deus provedor ( Yahweh Jireh ) e pelo Deus Minha Bandeira, que lhes prometera e operava vitórias a seu povo e aos seus apóstolos ( Yahweh Nissi ). Portanto, havia o suporte espiritual de Jesus no ministério evangelistico dos apóstolos desde o princípio de sua missão evangelística, com Deus indo à fente em sua providência. E esse suporte espiritual ocorre também hoje, porque Deus é o mesmo. Apesar de toda incredulidade reinante não apenas entre os gentis mas também entre os judeus e posteriormente entre os filósofos gregos, o suporte divino era real e acrescentado à medida que Paulo ou outros apóstolo dele precisassem. O objetivo de Paulo, como vimos, era o de pregar o Evangelho de Jesus, em meio ao milieu filosófico/cultural de seu tempo, e isso foi cumprido. Hoje, os evangelistas enfrentam o mesmo fenômeno, quando saem para pregar o Evangelho, ou para fazer missões e evangelismo. Existia uma série de oposições ideológico/filosóficas arraigadas na mente do homem sem a Bíblia do tempo ou do ministério apostólico, da mesma forma como existe hoje, no mundo secular pós-moderno em que vivemos. As oposições eram restritivas e de natureza filosófica, da forma como vemos também hoje.(Deve-se ressaltar, no entanto, que havia uma exceção, representada pela oposição ao Evangelho que os judeus, notadamente os saduceus e fariseus, e seus seguidores faziam contra Jesus e os apóstolos, que se opunham de forma não filosófica, nem político-filosófica, mas se opunham de modo a sustentar suas posições religiosas, ou teológicas, centradas apenas no Torah ). Hoje, quando um indivíduo rejeita ouvir a mensagem de salvação do Evangelho, ele, certamente, está sendo influenciado por algum tipo de ideologia que lhe foi préviamente informada, ou está submetido por argumentos que o bloqueiam deliberadamente, ou ao rejeita-la, quando sua mente o induz a isso, ou a ignora-la, quando sua mente não possui elementos cognitivos. E isso é ignorado por muita gente que muitas vêzes nem mesmo pode perceber quais tipos de idéias existem em sua mente obrigando-o a rejeitar o evangelho. Questões de ordem metodológica, teológica, filosófica, política, social e eclesiástica eram suscitadas à medida que a igreja crescia ou que o Evangelho avançava. Veja por exemplo a manifestação de vários conflitos internos à Igreja Primitiva em Atos 8:9, em Atos 14, e em Atos 15, na questão ligada à circuncisão no primeiro Concílio da Igreja Cristã, por exemplo. Hoje acontece o mesmo.  Conflitos eram gerados da mesma forma como devemos esperar situações conflitantes surgindo em meio à pregação do evangelho no meio urbano. Aliás, o evangelismo paulino se dava acima de tudo dentro do contexto urbano. E Jesus também visava pregar a Boa Nova do Reino acima de tudo dentro do contexto das cidades. As cidades existem como referencial. Veja em Atos 9, no episódio da conversão de Saulo, o que Jesus lhe ordenou logo que ele observa a presença do Senhor diante de si: “Now get up and go into the city, and you will be told what you must do”. (NIV).  ( Agora levante-se e vá à cidade e lhe será dito o que você deve fazer”) Neste contexto, a cidade existe como manifestação da vontade divina relativa a seus seguidores. E isso vemos claramente no livro de Atos em que as ordenanças de Jesus a seu povo e à sua igreja, se tornam manifestas mais realisticamente dentro do contexto urbano. E como podemos definir o contexto urbano hoje? E como nós definimos uma cidade hoje? ( Aliás a pergunta não é minha. Já foi feita anteriormente por Harvie M. Conn em seu livro “A Clarified Vision for Urban Mission”, no capítulo 3 desse livro, onde se lê sobre a “Generalização do Crime: tenho medo da cidade”. (pg. 65). As cidades hoje, tem em sua estrutura, palavras tais como, gheto, crime, estresse, solidão, suicídio, perda de individualidade, mudança rápida, religiosidade, pobreza, injustiça, roubo, corrupção, egoísmo, arrogância, introversão, idolatria, relativismo, pluralismo. E ainda hoje, podemos acrescentar outras palavras como, ocultismo, perda de conceitos morais, satanismo, ecletismo, sincretismo, ecumenismo, imanentismo, lesbianismo e gaysismo, gnosticismo, ateísmo, intelectualismo, existencialismo, marxismo, pessimismo, homosexualismo, machismo, homofobia, anti-semitismo, e muitas outras palavras, e situações que existem para constranger e congestionar o meio urbano e social em que vivemos hoje.  Para a sorte de Paulo  (e de acordo com o contexto socio/histórico em que Paulo viveu) ele encontrou acima de tudo, oposição intelectual, violência, intelectualismo, idolatria, prostituição, leviandade, e outros “ismos” que no entanto, não expressavam a complexidade dos problemas que enfrentamos hoje. Mas, isso vai se repetir historicamente ainda, como veremos posteriormente. Outros componentes sociológicos são acrescidos hoje, como por exemplo, o desemprego, problemas ambientais, educacionais, policiais e de saúde, problemas fiscais, econômicos e culturais, como a superpopulação, aborto, volência doméstica, o abuso de poder, que afetam o meio urbano, ou seja, a cidade, que a fazem sofrer, reagir ou se adaptar. Além disso, as pessoas são confrontadas pela perda da consciencia cristã, e pela adesão, muitas vêzes inconsciente, a ideologias malígnas. Basicamente esse é o ambiente em que a mensagem evangélica deve ser pregada. É claro que as cidades hoje, sofrem mudanças radicais em sua estrutura, adquiriram mais complexidade à sua estrutura urbana, os problemas são de outra natureza, e por este motivo mais uma pergunta é suscitada: é necessário que se promova uma mudança prévia da estrutura da cidade, para que nela possamos pregar o evangelho hoje? Não necessariamente. Devemos crer que o Poder do Evangelho é o componente espiritual de poder transformador que vai  suscitar tal mudança, pois dentro das cidades se encontram a Igreja e o Corpo de Cristo como sal da Terra e luz do mundo. E tal estrutura também é transformada pelas instituições sociais dentro do contexto urbano, assim como pela atuação dos sistemas políticos e pela atuação de governos e instituições ligadas a ele. Mas, é importante se observar, que o ser humano que vive nas cidades têm hoje, potencialmente, a habilidade ou capacidade de levar dentro de si, e absorver parte significativa de todos esses problemas, como expressão da influência que o meio ambiente urbano exerce sobre si. É nesse ambiente que nós devemos pregar o Evangelho de Jesus. Não podemos negar que a cidade é expressão da subjetividade humana, como se ela manifestasse sua individualidade externizada no contexto social e urbano. E quanto mais o homem peca, mais ele acrescenta à cidade um componente novo de iniquidade, que altera sua estrutura, e além de levá-la ao caos, pode destruí-la. (Ver a Destruição de Sodoma e Gomorra em Genesis 19) O exemplo clássico disso foi a criação da primeira cidade fundada na história, de acordo com o relato bíblico, em que Deus permite a Cain se ausentar para a Terra de Node, carregando consigo sua marca de iniquidade, (o crime perpetrado contra seu próprio irmão)  e alí fundar a cidade com o nome de seu filho Enoch, para provar que a cidade é em si a expressão da própria subjetividade orgânica e genética de Cain. Desta forma o relato de Genesis 4 mostra como a descendência de Cain se evolve em torno a pecados e crimes dentro da cidade, supostamente como expressão íntima da sujetividade de seu fundador. Existem vários livros que suportam esta tese, como o livro de Philip Sheldrake, “The Spiritual City: Theology, Spirituality and the Urban”, onde o autor diz no seu epílogo que “Urban environments create a climate of values that define how we understand and them seek to create human community”. (O ambiente urbano cria um clima de valores que definem como nós entendemos e então visualizamos criar a comunidade humana).Neste caso também a recíproca é verdadeira. O ambiente urbano cria valores positivos e negativos.  Já no século IV da Era Cristã, o teológo Agostinho de Hippo, expressava esse mesmo tipo de idéias relativas ao contexto urbano em seu livro “The City of God” . O livro é a expressão clássica do triunfo do interior da cidade incansavelmente à procura do eterno preenchimento das intenções divinas, sobre o cotidiano da vida da cidade. (Philip Sheldrake, 2014).  Hoje nós entendemos que o preenchimento dessas intenções divinas transformando as cidades, se dá a partir da pregação do Evangelho de Jesus, no Evangelismo. Deus abriu espaço para a transformação íntima da vida urbana, através do trabalho evangelístico. De uma coisa estamos certos: o homem não perdeu a noção de que dentro das cidades, as religiões existem e que os governos também existem e muitas vêzes existem em conflito e emitindo ideologias.  Conflitos que se manifestam não somente dentro das religiões e no contexto globalizado de outras religiões, e que os governos também existem em conflito interno e externo. Apesar de todos esses e outros conflitos, o Evangelho de Jesus precisa ser pregado, e levado a todos os povos e nações.   

 Existe uma série de livros e artigos escritos sobre o tema de como a cultura em que vivemos afeta o que um grupo isolado ou coletivo, ligado ostensivamente ao contexto social e urbano, faz e acredita. Assim como existem livros e artigos sobre o tema de como o fator sociológico pode afetar o comportamento de uma pessoa ou instituições. Ninguém pode negar que o homem é fruto do meio em que vive. Ninguém pode negar também que a Biblia é um livro profundamente influente hoje, como foi em todos os tempos, que influenciou a mente de milhões de leitores através do mundo e continua influenciando o comportamento de quem lê suas páginas e também faz parte da formação moral e sócio-cultural da civilização (ocidental) em que vivemos.  Isso dentro de um contexto religioso referido à revelação dada pelo próprio Deus à toda a humanidade. Mas, existem outros livros, ideologias e instituições que influenciaram a mente humana, para uma outra diversidade contextual e comportamental de ressonância negativa, que de alguma forma influenciaram a mente humana a seguir as orientações negativas das palavras alinhadas acima, tais como, ocultismo, perda de consciência moral, sincretismo, arrogância, etc.   E isso nós veremos a seguir na continuação do artigo 12 A. 

Friday, August 21, 2015

PROCESSOS QUE ENVOLVEM MISSÕES E EVANGELISMO – 11
A crescente oposição ao Evangelismo através das forças negativas do secularismo e de ideologias criadas pela mente humana. Satanás se utiliza da Filosofia para criar e lançar suas próprias idéias no mundo. Fé e Razão.

Antes de tudo será preciso apresentar de modo ainda sumário, o que significa secularismo. Basicamente secularismo representa um princípio que se subdivide em duas diferentes proposições: 1) diz que o Estado deve se manter afastado de instituições religiosas. Em outras palavras, Igreja e Estado devem se manter separados. 2) estabelece que pessoas de diferentes influências religiosas, devem ter os mesmos direitos diante das leis do Estado. (Mas, quem garante a manutenção destes direitos é o próprio Estado, e portanto, o Estado controla e observa a garantia dos direitos aplicados às religiões que Ele, se propõe a manter sob seu próprio controle) . De acordo com uma série de estudos avançados feitos por Harvey Cox ( ex-professor da Harvard Divinity School) e apresentados em livros, tais como “The Secular City”, “Religion in The Secular City”,“The Secular City: Secularization and Urbanization in Theological Perspective”, o autor define “secularização” como a liberação do homem da influência da religião e da tutelagem da metafísica. Ou a mudança de foco de sua atenção de outros “mundos”para este mundo. E essa mudança de foco já se nos aparenta um tanto familiar, desde a influência da filosofia imanentista grega  na Atenas do tempo de Paulo. Em outras palavras, o secularismo tem muito a ver com uma influência indireta, subjetiva, do humanismo imanentista dos primórdios da filosofia. Ou seja, o homem se libera de um pensamento metafísico, preocupado com uma cosmo-visão religiosa da realidde, se afastando dela, e assumindo uma posição humanista, individualisada, mais voltada para as coisas do próprio século (ou século-visão) ou para esta presente idade (ou em Inglês, to this present age.) Além disso, podemos afirmar que o secularismo traz em si um cheiro suspeitoso de ecumenismo. E isso deve ser rechaçado de nossa posição como cristãos. Podemos observar que também aí nesta nova visão do mundo os seres humanos assumem também uma posição paradoxal, entre dois conceitos distintos, tais como a oposição de dois conceitos quando afirmamos que “The Word became flesh” ou “ The Logos became flesh”, de acordo com João 1:14. (Mas nós não vamos entrar nesta questão que distingue estes dois conceitos aparentemente opostos ou paradoxais de mundus e saeculum, da forma como gregos e hebreus viam e se distinguiam em sua forma de pensar, para não complicar muito nosso estudo. Para maiores informações sobre isto, leiam o capítulo 1 de The Secular City, by Harvey Cox, e entenderação esta contraposição.) No livro o autor se preocupa em se aprofundar neste estudo distintivo, porque ele encontra traços de origem do secularismo dentro do próprio legado Bíblico. E isto não desmerece de forma alguma a Palavra de Deus, mas mostra como o próprio homem voluntariamente, escolhe optar por uma visão secularizada da própria realidade.  E Esta visão secularizada que acontece também hoje no mundo, também vai nos permitir avaliar e entender melhor, porque o mundo hoje ( o mundo pós-moderno em que vivemos hoje ) tem buscado se afastar tanto de uma visão metafísica da realidade, ou de uma visão religiosa da realidade, ou ainda de uma visão transcendentalista da realidade, em troca por uma visão imanentista da realidade. E esta visão secular/imanente assumida pelo ser humano hoje, que busca se adaptar a todos ou quase todos os níveis da sociedade secular em que vivemos, além de afastar o homem de uma busca subjetiva do próprio Deus em sua interioridade, também vem criando um sério obstaculo à pregação do Evangelho de Jesus Cristo, ou seja, ao evangelismo urbano em suas multifaces e características. É o que veremos quando apresentarmos sumariamente um estudo sobre o Marxismo (ou o pensamento Marxiano), sobre o Fascismo, sobre o Pensamento de Gramsci, sobre o Existencialismo,(Sartre, Heidegger, Camus...) e mais recentemente sobre o pensamento do Marxismo Cultural, principalmente representado pela Escola de Frankfurt, (Marcuse, Horkheimer, Adorno, Froom, etc.)Portanto, não são apenas pecados, imoralidade, corrupção, mas o assumir ideologias satânicas que levam ao homem ocidental, principalmente, a absorver tais ideologias, oculta-las em seu coração, como supostamente boas, mas criando a cegueira espiritual e o suporte inconsciente a Satanás dentro da "sinagoga" dos diabos. Para se ter uma idéia, até mesmo em igrejas cristãs, existe a influência velada do Marxismo cultural, hoje. 
 A dinâmica da história se desenrola hoje, assim como foi no período que antecede ao florecimento do Cristianismo. O secularismo permanece como força de opsição ao evangelismo, desde os primórdios da formação de uma consciência moral religiosa, ainda no período Inter-Testamentário, em que um de seus maiores articuladores foi Epicurus, que nasceu em 341BC.  A filosofia continua a se sustentar como força real no mundo contemporâneo, como também o foi no mundo dos primórdios do evangelismo. E Paulo sabe do que estamos falando. Da mesma força como Paulo se predispôs contra os judeus, revoltando-se contra sua posição intransigente e obstinada oposição à pregação da Palavra de Deus ( para os quais Cristo veio ao mundo ), os gentis entram então dentro da perspectiva da pregação do Evangelho, (confira isto em  Atos 18:6), como o povo para o qual a mensagem evangelística deverá, então, ser direcionada. A bem da verdade, os próprios judeus, ao rejeitar a Jesus Cristo, contribuiram, embora negativamente, para o surgimento dessa força de oposição histórica, como observamos ainda no período intertestamentário, com os Saduceus. Esta é pois, uma das forças dinâmicas, dialéticas e paradoxais que moldam o mover da história, e excitam o senhorio e a soberania de Deus a intervir e a criar forças alternativas de controle, através do mover do Espírito na vida de seus servos. O que significa dizer, que para Deus não existem barreiras impostas pelo mundo, diga-se secularismo, que O impeçam de responder aos anseios daqueles que clamam por sua intervenção, alternando as forças dinâmicas, quer sejam malignas, quer sejam impostas pela própria influência histórica, estabelecendo um novo curso, um novo direcionamento, para a vitória final que está no próprio Jesus Cristo. Não podemos negar que Satanás interviu de modo significativo na mente de grande parte dos judeus, convencendo-lhes a rejeitar o Evangelho. Não negamos também que este remanescente judáico divergiu entre forças de oposição ao Evangelho, sustentatadas pela intervenção maligna, e forças favoráveis ao Evangelho, mantidas pela força e pelo poder do Espírito na mente e no coração dos judeus que permaneceram fiéis a Jesus Cristo.  Com os Saduceus foi diferente. Eles representaram a força de oposição logo no início, como membros de uma aristocracia de religiosos, a negar qualquer influência religiosa fora dos limites do TORAH ( ou Pentateuco, os 5 livros bilbicos escritos por Moisés ) e tudo aquilo que aparece depois, escritos fora destes limites, assim como rejeitaram a ressurreição dos mortos, como um dos aspectos centrais da doutrina cristã.(Cf. NIV. Commentaires, The Time between the Testaments)  Os Fariseus também se impõem como força de rejeição ao Evangelho de Jesus. E forças de oposição sempre existiram e existirão na história da humanidade, como respaldo das forças de oposição criadas pela dialética do mal, em oposição ao próprio Reino dos Céus. Com os Fariseus, não foi diferente, como força de oposição ao Mestre, durante seu ministério terrestre. Assim como os Saduceus  radicalizaram sua influência sobre os escritos fora dos limites do Torah, contra toda e qualquer influência religiosa fora dele, os Fariseus criaram uma força racional de proteção ao judaísmo, ao status quo judáico, uma força de contenção, como um muro restrito obstruindo forças contrárias ao judaísmo, da forma como fizeram contra Paulo e como fizeram contra o próprio Jesus, impedindo-os de terem acesso aos judeus. E isto permanece até hoje. Se os judeus hoje, são tidos por separados, limitados e restritos em sua doutrina, isto se deve a forças de oposição criadas tanto pelos Saduceus, quanto pelos Fariseus. ( O Plano de Deus era o de permitir a cristianização do judeu, como nação santa, povo escolhido para o propósito de Deus no Reino dos Céus e desde o princípio). Isto certamente foi o que motivou Paulo em suas viagens missionárias a divergir, a mudar o foco de seu evangelismo, voltado então contra os judeus e favorável aos gentis. (Cf. Atos 18:6 e Romanos 9:6b). Alguns teólogos e historiadores chegam até mesmo a afirmar que por influência dos Saduceus e dos Fariseus, os judeus dão mais ênfase ao Talmud e ao Midrash da fé Judaica, do que a uma leitura interpretativa e profunda centrada no Tanakh (ou Bíblia Judáica, com 24 livros ). (Para maiores detalhes sugerimos a leitura de “Church History in Plain Language”, by Bruce L. Shelley, cap. 1, “ The age of Jesus and the Apostles 6 BC. – AD 70, a série de livros de Will Durant, The History of Civilization, ou ainda, The Early Church by Henry Chadwick e outros,).
Hoje, as forças de oposição na história são de mesma natureza, mas apesar de uma dialética diversificada ( hoje não seguimos mais o modelo dialético platònico/aristotélico, mas a dialética kantiano/hegeliana, sobre as quais ainda falaremos ), seguem os mesmos padrões, essencialmente se predispondo contra o Reino dos Céus, ou se opondo de alguma forma e com alguma força a algum tipo de realidade histórica, ou político /social, ou filosófico/teológica. Foi o que tentamos mostrar com a Filosfia, nos primórdios da formação do pensamento filosófico grego, forças agindo na Filosofia, na mente dos primeiros filósofos gregos, forças dinâmicas, interagindo dialeticamente contra as idéias humanas, produzindo uma significativa oposição à mente racional humana, e criando alternativas contrárias e negativas, como vimos no capítulo 10 desse estudo.  Forças que se opuseram à pregação do Evangelho de Jesus durante o tempo do evangelismo paulino, forças contrárias à formação e ao florescimento da Igreja Primitiva com  Paulo e com o evangelismo apostólico de modo geral. (cf. Atos 5:28) Como seu propósito original, Satanás teve como intúito interferir na mente humana, pela primeira vez, criando a maior de todas as rejeições ideológicas na mente de Adão e Eva, perssuadindo-os a rejeitar e desobedecer a Deus, causando o primeiro pecado contra a Lei de Deus. E isso é o que Satanás sabe fazer muito bem: vender idéias, suas idéias, em oposição ao Reino dos Céus.
Assim como tais forças se manifestam contrárias ao propósito original de Deus para o Reino dos Céus, elas se levantam também contrárias à pregação do Evangelho hoje. O Evangelismo cristão como demanda originária de Jesus para a Igreja Cristã, sofre desde o princípio, todo o tipo de rejeição histórico/filosófica que o impede de avançar em seu propósito de salvação da humanidade.  O livro de Atos mostra-nos várias referências em que tal oposição ao evangelismo se evidenciam, e também situações de defesa clara favorável aos apóstolos, como vemos em Atos 5:34. Os apóstolos em repetidas ocasiões eram impedidos de falar em nome de Jesus, ou rejeitados como evangelistas, como vemos em Atos 5:40.
Existe um paralelo muito claro e evidente entre a oposição  ao evangelismo dos tempos apostólicos e o evangelismo de nossa era pós-moderna. Hoje a oposição é acima de tudo cultural/ideológica  no mundo ocidental e assume carater de oposição político/religiosa com rigores de violência no mundo Oriental. Com relação ao relacionamento entre Teologia e Filosofia ou entre o Evangelho de Jesus Cisto e a exposição racional/imanente do pensamento filosófico, o que pudemos observar é que houve um tempo em que ambos os pensamentos (ou ambas as vertentes do pensamento humano, Teologia e Filosofia) estiveram próximas de uma síntese significativa, ou de uma unidade de raciocínio que poderia tê-las como caminhando próximas uma da outra, a tal ponto de promoveram uma fusão em sua linha de raciocínio, que evidenciasse sua unidade. É o que pudemos observar durante o período historico chamado de Escolástica, previamente chamado de Patrística. Neste periodo que se extende por toda baixa Idade Média, tem início praticamente desde o aparecimento de Santo Agostinho( para os católicos) ou Agostinho de Hippo, (para os protestantes) no ano em que ele nasceu em 354 AD. ( 354 da Era Cristã, ou Anno Domini, em latim, ou Ano do Senhor ). Durante a Patrística houve realmente uma grande tentativa de se conciliar ambos os pensamentos da Teologia e da Filosofia. Neste período Platão era mais influente do que Aristóteles. Os pensadores e Teólogos desta época acharam por bem trazer a razão do pensamento filósofico, ao auxílio do pensamento Teológico. Ou seja, a razão auxiliando a Fé, ou a Revelação da Palavra de Deus sendo auxiliada pelo pensamento filosófico. Para Agostinho a Fé ajudava a Razão, assim como a razão auxiliava a Fé.  Paulo logrou esta conciliação quando pregou aos gregos do Areópago, falando sobre O Deus Desconhecido, o que traria consistência ao pensamento filosofico grego, e faria a conciliação definitiva entre a Revelação da Verdade Divina (na Teologia), com o pensamento filosofico/idolátrico, platònico/imanentista de então. Mas como nós bem sabemos, tal conciliação não foi possível, porque o Cristianismo, ou as estranhas idéias trazidas por Paulo ao Areópago, não foram aceitas. Faltou aos gregos perseguirem a exposição teológica da VERDADE conforme Paulo pregou, e tê-la aceito definitivamente. Pelo contrário, tanto o Cristianismo quanto Paulo foram regeitados em Atenas, bem como em toda a Grécia de seu tempo. Houve um período de certa confusão nesta tentativa de fusão entre Razão e Revelação, e durante algum tempo o pendulo oscilava entre razão e fé, misticismo, Cristianismo racionalista, humanismo filosófico e Teologia Naturalista, até que por volta do século 13 AD., Tomás de Aquino trouxe uma discussão teológico/filosófica mais voltada para o pensamento racionalista Aristotélico. Tomás de Aquino deu enfase à razão no sentido de trazer elucidação ao pensamento revelado pela Palavra de Deus. Por esta razão o Racionalismo Aristotélico toma forma e se destaca em defesa aos dogmas da fé cristã. Isto acontece num período já definido como Escolasticismo. A Dialética Aristotélica é frequentemente usada por Tomás de Aquino para dar relevância e provar o conhecimento dos mistérios sobrenaturais da fé. Havia, então, uma espécie de conciliação sistemática entre fé e razão. Mas, com Tomás de Aquino acontece o inesperado. Para ele, as duas ciências assumem um carater distintivo e que portanto devem ser tratadas como tal. Tanto a Teologia quanto a Filosofia devem assumir sua distinção como ciências que se identificam separadamente.  A partir de então, houve uma separação não ainda definitiva entre Teologia e Filosofia, que passam a ser aceitas dentro de uma concepção autônoma do pensamento racionalista humano. Isto abre caminho para a Teologia Naturalista, para o Humanismo Filosófico, etc., advindas dessa abertura concebida a partir da autonomia proposta a ambas, por Tomás de Aquino. Houve então uma verdadeira avalanche no pensamento filosófico/teológico humano e as duas ciências passam realmente a florescer autonomamente, como ciencias distintas, separadas, e isto prevalece até hoje. Algum tempo depois, com René Descartes, nasce definitivamente o primado do racionalismo filosófico, com o racionalismo cartesiano, isto já em meados do século 17, ou por volta do ano de 1630, quando o racionalismo assume uma postura definitiva. Para Descarte a razão é a fonte mais elevada para o conhecimento ou justificação. Com Descartes houve definitivamnte uma separação entre Filosofia e Teologia. A Era Moderna do pensamento humano se inicia e a Escolástica entra definitivamente  em declínio. É atribuída a Descartes a famosa frase COGITO ERGO SUM, ou Penso Logo Existo, ou Raciocino, então existo. E isto se opõe radicalmente ao conceito cristão de que O JUSTO VIVERÁ DA FÉ, e não somente da RAZÃO, como pensava Descartes. Estas duas frases definem claramente o rumo tomado pelo pensamento humano, com a RAZÂO, e o outro lado da reflexão humana com a FÉ que o leva a justificar sua própria vida em Cristo.
O que prevalece hoje é essencialmente a separação intelectual entre Filosofia e Teologia. As duas ciências caminham lado a lado, dentro da história do pensamento humano, mas assumem carater distintivo. Não se confudem, mas seguem por caminhos diferentes. E isto, separarou definitivamente as duas maiores vertentes do pensamento humano, Fé e Razão. Esta foi a nossa preocupação maior em falarmos sobre Filosofia caminhando ao lado da Teologia, para que pudessemos entender melhor o que originou do abandono secularizado que o pensamento humano impôs ao  seu próprio destino histórico intelectual, opondo-se radicalmente ao pensamento teológico da Igreja Cristã.  No próximo capítulo deste estudo,vamos apresentar algumas ideologias humanas que criaram a separação entre o pensamento racional humanista, da sua opção pela FÉ em Jesus Cristo e pela Palavra de Deus, o que criou uma cada vez maior separação entre Fé e razão. Todos os apelos atuais da mente humana criados contrariamente à  Fé em Jesus Cristo, representaram uma séria oposição ao Evangelismo, que vão criar sérios obstáculos e bloqueios à pregação da Mensagem Evangelística no mundo atual. 

Sunday, August 16, 2015

IBVN – BIBLIOTECA  VIDA NOVA – BIBA – CRITICA DE LIVROS.
“NUNCA DESISTA DE SEUS SONHOS. De Augusto Cury, editora Sextante, RJ Brasil, 2004.

Um livro muito interessante e bem escrito, que discorre sobre um tema muito fascinante. E o autor como que expressa uma análise descritiva da realidade, a partir do tema da projeção pessoal que cada um de nós devemos dar aos sonhos que nutrimos em nosso coração.  Para o autor sonhar faz bem. Não apenas os sonhos que sonhamos dormindo, mas aqueles que projetamos enquanto olhamos acordados para o futuro. Um dos trechos mais fascinantes do livro se inicia à página 22, no primeiro capítulo, onde ele exatamente fala e descreve fatos ligados à vida do maior de todos os vendedores de sonhos: Jesus Cristo. Devemos apenas nos precaver de algumas idéias um tanto quanto extravagantes demais para serem usadas com determinados personagens da história. Dizer que Jesus vendia sonhos,  por mais figurativo que isto pareça, soa um tanto quanto inusitado. À página 32 o autor se refere a alguém que “Vendia o sonho de um reino justo”. Você leitor deve se perguntar, não num sentido puramente crítico, mas numa análise interpretativa visando o que a Palavra de Deus acrescenta a respeito dessa idéia de Reino dos Céus transmitida pelo autor. Pregar, ensinar e proclamar (gratuitamente) as boas novas do Reino ou sobre o Reino dos Céus é  diferente de “vender o sonho de um Reino justo”. Todos concordam com isso. E ler um livro com um senso crítico muito atinado com suas idéias, pode até mesmo bloquear sua mente acerca do próprio livro. Mas, ler um livro que fala sobre um personagem que nós tão bem conhecemos, deve despertar em nossa mente a exata noção do que significam certas expressões, ditas por mera liberdade de exprimir. É evidente que Augusto Cury é um grande escritor e que merece nosso respeito e atenção. Mas muitas vêzes ele usa de uma linguagem técnica de difícil acesso à nossa compreensão. E ele divaga muito, ou seja, se afasta muito facilmente do foco da temática central do livro, ou do capítulo em questão, não porque ele é confuso, mas porque os temas muitas vêzes exigem essa complexidade e vulnerabilidade nas idéias que flutuam com muita densidade. Há, no entanto, capítulos inteiros com histórias e exemplos extraordinários dentro da temática dos sonhos, como o capítulo 4, por exemplo e o próprio capítulo primeiro, ( das páginas 22 até à página 46), que é na verdade o mais fascinante e interessante capítulo do livro. Nestas páginas o autor analisa sob o ponto de vista da psiquiatria e da psicologia as lições de humanidade e sabedoria que Jesus Cristo ensinou e legou a seus discípulos e a todos nós. Ainda no cap. 4, depois de apresentar sua própria história como exemplo de persistência e dedicação aos próprios sonhos, ele descreve 8 ítens de sua teoria da Inteligência Multifocal. O ítem 3, à página 117 é o mais extraordinário. Ele mostra aspectos da memória que se bloqueia em função do estado emocional de cada pessoa.  Uma tarefa arrojada para o autor é a de lograr intercalar conceitos psiquiátricos ou psicológicos, com uma interpretação teológica da pessoa de Jesus Cristo, o que não parece ser uma tarefa muito simples. Portanto, é necessário muita concentração ao ler seus livros, da mesma forma como devemos nos concentrar e ter uma atenção redobrada quando lemos qualquer outro livro, ou por exemplo, a Bíblia. Mas, sem dúvida alguma, as duas são leituras diferentes e cabe ao leitor se utilizar de seus próprios recursos intelectivos quando se propõe a ler livros de tal complexidade. Mas, com relação à pessoa de Jesus, que o autor realmente respeita e admira, de qualquer forma, existem outros atributos essencialmente bíblicos que definem o Mestre de forma mais justificada. E isso é muito importante nesta leitura. Os judeus costumam dizer que “nós cristãos, costumamos vender a imagem de Jesus a qualquer custo”. E isto soa pejorativo e injusto. E é claro que não é desta forma que nós iremos nos referir a Jesus, apesar de aceitarmos com certa reserva, o que certos autores dizem acerca de certos personagens. É uma excelente leitura, dentro de uma perspectiva extremamente sábia, não somente por abordar um tema tecnicamente profundo, mas por tecer comentários absolutamente incríveis à pessoa do Mestre dos Mestres, Jesus Cristo. Mas não se deixe intimidar pelas idéias – aliás boas idéias – de Augusto Cury, e além disso devemos entender que nossa formação bíblica é muito mais bíblica do que meramente literária. Em última análise a idéia central do livro parece se aplicar ao fato de que nossos sonhos serão plenamente realizados e se tornarão realidade, à medida que nós soubermos entender a mensagem profunda de amor que se projeta para o futuro, para a sublimação dos ideais de perfeição que somente Jesus pôde nos ensinar. Em outras palavras, todos os sonhos são possíveis quando aceitamos estas palavras: Sem Mim Nada Podeis Fazer.!( João 15:5) O livro, de Augusto Cury, NUNCA DESISTA DE SEUS SONHOS, está disponível em nossa biblioteca, mas apenas um unico volume em Portugues. Faça bom proveito, sempre. **** (Este livro merece 4 estrelas)

  O BRASIL TEM SOLUÇÃO – 6   É um problema de educação também. Muitos brasileiros não tiveram acesso à educação básica, ou se a tiveram ...