Monday, October 5, 2015

Nossos Missionários no Poço do Boi, Pernambuco-PE. Brasil, ( Da esq. p/ a dir.) Bruno, Lorenzo e Robson. Que a sua experiencia com Missões seja revertida em bençãos não somente a vocês, mas a todos os irmãos e irmãs que lá estão, no Poço do Boi, precisando de uma palavra de esperança, de libertação e de salvação em Jesus Cristo. Aos nossos queridos irmãos em Cristo todo o nosso carinho, apoio e orações e que Jesus Cristo possa cobri-los de bençãos e de inúmeras vitórias no campo missionário. Que Deus os traga de volta sãos e salvos, cheios de esperanças renovadas, com muitas histórias de vitórias para nos contar, boas recordações e a certeza de que seu trabalho missonário em Jesus Cristo será desde agora coroado de êxito e muitas bençãos, podendo abrir caminho para outras realizações e histórias de muito sucesso. E que nossa Igreja Batista Vida Nova, amplie sempre mais seu trabalho no campo de missões, para que as esperanças de vida nova e salvação aumentem cada vez mais em nosso país e através do mundo, para que o IDE de Jesus seja real e efetivo num mundo tão carente e tão necessitado de Jesus Cristo. Amém.  

Wednesday, September 23, 2015

Curiosidades do Grego Biblico.
No manuscrito Nestle GNT 1904, lemos em João 1:1:  
Ἐν ἀρχῇ ἦν Λόγος, καὶ Λόγος ἦν πρὸς τὸν Θεόν,
καὶ Θεὸς ἦν Λόγος.(John 1:1c)
(kai Teós en ró logós)
(And God was the Word.)
 Na versão NIV em Inglês lemos:
“And the Word was God”
John 1:1c
Por quê existe essa alteração de  palavras do grego, para o Inglês?
Em grego a partícula “O” (ró) é o artigo que indica o sujeito da frase. Portanto, “ró logós” é o sujeito. Neste caso então a alteração da frase não altera o sujeito, que permanece o mesmo.  “ró logós”, que significa JESUS, poderia estar ou no início, ou no fim da frase, mas com o artigo. Neste caso, o sujeito pode vir tanto no início quanto no fim da frase, indicando a lógica do Grego.
Em Português, a tradução seria:
   E A PALAVRA ERA DEUS.     

Sunday, September 6, 2015

PROCESSOS QUE ENVOLVEM MISSÕES E EVANGELISMO: 12
O carater não restritivo do Evangelismo. As ideologias do século se opondo ao Evangelho.

Hoje nós vivemos num mundo mesclado por uma série de ideologias que vieram para ficar encravadas na mente das pessoas, mas como num processo acima de tudo inconsciente, subreptício, burlando a mente humana como algo arraigado, que a obriga a pensar dessa maneira, sem ter a consciência exata de sua irracionalidade e à sua inerência íntima à sua forma de pensar. E em meio a esta crise de consciência por que passa a mente humana no mundo pós-moderno, neo-ateu, neo-marxista e conflituoso em que vivemos, existe ainda a opção cristã pela demanda evangelística, que existe não necessariamente como opção,mas como demanda do prórpio Jesus Cristo. Como vimos anteriormente, hoje as ideologias existem como realidades factuais, mentais e autonomas inflingindo à mente humana uma prisão intelectual inconsciente. E isso tem sua origem determinada historicamente. Vimos também que enquanto tomava forma como ciência sistemática, a Filosofia buscou formar sua própria identidade autônoma, principalmente a partir do pensamento teológico de Tomás de Aquino, num instante de amadurecimento de sua autonomia, reforçado ainda mais pelo racionalismo Cartesiano (de René Descartes), e por outras ideologias que surgiram na história.  A Teologia, que surge a partir do encontro entre racionalismo grego (ou o pensamento filosofico grego) e  a fé Cristã,  dentro de um ambiente de disparidade, de rejeição e de distinção, ao criar sua própria identidade, tenta se conciliar com o raciocínio filosófico grego,(como já vimos anteriormente) a partir da pregação da Verdade do Evangelho de Jesus Cristo por Paulo no Areópago. Mas, esse não foi o propósito original da pregação do evangelismo paulino. Paulo nunca esteve preocupado em conciliar isso com aquilo, Filosofia com Teologia, ou fazer os gregos entenderem que a filosofia deveria assumir um novo discursso ou seguir um novo rumo com sua pregação. Naquela época já existia uma obstinação filosófico/cultural que por sua própria natureza dava mais ênfase à investigação metafísica (ou filosófica) em detrimento da própria doutrina cristã, em outras palavras, em prejuizo para o próprio Apóstolo Paulo e à Doutrina de Jesus Cristo. Nós já vimos que a filosofia como ciência quis alienar a Doutrina Cristã e discriminá-la, basicamente a partir do século XV. Jesus já sabia disso. E nem por isso, Jesus amenizou o estilo de pregação da Palavra ( ou do Evangelho ) com a pregação de Paulo, para se acomodar ao florescimento do pensamento filosófico. Pelo menos a Bíblia não mostra isso.  Paulo pregava em nome do Deus Altíssimo, a autoridade suprema  com todo o poder sobre todo o universo, e por esse motivo, Paulo não precisava se adaptar ao pensamento filosófico corrente, com argumentações fúteis e nem se submeter à autoridade intelectual dos filósofos gregos enquanto pregava. Se Paulo precisasse de outros recursos metodológicos ou espirituais que lhe permitissem alcançar persuasão ou convencimento, o Espírito de Jesus lhos concedia gratuitamente. Isso podemos ver claramente em Atos 14:3, onde Paulo e Barnabé recebiam poder para operar em sinais e maravilhas através das dádivas de poder concedidas pelo Deus provedor ( Yahweh Jireh ) e pelo Deus Minha Bandeira, que lhes prometera e operava vitórias a seu povo e aos seus apóstolos ( Yahweh Nissi ). Portanto, havia o suporte espiritual de Jesus no ministério evangelistico dos apóstolos desde o princípio de sua missão evangelística, com Deus indo à fente em sua providência. E esse suporte espiritual ocorre também hoje, porque Deus é o mesmo. Apesar de toda incredulidade reinante não apenas entre os gentis mas também entre os judeus e posteriormente entre os filósofos gregos, o suporte divino era real e acrescentado à medida que Paulo ou outros apóstolo dele precisassem. O objetivo de Paulo, como vimos, era o de pregar o Evangelho de Jesus, em meio ao milieu filosófico/cultural de seu tempo, e isso foi cumprido. Hoje, os evangelistas enfrentam o mesmo fenômeno, quando saem para pregar o Evangelho, ou para fazer missões e evangelismo. Existia uma série de oposições ideológico/filosóficas arraigadas na mente do homem sem a Bíblia do tempo ou do ministério apostólico, da mesma forma como existe hoje, no mundo secular pós-moderno em que vivemos. As oposições eram restritivas e de natureza filosófica, da forma como vemos também hoje.(Deve-se ressaltar, no entanto, que havia uma exceção, representada pela oposição ao Evangelho que os judeus, notadamente os saduceus e fariseus, e seus seguidores faziam contra Jesus e os apóstolos, que se opunham de forma não filosófica, nem político-filosófica, mas se opunham de modo a sustentar suas posições religiosas, ou teológicas, centradas apenas no Torah ). Hoje, quando um indivíduo rejeita ouvir a mensagem de salvação do Evangelho, ele, certamente, está sendo influenciado por algum tipo de ideologia que lhe foi préviamente informada, ou está submetido por argumentos que o bloqueiam deliberadamente, ou ao rejeita-la, quando sua mente o induz a isso, ou a ignora-la, quando sua mente não possui elementos cognitivos. E isso é ignorado por muita gente que muitas vêzes nem mesmo pode perceber quais tipos de idéias existem em sua mente obrigando-o a rejeitar o evangelho. Questões de ordem metodológica, teológica, filosófica, política, social e eclesiástica eram suscitadas à medida que a igreja crescia ou que o Evangelho avançava. Veja por exemplo a manifestação de vários conflitos internos à Igreja Primitiva em Atos 8:9, em Atos 14, e em Atos 15, na questão ligada à circuncisão no primeiro Concílio da Igreja Cristã, por exemplo. Hoje acontece o mesmo.  Conflitos eram gerados da mesma forma como devemos esperar situações conflitantes surgindo em meio à pregação do evangelho no meio urbano. Aliás, o evangelismo paulino se dava acima de tudo dentro do contexto urbano. E Jesus também visava pregar a Boa Nova do Reino acima de tudo dentro do contexto das cidades. As cidades existem como referencial. Veja em Atos 9, no episódio da conversão de Saulo, o que Jesus lhe ordenou logo que ele observa a presença do Senhor diante de si: “Now get up and go into the city, and you will be told what you must do”. (NIV).  ( Agora levante-se e vá à cidade e lhe será dito o que você deve fazer”) Neste contexto, a cidade existe como manifestação da vontade divina relativa a seus seguidores. E isso vemos claramente no livro de Atos em que as ordenanças de Jesus a seu povo e à sua igreja, se tornam manifestas mais realisticamente dentro do contexto urbano. E como podemos definir o contexto urbano hoje? E como nós definimos uma cidade hoje? ( Aliás a pergunta não é minha. Já foi feita anteriormente por Harvie M. Conn em seu livro “A Clarified Vision for Urban Mission”, no capítulo 3 desse livro, onde se lê sobre a “Generalização do Crime: tenho medo da cidade”. (pg. 65). As cidades hoje, tem em sua estrutura, palavras tais como, gheto, crime, estresse, solidão, suicídio, perda de individualidade, mudança rápida, religiosidade, pobreza, injustiça, roubo, corrupção, egoísmo, arrogância, introversão, idolatria, relativismo, pluralismo. E ainda hoje, podemos acrescentar outras palavras como, ocultismo, perda de conceitos morais, satanismo, ecletismo, sincretismo, ecumenismo, imanentismo, lesbianismo e gaysismo, gnosticismo, ateísmo, intelectualismo, existencialismo, marxismo, pessimismo, homosexualismo, machismo, homofobia, anti-semitismo, e muitas outras palavras, e situações que existem para constranger e congestionar o meio urbano e social em que vivemos hoje.  Para a sorte de Paulo  (e de acordo com o contexto socio/histórico em que Paulo viveu) ele encontrou acima de tudo, oposição intelectual, violência, intelectualismo, idolatria, prostituição, leviandade, e outros “ismos” que no entanto, não expressavam a complexidade dos problemas que enfrentamos hoje. Mas, isso vai se repetir historicamente ainda, como veremos posteriormente. Outros componentes sociológicos são acrescidos hoje, como por exemplo, o desemprego, problemas ambientais, educacionais, policiais e de saúde, problemas fiscais, econômicos e culturais, como a superpopulação, aborto, volência doméstica, o abuso de poder, que afetam o meio urbano, ou seja, a cidade, que a fazem sofrer, reagir ou se adaptar. Além disso, as pessoas são confrontadas pela perda da consciencia cristã, e pela adesão, muitas vêzes inconsciente, a ideologias malígnas. Basicamente esse é o ambiente em que a mensagem evangélica deve ser pregada. É claro que as cidades hoje, sofrem mudanças radicais em sua estrutura, adquiriram mais complexidade à sua estrutura urbana, os problemas são de outra natureza, e por este motivo mais uma pergunta é suscitada: é necessário que se promova uma mudança prévia da estrutura da cidade, para que nela possamos pregar o evangelho hoje? Não necessariamente. Devemos crer que o Poder do Evangelho é o componente espiritual de poder transformador que vai  suscitar tal mudança, pois dentro das cidades se encontram a Igreja e o Corpo de Cristo como sal da Terra e luz do mundo. E tal estrutura também é transformada pelas instituições sociais dentro do contexto urbano, assim como pela atuação dos sistemas políticos e pela atuação de governos e instituições ligadas a ele. Mas, é importante se observar, que o ser humano que vive nas cidades têm hoje, potencialmente, a habilidade ou capacidade de levar dentro de si, e absorver parte significativa de todos esses problemas, como expressão da influência que o meio ambiente urbano exerce sobre si. É nesse ambiente que nós devemos pregar o Evangelho de Jesus. Não podemos negar que a cidade é expressão da subjetividade humana, como se ela manifestasse sua individualidade externizada no contexto social e urbano. E quanto mais o homem peca, mais ele acrescenta à cidade um componente novo de iniquidade, que altera sua estrutura, e além de levá-la ao caos, pode destruí-la. (Ver a Destruição de Sodoma e Gomorra em Genesis 19) O exemplo clássico disso foi a criação da primeira cidade fundada na história, de acordo com o relato bíblico, em que Deus permite a Cain se ausentar para a Terra de Node, carregando consigo sua marca de iniquidade, (o crime perpetrado contra seu próprio irmão)  e alí fundar a cidade com o nome de seu filho Enoch, para provar que a cidade é em si a expressão da própria subjetividade orgânica e genética de Cain. Desta forma o relato de Genesis 4 mostra como a descendência de Cain se evolve em torno a pecados e crimes dentro da cidade, supostamente como expressão íntima da sujetividade de seu fundador. Existem vários livros que suportam esta tese, como o livro de Philip Sheldrake, “The Spiritual City: Theology, Spirituality and the Urban”, onde o autor diz no seu epílogo que “Urban environments create a climate of values that define how we understand and them seek to create human community”. (O ambiente urbano cria um clima de valores que definem como nós entendemos e então visualizamos criar a comunidade humana).Neste caso também a recíproca é verdadeira. O ambiente urbano cria valores positivos e negativos.  Já no século IV da Era Cristã, o teológo Agostinho de Hippo, expressava esse mesmo tipo de idéias relativas ao contexto urbano em seu livro “The City of God” . O livro é a expressão clássica do triunfo do interior da cidade incansavelmente à procura do eterno preenchimento das intenções divinas, sobre o cotidiano da vida da cidade. (Philip Sheldrake, 2014).  Hoje nós entendemos que o preenchimento dessas intenções divinas transformando as cidades, se dá a partir da pregação do Evangelho de Jesus, no Evangelismo. Deus abriu espaço para a transformação íntima da vida urbana, através do trabalho evangelístico. De uma coisa estamos certos: o homem não perdeu a noção de que dentro das cidades, as religiões existem e que os governos também existem e muitas vêzes existem em conflito e emitindo ideologias.  Conflitos que se manifestam não somente dentro das religiões e no contexto globalizado de outras religiões, e que os governos também existem em conflito interno e externo. Apesar de todos esses e outros conflitos, o Evangelho de Jesus precisa ser pregado, e levado a todos os povos e nações.   

 Existe uma série de livros e artigos escritos sobre o tema de como a cultura em que vivemos afeta o que um grupo isolado ou coletivo, ligado ostensivamente ao contexto social e urbano, faz e acredita. Assim como existem livros e artigos sobre o tema de como o fator sociológico pode afetar o comportamento de uma pessoa ou instituições. Ninguém pode negar que o homem é fruto do meio em que vive. Ninguém pode negar também que a Biblia é um livro profundamente influente hoje, como foi em todos os tempos, que influenciou a mente de milhões de leitores através do mundo e continua influenciando o comportamento de quem lê suas páginas e também faz parte da formação moral e sócio-cultural da civilização (ocidental) em que vivemos.  Isso dentro de um contexto religioso referido à revelação dada pelo próprio Deus à toda a humanidade. Mas, existem outros livros, ideologias e instituições que influenciaram a mente humana, para uma outra diversidade contextual e comportamental de ressonância negativa, que de alguma forma influenciaram a mente humana a seguir as orientações negativas das palavras alinhadas acima, tais como, ocultismo, perda de consciência moral, sincretismo, arrogância, etc.   E isso nós veremos a seguir na continuação do artigo 12 A. 

Friday, August 21, 2015

PROCESSOS QUE ENVOLVEM MISSÕES E EVANGELISMO – 11
A crescente oposição ao Evangelismo através das forças negativas do secularismo e de ideologias criadas pela mente humana. Satanás se utiliza da Filosofia para criar e lançar suas próprias idéias no mundo. Fé e Razão.

Antes de tudo será preciso apresentar de modo ainda sumário, o que significa secularismo. Basicamente secularismo representa um princípio que se subdivide em duas diferentes proposições: 1) diz que o Estado deve se manter afastado de instituições religiosas. Em outras palavras, Igreja e Estado devem se manter separados. 2) estabelece que pessoas de diferentes influências religiosas, devem ter os mesmos direitos diante das leis do Estado. (Mas, quem garante a manutenção destes direitos é o próprio Estado, e portanto, o Estado controla e observa a garantia dos direitos aplicados às religiões que Ele, se propõe a manter sob seu próprio controle) . De acordo com uma série de estudos avançados feitos por Harvey Cox ( ex-professor da Harvard Divinity School) e apresentados em livros, tais como “The Secular City”, “Religion in The Secular City”,“The Secular City: Secularization and Urbanization in Theological Perspective”, o autor define “secularização” como a liberação do homem da influência da religião e da tutelagem da metafísica. Ou a mudança de foco de sua atenção de outros “mundos”para este mundo. E essa mudança de foco já se nos aparenta um tanto familiar, desde a influência da filosofia imanentista grega  na Atenas do tempo de Paulo. Em outras palavras, o secularismo tem muito a ver com uma influência indireta, subjetiva, do humanismo imanentista dos primórdios da filosofia. Ou seja, o homem se libera de um pensamento metafísico, preocupado com uma cosmo-visão religiosa da realidde, se afastando dela, e assumindo uma posição humanista, individualisada, mais voltada para as coisas do próprio século (ou século-visão) ou para esta presente idade (ou em Inglês, to this present age.) Além disso, podemos afirmar que o secularismo traz em si um cheiro suspeitoso de ecumenismo. E isso deve ser rechaçado de nossa posição como cristãos. Podemos observar que também aí nesta nova visão do mundo os seres humanos assumem também uma posição paradoxal, entre dois conceitos distintos, tais como a oposição de dois conceitos quando afirmamos que “The Word became flesh” ou “ The Logos became flesh”, de acordo com João 1:14. (Mas nós não vamos entrar nesta questão que distingue estes dois conceitos aparentemente opostos ou paradoxais de mundus e saeculum, da forma como gregos e hebreus viam e se distinguiam em sua forma de pensar, para não complicar muito nosso estudo. Para maiores informações sobre isto, leiam o capítulo 1 de The Secular City, by Harvey Cox, e entenderação esta contraposição.) No livro o autor se preocupa em se aprofundar neste estudo distintivo, porque ele encontra traços de origem do secularismo dentro do próprio legado Bíblico. E isto não desmerece de forma alguma a Palavra de Deus, mas mostra como o próprio homem voluntariamente, escolhe optar por uma visão secularizada da própria realidade.  E Esta visão secularizada que acontece também hoje no mundo, também vai nos permitir avaliar e entender melhor, porque o mundo hoje ( o mundo pós-moderno em que vivemos hoje ) tem buscado se afastar tanto de uma visão metafísica da realidade, ou de uma visão religiosa da realidade, ou ainda de uma visão transcendentalista da realidade, em troca por uma visão imanentista da realidade. E esta visão secular/imanente assumida pelo ser humano hoje, que busca se adaptar a todos ou quase todos os níveis da sociedade secular em que vivemos, além de afastar o homem de uma busca subjetiva do próprio Deus em sua interioridade, também vem criando um sério obstaculo à pregação do Evangelho de Jesus Cristo, ou seja, ao evangelismo urbano em suas multifaces e características. É o que veremos quando apresentarmos sumariamente um estudo sobre o Marxismo (ou o pensamento Marxiano), sobre o Fascismo, sobre o Pensamento de Gramsci, sobre o Existencialismo,(Sartre, Heidegger, Camus...) e mais recentemente sobre o pensamento do Marxismo Cultural, principalmente representado pela Escola de Frankfurt, (Marcuse, Horkheimer, Adorno, Froom, etc.)Portanto, não são apenas pecados, imoralidade, corrupção, mas o assumir ideologias satânicas que levam ao homem ocidental, principalmente, a absorver tais ideologias, oculta-las em seu coração, como supostamente boas, mas criando a cegueira espiritual e o suporte inconsciente a Satanás dentro da "sinagoga" dos diabos. Para se ter uma idéia, até mesmo em igrejas cristãs, existe a influência velada do Marxismo cultural, hoje. 
 A dinâmica da história se desenrola hoje, assim como foi no período que antecede ao florecimento do Cristianismo. O secularismo permanece como força de opsição ao evangelismo, desde os primórdios da formação de uma consciência moral religiosa, ainda no período Inter-Testamentário, em que um de seus maiores articuladores foi Epicurus, que nasceu em 341BC.  A filosofia continua a se sustentar como força real no mundo contemporâneo, como também o foi no mundo dos primórdios do evangelismo. E Paulo sabe do que estamos falando. Da mesma força como Paulo se predispôs contra os judeus, revoltando-se contra sua posição intransigente e obstinada oposição à pregação da Palavra de Deus ( para os quais Cristo veio ao mundo ), os gentis entram então dentro da perspectiva da pregação do Evangelho, (confira isto em  Atos 18:6), como o povo para o qual a mensagem evangelística deverá, então, ser direcionada. A bem da verdade, os próprios judeus, ao rejeitar a Jesus Cristo, contribuiram, embora negativamente, para o surgimento dessa força de oposição histórica, como observamos ainda no período intertestamentário, com os Saduceus. Esta é pois, uma das forças dinâmicas, dialéticas e paradoxais que moldam o mover da história, e excitam o senhorio e a soberania de Deus a intervir e a criar forças alternativas de controle, através do mover do Espírito na vida de seus servos. O que significa dizer, que para Deus não existem barreiras impostas pelo mundo, diga-se secularismo, que O impeçam de responder aos anseios daqueles que clamam por sua intervenção, alternando as forças dinâmicas, quer sejam malignas, quer sejam impostas pela própria influência histórica, estabelecendo um novo curso, um novo direcionamento, para a vitória final que está no próprio Jesus Cristo. Não podemos negar que Satanás interviu de modo significativo na mente de grande parte dos judeus, convencendo-lhes a rejeitar o Evangelho. Não negamos também que este remanescente judáico divergiu entre forças de oposição ao Evangelho, sustentatadas pela intervenção maligna, e forças favoráveis ao Evangelho, mantidas pela força e pelo poder do Espírito na mente e no coração dos judeus que permaneceram fiéis a Jesus Cristo.  Com os Saduceus foi diferente. Eles representaram a força de oposição logo no início, como membros de uma aristocracia de religiosos, a negar qualquer influência religiosa fora dos limites do TORAH ( ou Pentateuco, os 5 livros bilbicos escritos por Moisés ) e tudo aquilo que aparece depois, escritos fora destes limites, assim como rejeitaram a ressurreição dos mortos, como um dos aspectos centrais da doutrina cristã.(Cf. NIV. Commentaires, The Time between the Testaments)  Os Fariseus também se impõem como força de rejeição ao Evangelho de Jesus. E forças de oposição sempre existiram e existirão na história da humanidade, como respaldo das forças de oposição criadas pela dialética do mal, em oposição ao próprio Reino dos Céus. Com os Fariseus, não foi diferente, como força de oposição ao Mestre, durante seu ministério terrestre. Assim como os Saduceus  radicalizaram sua influência sobre os escritos fora dos limites do Torah, contra toda e qualquer influência religiosa fora dele, os Fariseus criaram uma força racional de proteção ao judaísmo, ao status quo judáico, uma força de contenção, como um muro restrito obstruindo forças contrárias ao judaísmo, da forma como fizeram contra Paulo e como fizeram contra o próprio Jesus, impedindo-os de terem acesso aos judeus. E isto permanece até hoje. Se os judeus hoje, são tidos por separados, limitados e restritos em sua doutrina, isto se deve a forças de oposição criadas tanto pelos Saduceus, quanto pelos Fariseus. ( O Plano de Deus era o de permitir a cristianização do judeu, como nação santa, povo escolhido para o propósito de Deus no Reino dos Céus e desde o princípio). Isto certamente foi o que motivou Paulo em suas viagens missionárias a divergir, a mudar o foco de seu evangelismo, voltado então contra os judeus e favorável aos gentis. (Cf. Atos 18:6 e Romanos 9:6b). Alguns teólogos e historiadores chegam até mesmo a afirmar que por influência dos Saduceus e dos Fariseus, os judeus dão mais ênfase ao Talmud e ao Midrash da fé Judaica, do que a uma leitura interpretativa e profunda centrada no Tanakh (ou Bíblia Judáica, com 24 livros ). (Para maiores detalhes sugerimos a leitura de “Church History in Plain Language”, by Bruce L. Shelley, cap. 1, “ The age of Jesus and the Apostles 6 BC. – AD 70, a série de livros de Will Durant, The History of Civilization, ou ainda, The Early Church by Henry Chadwick e outros,).
Hoje, as forças de oposição na história são de mesma natureza, mas apesar de uma dialética diversificada ( hoje não seguimos mais o modelo dialético platònico/aristotélico, mas a dialética kantiano/hegeliana, sobre as quais ainda falaremos ), seguem os mesmos padrões, essencialmente se predispondo contra o Reino dos Céus, ou se opondo de alguma forma e com alguma força a algum tipo de realidade histórica, ou político /social, ou filosófico/teológica. Foi o que tentamos mostrar com a Filosfia, nos primórdios da formação do pensamento filosófico grego, forças agindo na Filosofia, na mente dos primeiros filósofos gregos, forças dinâmicas, interagindo dialeticamente contra as idéias humanas, produzindo uma significativa oposição à mente racional humana, e criando alternativas contrárias e negativas, como vimos no capítulo 10 desse estudo.  Forças que se opuseram à pregação do Evangelho de Jesus durante o tempo do evangelismo paulino, forças contrárias à formação e ao florescimento da Igreja Primitiva com  Paulo e com o evangelismo apostólico de modo geral. (cf. Atos 5:28) Como seu propósito original, Satanás teve como intúito interferir na mente humana, pela primeira vez, criando a maior de todas as rejeições ideológicas na mente de Adão e Eva, perssuadindo-os a rejeitar e desobedecer a Deus, causando o primeiro pecado contra a Lei de Deus. E isso é o que Satanás sabe fazer muito bem: vender idéias, suas idéias, em oposição ao Reino dos Céus.
Assim como tais forças se manifestam contrárias ao propósito original de Deus para o Reino dos Céus, elas se levantam também contrárias à pregação do Evangelho hoje. O Evangelismo cristão como demanda originária de Jesus para a Igreja Cristã, sofre desde o princípio, todo o tipo de rejeição histórico/filosófica que o impede de avançar em seu propósito de salvação da humanidade.  O livro de Atos mostra-nos várias referências em que tal oposição ao evangelismo se evidenciam, e também situações de defesa clara favorável aos apóstolos, como vemos em Atos 5:34. Os apóstolos em repetidas ocasiões eram impedidos de falar em nome de Jesus, ou rejeitados como evangelistas, como vemos em Atos 5:40.
Existe um paralelo muito claro e evidente entre a oposição  ao evangelismo dos tempos apostólicos e o evangelismo de nossa era pós-moderna. Hoje a oposição é acima de tudo cultural/ideológica  no mundo ocidental e assume carater de oposição político/religiosa com rigores de violência no mundo Oriental. Com relação ao relacionamento entre Teologia e Filosofia ou entre o Evangelho de Jesus Cisto e a exposição racional/imanente do pensamento filosófico, o que pudemos observar é que houve um tempo em que ambos os pensamentos (ou ambas as vertentes do pensamento humano, Teologia e Filosofia) estiveram próximas de uma síntese significativa, ou de uma unidade de raciocínio que poderia tê-las como caminhando próximas uma da outra, a tal ponto de promoveram uma fusão em sua linha de raciocínio, que evidenciasse sua unidade. É o que pudemos observar durante o período historico chamado de Escolástica, previamente chamado de Patrística. Neste periodo que se extende por toda baixa Idade Média, tem início praticamente desde o aparecimento de Santo Agostinho( para os católicos) ou Agostinho de Hippo, (para os protestantes) no ano em que ele nasceu em 354 AD. ( 354 da Era Cristã, ou Anno Domini, em latim, ou Ano do Senhor ). Durante a Patrística houve realmente uma grande tentativa de se conciliar ambos os pensamentos da Teologia e da Filosofia. Neste período Platão era mais influente do que Aristóteles. Os pensadores e Teólogos desta época acharam por bem trazer a razão do pensamento filósofico, ao auxílio do pensamento Teológico. Ou seja, a razão auxiliando a Fé, ou a Revelação da Palavra de Deus sendo auxiliada pelo pensamento filosófico. Para Agostinho a Fé ajudava a Razão, assim como a razão auxiliava a Fé.  Paulo logrou esta conciliação quando pregou aos gregos do Areópago, falando sobre O Deus Desconhecido, o que traria consistência ao pensamento filosofico grego, e faria a conciliação definitiva entre a Revelação da Verdade Divina (na Teologia), com o pensamento filosofico/idolátrico, platònico/imanentista de então. Mas como nós bem sabemos, tal conciliação não foi possível, porque o Cristianismo, ou as estranhas idéias trazidas por Paulo ao Areópago, não foram aceitas. Faltou aos gregos perseguirem a exposição teológica da VERDADE conforme Paulo pregou, e tê-la aceito definitivamente. Pelo contrário, tanto o Cristianismo quanto Paulo foram regeitados em Atenas, bem como em toda a Grécia de seu tempo. Houve um período de certa confusão nesta tentativa de fusão entre Razão e Revelação, e durante algum tempo o pendulo oscilava entre razão e fé, misticismo, Cristianismo racionalista, humanismo filosófico e Teologia Naturalista, até que por volta do século 13 AD., Tomás de Aquino trouxe uma discussão teológico/filosófica mais voltada para o pensamento racionalista Aristotélico. Tomás de Aquino deu enfase à razão no sentido de trazer elucidação ao pensamento revelado pela Palavra de Deus. Por esta razão o Racionalismo Aristotélico toma forma e se destaca em defesa aos dogmas da fé cristã. Isto acontece num período já definido como Escolasticismo. A Dialética Aristotélica é frequentemente usada por Tomás de Aquino para dar relevância e provar o conhecimento dos mistérios sobrenaturais da fé. Havia, então, uma espécie de conciliação sistemática entre fé e razão. Mas, com Tomás de Aquino acontece o inesperado. Para ele, as duas ciências assumem um carater distintivo e que portanto devem ser tratadas como tal. Tanto a Teologia quanto a Filosofia devem assumir sua distinção como ciências que se identificam separadamente.  A partir de então, houve uma separação não ainda definitiva entre Teologia e Filosofia, que passam a ser aceitas dentro de uma concepção autônoma do pensamento racionalista humano. Isto abre caminho para a Teologia Naturalista, para o Humanismo Filosófico, etc., advindas dessa abertura concebida a partir da autonomia proposta a ambas, por Tomás de Aquino. Houve então uma verdadeira avalanche no pensamento filosófico/teológico humano e as duas ciências passam realmente a florescer autonomamente, como ciencias distintas, separadas, e isto prevalece até hoje. Algum tempo depois, com René Descartes, nasce definitivamente o primado do racionalismo filosófico, com o racionalismo cartesiano, isto já em meados do século 17, ou por volta do ano de 1630, quando o racionalismo assume uma postura definitiva. Para Descarte a razão é a fonte mais elevada para o conhecimento ou justificação. Com Descartes houve definitivamnte uma separação entre Filosofia e Teologia. A Era Moderna do pensamento humano se inicia e a Escolástica entra definitivamente  em declínio. É atribuída a Descartes a famosa frase COGITO ERGO SUM, ou Penso Logo Existo, ou Raciocino, então existo. E isto se opõe radicalmente ao conceito cristão de que O JUSTO VIVERÁ DA FÉ, e não somente da RAZÃO, como pensava Descartes. Estas duas frases definem claramente o rumo tomado pelo pensamento humano, com a RAZÂO, e o outro lado da reflexão humana com a FÉ que o leva a justificar sua própria vida em Cristo.
O que prevalece hoje é essencialmente a separação intelectual entre Filosofia e Teologia. As duas ciências caminham lado a lado, dentro da história do pensamento humano, mas assumem carater distintivo. Não se confudem, mas seguem por caminhos diferentes. E isto, separarou definitivamente as duas maiores vertentes do pensamento humano, Fé e Razão. Esta foi a nossa preocupação maior em falarmos sobre Filosofia caminhando ao lado da Teologia, para que pudessemos entender melhor o que originou do abandono secularizado que o pensamento humano impôs ao  seu próprio destino histórico intelectual, opondo-se radicalmente ao pensamento teológico da Igreja Cristã.  No próximo capítulo deste estudo,vamos apresentar algumas ideologias humanas que criaram a separação entre o pensamento racional humanista, da sua opção pela FÉ em Jesus Cristo e pela Palavra de Deus, o que criou uma cada vez maior separação entre Fé e razão. Todos os apelos atuais da mente humana criados contrariamente à  Fé em Jesus Cristo, representaram uma séria oposição ao Evangelismo, que vão criar sérios obstáculos e bloqueios à pregação da Mensagem Evangelística no mundo atual. 

Sunday, August 16, 2015

IBVN – BIBLIOTECA  VIDA NOVA – BIBA – CRITICA DE LIVROS.
“NUNCA DESISTA DE SEUS SONHOS. De Augusto Cury, editora Sextante, RJ Brasil, 2004.

Um livro muito interessante e bem escrito, que discorre sobre um tema muito fascinante. E o autor como que expressa uma análise descritiva da realidade, a partir do tema da projeção pessoal que cada um de nós devemos dar aos sonhos que nutrimos em nosso coração.  Para o autor sonhar faz bem. Não apenas os sonhos que sonhamos dormindo, mas aqueles que projetamos enquanto olhamos acordados para o futuro. Um dos trechos mais fascinantes do livro se inicia à página 22, no primeiro capítulo, onde ele exatamente fala e descreve fatos ligados à vida do maior de todos os vendedores de sonhos: Jesus Cristo. Devemos apenas nos precaver de algumas idéias um tanto quanto extravagantes demais para serem usadas com determinados personagens da história. Dizer que Jesus vendia sonhos,  por mais figurativo que isto pareça, soa um tanto quanto inusitado. À página 32 o autor se refere a alguém que “Vendia o sonho de um reino justo”. Você leitor deve se perguntar, não num sentido puramente crítico, mas numa análise interpretativa visando o que a Palavra de Deus acrescenta a respeito dessa idéia de Reino dos Céus transmitida pelo autor. Pregar, ensinar e proclamar (gratuitamente) as boas novas do Reino ou sobre o Reino dos Céus é  diferente de “vender o sonho de um Reino justo”. Todos concordam com isso. E ler um livro com um senso crítico muito atinado com suas idéias, pode até mesmo bloquear sua mente acerca do próprio livro. Mas, ler um livro que fala sobre um personagem que nós tão bem conhecemos, deve despertar em nossa mente a exata noção do que significam certas expressões, ditas por mera liberdade de exprimir. É evidente que Augusto Cury é um grande escritor e que merece nosso respeito e atenção. Mas muitas vêzes ele usa de uma linguagem técnica de difícil acesso à nossa compreensão. E ele divaga muito, ou seja, se afasta muito facilmente do foco da temática central do livro, ou do capítulo em questão, não porque ele é confuso, mas porque os temas muitas vêzes exigem essa complexidade e vulnerabilidade nas idéias que flutuam com muita densidade. Há, no entanto, capítulos inteiros com histórias e exemplos extraordinários dentro da temática dos sonhos, como o capítulo 4, por exemplo e o próprio capítulo primeiro, ( das páginas 22 até à página 46), que é na verdade o mais fascinante e interessante capítulo do livro. Nestas páginas o autor analisa sob o ponto de vista da psiquiatria e da psicologia as lições de humanidade e sabedoria que Jesus Cristo ensinou e legou a seus discípulos e a todos nós. Ainda no cap. 4, depois de apresentar sua própria história como exemplo de persistência e dedicação aos próprios sonhos, ele descreve 8 ítens de sua teoria da Inteligência Multifocal. O ítem 3, à página 117 é o mais extraordinário. Ele mostra aspectos da memória que se bloqueia em função do estado emocional de cada pessoa.  Uma tarefa arrojada para o autor é a de lograr intercalar conceitos psiquiátricos ou psicológicos, com uma interpretação teológica da pessoa de Jesus Cristo, o que não parece ser uma tarefa muito simples. Portanto, é necessário muita concentração ao ler seus livros, da mesma forma como devemos nos concentrar e ter uma atenção redobrada quando lemos qualquer outro livro, ou por exemplo, a Bíblia. Mas, sem dúvida alguma, as duas são leituras diferentes e cabe ao leitor se utilizar de seus próprios recursos intelectivos quando se propõe a ler livros de tal complexidade. Mas, com relação à pessoa de Jesus, que o autor realmente respeita e admira, de qualquer forma, existem outros atributos essencialmente bíblicos que definem o Mestre de forma mais justificada. E isso é muito importante nesta leitura. Os judeus costumam dizer que “nós cristãos, costumamos vender a imagem de Jesus a qualquer custo”. E isto soa pejorativo e injusto. E é claro que não é desta forma que nós iremos nos referir a Jesus, apesar de aceitarmos com certa reserva, o que certos autores dizem acerca de certos personagens. É uma excelente leitura, dentro de uma perspectiva extremamente sábia, não somente por abordar um tema tecnicamente profundo, mas por tecer comentários absolutamente incríveis à pessoa do Mestre dos Mestres, Jesus Cristo. Mas não se deixe intimidar pelas idéias – aliás boas idéias – de Augusto Cury, e além disso devemos entender que nossa formação bíblica é muito mais bíblica do que meramente literária. Em última análise a idéia central do livro parece se aplicar ao fato de que nossos sonhos serão plenamente realizados e se tornarão realidade, à medida que nós soubermos entender a mensagem profunda de amor que se projeta para o futuro, para a sublimação dos ideais de perfeição que somente Jesus pôde nos ensinar. Em outras palavras, todos os sonhos são possíveis quando aceitamos estas palavras: Sem Mim Nada Podeis Fazer.!( João 15:5) O livro, de Augusto Cury, NUNCA DESISTA DE SEUS SONHOS, está disponível em nossa biblioteca, mas apenas um unico volume em Portugues. Faça bom proveito, sempre. **** (Este livro merece 4 estrelas)

Thursday, July 30, 2015

PROCESSOS QUE ENVOLVEM MISSÕES E EVANGELISMO – 10
Secularismo, intelectualismo filosófico florescente, a disponibilidade da incultura humana. Paulo viaja a Roma e estabelece novas fronteiras. A dimensão espiritual do Reino dos Céus.

Quando Paulo se moveu em direção ao Areópago de Atenas com a intenção formal de pregar o Evangelho de Jesus Cristo, sob orientação do Espírito Santo, Paulo, vamos dizer inconscientemente, detonava a maior de todas as fusões na história do pensamento humano: Paulo criava a Teologia. A Teologia então nasce do confronto entre duas realidades pré-existentes. Primeiro, das forças confrontantes criadas pelo racionalismo imanente da filosofia grega, (imanente, porque os filósofos gregos não estabeleceram nenhuma verdade transcendente)  e segundo,  da transcendência espiritual das idéias evangélicas (enquanto boa nova do Reino) do pensamento imutável e transcendente de Jesus Cristo. Paulo teve a coragem espiritual de se projetar em meio ao “secularismo” de uma Atenas intelectualista, absorvida pela idolatria e pelas forças ideológicas e imanentistas da filosofia grega de então, numa missão profética, que tipificava o secularismo urbano dos dias atuais. E Paulo, como sabemos foi mais longe. Investiu contra Roma, a força do secularismo de seu tempo, porque Roma era em tese, a síntese do mundo secular e urbano, o apogeu da cultura universal de seu tempo,  a apoteose da politica e da cultura de seu tempo, assim como hoje existem cidades influentes, denominadas metrópoles, caracterizadas por uma cultura pós-moderna secularizada. 
A partir de então, nasce a Teologia, o debate ou o discurso teológico.  Nasce também a formalização de uma das colunas que vão dar consistência à nossa cultura ocidental: O pensamento Teológico Cristão, que traz também à reboque de suas investigações e racionalismo, o debate apologético. Não podemos nunca deixar de considerar que o Cristianismo é profundamente e transcendentemente racional. O pensamento cristão se sustenta em bases espiritual/racionais, coração e mente, espírito e razão. O cristianismo se sustenta na força espiritual transcendente das idéias propostas sobre o Reino dos Céus, estabelecidas pela mente espiritual  e a lógica eterna de Jesus Cristo. Quando João declara em seu evangelho que Jesus Cristo é o LOGOS espiritual de Deus, João afirma que a lógica eterna de Deus supera e sustenta a lógica racional humana. João, em seu evangelho, como Paulo, em Romanos, operam racionalmente no sentido de tansportar o pensamento transcendente divino para o âmbito histórico do pensamento humano. E isso detona o que muitos teólogos chamam de Paradoxo do Cristianismo, a tentativa de implantar na limitação da mente histórico/racional/imanente humana, a novidade ( evangelion ) da mente transcendente racional divina, o que para a Teologia é quase impossível apenas à luz da razão humana. Se Deus não nos concede a Palavra e a fé, um dom espiritual divino, não nos seria possível entender as propostas eternas do que Jesus Cristo quis ao declarar as projeções escatológicas do Reino dos Céus. O Cristianismo, então, é uma doutrina essencialmente paradoxal.  Não se esqueça que para os Estóicos, (sec. 3 BC) muito antes do florescimento do Cristianismo, a palavra logos era usada para designar em escala cósmica a razão que dava ao mundo e ao Universo, ordem,significado (sentido) e congruência.
(Aliás, uma clara definição de Reino dos Céus se nos afigura agora, como sendo: O Reino dos Céus é a concretização formal histórico-espiritual e transcendente (não utópica) do ideal espiritual de Jesus Cristo a ser realizada no fim dos tempos - embora atualmente presente -, sob o ponto de vista escatológico, contrariamente ao “regime ideal” platônico, e também contrariamente à “Utopia” de Thomas Morus, às propostas político-idealistas de Maquiavel, de acordo com seu livro “O Príncipe” ou a “mentira intencional maquiavélica” {de que fala Olavo de Carvalho em seu livro “Maquiavel e a confusão demoníaca”}, e ainda contrariamente à ideologia da nova ordem {Nova Era} mundial sustentada politicamente pelo marxismo cultural gramsciano.O Reino dos Céus não tem sustentação política, por não ser desse mundo, mas se projeta a partir da proposta espiritual e divina de Deus Pai, na pessoa de Jesus Cristo, que veio para redimir a Terra, o homem integral, a história, a política e a cultura humana dentro e para a dimensão eterna de seu Reino dos Ceus. Em síntese, o Reino dos Céus é o reino do além, ou o reino da transcendência, e o Reino de que fala a Palavra sobre o que ele é em essência. Em última palavra, o Reino dos Céus é a morada espiritual, eterna, de Deus. )

E da mesma forma como João fala de LOGOS, João também se refere ao sentido ultimo da história humana, que faz sentido somente dentro da transcendência eterna do pensamento cristão.  LOGOS que também significa Razão, discurso, Palavra e SENTIDO. E ao afirmarmos que Jesus é o LOGOS eterno de Deus, Jesus é em essência o sentido transcendente da história da humanidade, o sentido para o qual a igreja caminha, para o Reino dos Céus, que somente passa a existir historicamente, pela revelação do evangelho de Jesus Cristo. E esta idéia de transcendência eterna também foi revelada por Jesus a João nas visões espirituais atestasdas no livro de Apocalipse, que apresenta a visão profetica do Reino dos Céus, dada a João na ilha de Patmos, relativamente às 7 Igrejas fundadas por Paulo, relativamente ao fim dos tempos, ao destino da humanidade, o início da glória eterna do Reino e a vitória final de Jesus Cristo.  Deus se movimenta então de revelação em revelação, através da idéia de Reino dos Céus na Terra, primeiramente no livro de Gênesis, em que o Éden (o Reino dos Céus na Terra) cessa de existir “historicamente” e numa concepção transcendente, quando o homem peca contra Deus, e a Revelação da Glória eterna de Jesus Cristo, e o Reino dos Céus, transcendência eterna de Deus, para além da história, no livro de Apocalipse, que ainda não existe historicamente, mas apenas como promessa escatológica.  A história humana é apenas um hiato, uma projeção temporal, entre duas revelações: uma revelação estabelecida no Éden e a Revelação do Reino dos Céus no Apocalipse para além de uma meta-história humana, quando o homem  cessa de pecar, e entra na glória transcendente do Reino. A razão humana, e o esforço teológico, não conseguem estabelecer racionalmente toda a idéia e dimensão do Reino dos Céus, antes da história humana, no Éden, sem o pecado, e a idéia do Reino dos Céus pós pecado, estabelecida pelo próprio Deus e revelada por Jesus no livro de Apocalipse, a não ser que o próprio Jesus a faça  revelada. Esta é a Palavra que o irracionalismo humano tenta negar e refutar historicamente através da ideologia do pensamento secular irracional, imanentista humano, através de muitas ideologias criadas ao longo da história por uma série de ideólogos humanos, e que o ser humano, hoje, abraça de modo irracional e sob a inflência de Satanás. 
O filósofo grego Platão entendeu claramente que um conceito absoluto, ou uma verdade absoluta era fundamental para a existência de uma moralidade real, - e isso originalmente deu credibilidade filosófica à “ética” platônica, - queiram ou não queiram os filósofos do gnosticismo clássico ou contemporâneo, queiram ou não queiram os teóricos criticos do Neo-Marxismo Cultural, ou os membros da chamada Escola de Frankfurt germânica ou européia, ou hispano-americana, em sua argumentação desfavorável à filosofia platônica, ou desfavorável às idéias do cristianismo romano ou pós-reformado, ou apesar das idéias do filólogo Wilhelm Humboldt, - para quem a “moralidade humana, até mesma a mais elevada e substancial, não é de modo algum dependente da religião.”   Aliás essa idéia de conceito absoluto formando uma moralidade humana faz parte da filosofia clássico-grega de modo geral e isso é percebido no idealismo platônico, e na filosofia que floresce a partir de Platão, como em Aristóteles e nos Neo-Platònicos da Renascença e da Idade Média também.  ( Cf. “Death in The City” by Francis Schaeffer, pg. 108 ). No entanto, como já vimos, na época em que Paulo pregou aos gregos, a plenitude dos tempos já havia preparado caminho para que essa moralidade conceitualmente absoluta, viesse criar caminhos para uma maior absorção e aceitação da idéia de transcendência que irrompeu na história através da VERDADE que é Jesus Cristo. O que os filósofos gregos a partir de Sócrates, fizeram, prevalece até hoje no pensamento filosófico ocidental, de tal forma que todos nós, quando pensamos filosoficamente, ou somos de alguma forma platônicos, ou somos aristotélicos em um sentido, tal a grande influência recebida pelo pensamento ocidental advinda dos filósofos gregos. ( Para maiores insigths cf. “The Great Conversation – A Historical Introduction to Philosophy”, by Norman Melchert, et alli. ) A influência de Platão na história filosófica de Atenas do tempo de Paulo, como forte influência no mundo secular, mostra que os gregos já viviam sob a influência de suas idéias, no ideal utópico de um “estado” perfeito (como lemos em seu livro a “Republica”, e a democracia ateniense demonstrava isso ) que mostra existir a possibilidade de uma realidade além do meramente real, ou idealista, e esse ideal utópico, estabelecia que o homem poderia viver numa sociedade perfeita e desfrutar de uma boa vida. E isso abre caminho para um entendimento mais claro do ideal cristão no Reino dos Céus. E a execução de Sócrates em 399 BC demonstrou-lhe que o estado grego não era um bom estado político/social, por causa dessa injusta execução. Suas idéias prevaleciam, então, na Atenas do tempo de Paulo, não apenas por refutar os sofistas, o ceticismo,  o gnosticismo e o relativismo de então, bem como o pensamento de Demócrito, ou de Protágoras, e outros,  acerca da realidade. Platão leva o discurso sobre a realidade a um nível mais profundo de investigação intelectual, além do meramente doxológico, - baseado em meras opiniões humanas, - para o nível de uma profunda investigação da razão e do conhecimento. Para Platão, conhecimento envolvia verdade.  Para o evangelismo paulino, também, o conhecimento revelado a ele através de Jesus Cristo, deu-lhe a entender que conhecer a Cristo envolvia e implicava o conceito de VERDADE, não somente a idéia de verdade estabelecida através da pessoa de Jesus Cristo, mas o conceito absoluto, filosófico e teológico de VERDADE, conforme Paulo a expressa repetidas vêzes no livro de Romanos, (e em todas as suas epístolas) como expressão máxima que se identifica com a pessoa de Jesus Cristo e como identidade testemunhada por sua própria vida como apóstolo do Senhor Jesus. ( Cf. Romanos 9:1 ). Isto foi o que Paulo demonstrou em Atenas, (mas uma verdade eterna, pessoal , encarnada em Cristo) quando de sua pregação no Areópago: o conhecimento da Verdade que é Jesus Cristo, levaria a razão humana a entender a realidade “Reino dos Céus”, não como realidade utópica, porque a verdade já estaria consumada em Jesus Cristo e a ideia de Reino dos Céus se torna real na Ressurreição e Ascenção de Cristo aos Céus. O que houve em Atenas, entretanto, foi uma congestão da verdade, uma forte indigestão causada pelo impacto da verdade sendo revelada por Paulo, uma forte dose impactante e paradoxal. E tal indigestão obrigou os judeus e opositores filosóficos de Paulo a agredirem a Paulo e a expulsa-lo de sua presença. ( Confira em Atos dos Apóstolos, o início da oposição ao evangelismo apostólico a partir de  Atos 5:17 ).  ESTE É O IMPACTO INCLUSIVE CAUSADO PELA VERDADE DO EVANGELHO DE JESUS NO MUNDO DE HOJE! E tal congestão não impediu a filosofia de prosseguir em seu discurso através da história do pensamento humano, para criar oposição ao conceito de verdade conforme pregada por Paulo. Em contraposição ao conceito único de VERDADE definido pela Palavra de Deus, a Filosofia passa então a divergir em sua investigação metafísica, buscando definir sua “própria verdade”, ou seja, a verdade própria da filosofia, A VERDADE DO RACIONALSMO FILOSÓFICO, fruto aceito apenas pela investigação meramente racionalista do pensamento humano. A partir da flosofia grega, de modo geral, a Filosofia insiste em divergir, e passa a negar o conceito de verdade conforme estabelecido pela Doutrina Cristã, ou pela Doutrina Teológica da Palavra de Deus. Desde que tal doutrina se estabelece pela pregação de Cristo e pelo testemunho vivo dado pelo discurso apostólico paulino, a Filosofia então se entrega ao próprio caminho da investigação racional e humanista do conceito de verdade. Uma longa tradição humanística floresce então como força de oposição ao Evangelho de Jesus. Embora os Católicos não o adimitam, Tomás de Aquino, além de suas virtudes, causou um profundo dano à história do pensamento filosófico/teológico na mente humana, ao admitir que a RAZÂO humana não havia sido contaminada pela QUEDA DO HOMEM após o pecado.
 (Se você me perguntasse o que ocorreu no Período histórico de 400 anos separando os dois Testamentos bíblicos, - o período que se estende de Neemias/Malaquias até o ano 5 BC, ou o aparecimento de João Batista, de acordo com alguns historiadores - , tal  período foi  caracterizado por uma transição cultural muito significativa.  {Bruce L. Shelley em seu livro “Church History in Plain Language” logo no primeiro capítulo intitulado “The Age of Jesus and The Apostles”, estabelece como parâmetro cronológico o ano de 6 BC como início histórico da época que delimita o início de uma nova etapa histórica e o início de um novo testamento bíblico}.  Vários conflitos aconteceram neste período,e também mudanças no cenário politico e cultural do mundo conhecido até então. Mas, eventos de grande importância aconteceram na Grécia. Poderíamos dizer que a mente humana evoluia filosoficamente desde Sócrates – que morreu em 399 BC - e que Deus preparava o terreno intelectual para que a mente humana absorvesse as idéias revolucionárias que haveriam de surgir com o advento do Cristianismo 400 anos depois.  Apesar de todos os conflitos deste período, a Filosofia contribuiu de alguma forma como substrato cultural que permitisse ainda mais a evolução da mente humana. Assim como Deus age interferindo significativamente na história político/social da cultura humana, ele também age na formação intelectual da inteligência humana, preparando-a de alguma forma para o que  lhe haveria de convir. Não nos esquecendo que o diabo também age na história. Também não é coincidência que Deus tenha permitido a ascenção do Império Romano, por volta de 63 BC., o que serviu de base geopolítica para a difusão histórico/social do cristianismo, bem como abriu caminho e facilitou o florescimento do evangelismo cristão com Paulo. Portanto, muitos eventos de importância aconteceram neste período, conhecido como Período Inter-testamentar, eventos políticos, culturais, sociais e filosóficos. A História deste período acontece de modo oculto, en função de uma excassez de informação histórica. O que sabemos através de fontes muito restritas (desde que Josephus não nos pôde revelar muita coisa) é que houve um peíodo de helenização da cultura devido à grande influência imposta pelas conquistas de Alexandre, o Grande, até que Roma toma o poder. De modo geral as forças de oposição são transitórias entre a Grécia e Roma, que finalmente em 63 BC, estabelece seu domínio e prevalece durante alguns séculos, até 476 AD. A História, então, se mostra como o substrato cultural que sobrexiste paradoxalmente entre forças de oposição estabelecidas por Deus e pela influência maligna de Satanás). 
O predomínio da Filosofia no mundo ocidental mostra hoje, quão forte e duradoura foi sua influência logo que ela surgiu no cenário cultural da humanidade. E juntamente com ela nasceu também a Teologia. E a Teologia nasce exatamente do confronto entre o pensamento filosófico grego e o debate “teológico”, ainda não definitivamente teológico, quando Paulo começa a argumentar com o discurso filosófico acerca das verdades contidas no Evangelho de Jesus Cristo. De alguma forma a filosofia grega criou o cenário apropriado para o florescimento do discurso teológico, quando a verdade da Palavra de Deus, começa a ser confrontada pela investigação e pelo questionamento filosófico. (Não podemos nos esquecer que a Filosofia é anterior à Teologia e até mesmo ao Evangelho de Jesus Cristo.)  Simultaneamente nasce também a Apologética como uma das primeiras disciplinas dentro do discurso teológico. A obra filosófica de Platão é muito vasta e seria muita presunção  discuti-la ou apresentá-la aqui neste estudo, desde que nosso objetivo maior é com o evangelismo. Mas, apresentá-la sumariamente vai servir para situar o cenário histórico em que ele viveu, e o que vem após ele, uma vez que o florescimento da filosofia nunca parou de crescer. Pelo contrário, continuou com Aristóteles, onde não só a filosofia evoluiu, mas a partir de Aristóteles outras ciencias também apareceram no cenário cultural. Enquanto Platão falava sobre a alma humana, num debate animista, ( anima, quer dizer alma) como manifestação do ser real, ou do homem real, (não o corpo, mas a alma) em sua visão idealista acerca do ser humano, a visão de Aristóteles era um pouco mais complicada. Aristóteles fala do homem como um ser racional. O debate agora, em Aristóteles passa a ser racionalista. E Aristóteles inaugura com Tomás de Aquino a força da tradição filosófica Aristotélico-Tomista, que é essencialmente o respaldo de nossa tradição filosofico-clássico-cultural até os dias atuais. A Igreja Católica Romana ainda hoje se utiliza profundamente da força do pensamento teológico de Tomás de Aquino. Os teólogos e filósofos católicos sempre voltam a Tomas de Aquino (1225-1274) quando buscam sustentar seu discurso teológico, em oposição ao nosso referencial evangelistico, biblico, reformista, baseado somente na Palavra de Deus. E esta é uma característica que define profundamente as duas posições cristãs doutrinárias: de um lado o Catolicismo Romano, com sua enfase no Catecismo da Doutrina Católica, nos dogmas da Igreja, no código do Direito Canônico, no Missal da Igreja Católica, na obediência à hierarquia da igreja e ao papa, e do outro lado a Igreja Cristã Evangélica Reformada, que surgiu a partir de Martinho Lutero, com sua ênfase na Palavra de Deus, a Bíblia, e a fé em Jesus Cristo. Os danos causados por Tomás de Aquino na historia do pensamento filosófico/teológico são discutidos por Francis A. Schaeffer, embora parcialmente, em seu livro “Escape from Reason” (InterVarsity Press-Downers Grove-Illinois, 1968-USA). Este é de modo muito sumário, o cenário do panorama histórico e cultural que se desenrola a partir da filosofia grega, continuando com a Doutrina Cristã, a partir da vinda de nosso Mestre Jesus Cristo. E continua com o evangelismo Paulino em meio a um turbilhão de oposições, rejeições, violência e martírio, que no entanto JAMAIS impediram o florescimento do cristianismo como única verdade absoluta e transcendente até hoje apresentada à humanidade. Não podemos negar nunca que o secularismo ( e por detraz dele, Satanás) foi e está sendo hoje,  a grande força de oposição dialética a tentar impedir o avanço do cristianismo, desde o princípio, desde a vinda da VERDADE, o senhor JESUS CRISTO, o Filho do Deus Altíssimo.
O secularismo necessariamente não pode nos afetar. O secularismo é como uma roupagem histórica no século, na cultura, a mundanização da cultura e da história em função de seu jazer no malígno, uma superestrutura do mal, negativa, que sobrexiste em função da derrota imposta por Satanás a Adão e Eva. No tempo de Paulo o “secularismo”, que ainda não tinha um clara definição como o secularismo dos dias atuais, era manifesto acima de tudo através da oposição intelectual sustentada pelo pensamento filosófico grego, e também pela poderosa força de oposição política sustentada pelo Império Roamno, que repudiava as idéias transcendentais do “pensamento” cristão paulino, da mesma forma como hoje o evangelismo sofre o odioso repúdio perpetrado pelo intelectualismo ideológico contemporâneo. Hoje no entanto, sob a influência do Evangelho de Jesus Cristo, o secularismo, que é ainda o sinônimo da superestrutura do pecado em meio à  cultura caída em que vivemos, não tem poder para nos destruir, como não teve poder para destruir ou subjulgar a Cristo num confronto direto entre as forças de oposição e a força do Deus da Palavra. Em outras palavras, o secularismo encarna o que vemos hoje na pessoa de Satanás, a síntese existencial de todos os males, ou de todos os pecados. Quando Satanás confrontou Jesus no deserto, um Jesus enfraquecido fisica, mas também historicamente, o que venceu Satanás foi a Palavra. Isso quer dizer que NADA pode nos derrotar, NADA pode vencer àqueles que estão em Cristo, o LOGOS de Deus, a PALAVRA de Deus. É impossível conceber Jesus Cristo vencendo ao diabo, apenas por ordenar que um anjo o derrotasse por si, ou que viesse lutar em seu favor, SE Jesus é a Palavra, Ele TEM a Palavra, encarna a Palavra de Deus como o logos de Deus Pai. Portanto, o secularismo é efêmero como força cultural diante do Cristo Palavra de Deus.  Nada pode nos separar do amor de Deus que existe em Jesus Cristo por nós. Nada e absolutamente nada. Nem mesmo o secularismo satànico existente no mundo hoje. O respaldo maior do evangelismo já está estabelecido em Cristo, na força e no poder do Evangelho que nós nos propomos a pregar. De um lado nós temos o SECULARISMO, a síntese de todos os pecados encarnada historicamente em Satanás e seus anjos e do outro, como força de oposição na história, temos o EVANGELISMO, a síntese do poder da Palavra em ação, agindo na história, na cultura, através do Espírito Santo, em nós, na Igreja Cristã, como a única força existente em meio à imponência do século, na história que avança paradoxalmente.  E nada pode nos separar da força e do poder do Evangelho de Jesus na história. Nem o diabo, nem o pecado, nem a cultura secular, nem a ideologia do Marxismo Cultural, nem o neo-ateísmo, nem o Islamismo, NADA, e isto já foi declarado por Jesus na Palavra.
MAS, diante de toda a vitória que existe em Cristo Jesus, nós temos a história, nós enfrentamos o secularismo, nós temos a oposição cultural imposta pelas forças imanentistas de oposição que insistem em lutar contra o Poder do Evangelho. No mundo tereis aflições. Mas EU venci o mundo. Disse Jesus em João 16:33. " I have told you these things, so that in me you may have peace. In this world you will have trouble. But take heart! I have overcome the world."  E isso como que nos arrebata a um nível de fé e de vitória absolutamente indestrutível e imprevisivel dentro do contexto secular em que vivemos. No entanto, importa-nos conhecer a história, importa-nos conhecer o inimigo que enfrentamos no dia-a-dia secular, para que não nos surpreendamos desnecessariamente. Jesus não se surpreendeu no deserto, depois de 40 dias de fome e abandono histórico, quando o diabo o ameaçou com a dialética da destruição, da submissão, do senhorio mundano. Jesus apenas se manifestou como Palavra de Deus, e a expressou diante de seu inimigo, e a manifestou como força absolutamente poderosa e destrutiva contra a investida efêmera do diabo.   Essa é a força aparente que existe hoje no secularismo, diante da força e do poder do Evangelho. E a Igreja Cristã, hoje, muitas vezes se mostra amedrontada, mesmo com todo o poder que está retido em suas mãos. E essa força é liberada pelo Evangelho, no Evangelismo. Paulo sabia disso, e em sua viagem missionária e profética a Roma, ele nos mostra que o Evangelho é potencialmente a força espiritual na mente e no coração daquele que crê em Deus e crê em Jesus Cristo. O que o impulsionava para a batalha no campo espiritual é essa verdade absoluta que o leva adiante, destemivelmente, a enfrentar os inimigos históricos, políticos e espirituais, nos lugares celestes e nos lugares terrestres, o que em si, estabelece uma força de oposição paradoxal entre dois diferentes reinos.  A seguir veremos a influência destrutiva e dialética das ideologias que avançam impiedosamente sobre a humanidade e o que representa a Viagem Missionária de Paulo a Roma, e sua contextualizada e tipificada influência no secularismo dos dias atuais.  



Tuesday, July 14, 2015

    
                HEART BREAK

         (that's for you)

 Não te espantes em teu coração quando te disserem
Que não tens em ti a graça e a beleza que vem do alto.
Pois os seres de Deus os tem e como graciosos presentes
Se estampam na face de quem os tem como dádivas dos céus
Para os deleitar e a alegria dos que se dão as mãos como irmãos,
Na congregação dos santos onde um dia todos saberão se amar
Mais e mais, como nosso Deus que nos olha dos céus e
Nos encanta com oferta livre e graciosa de seus dons e nos ama e

Nos escuta quando oramos e nos ama quando amamos.
Não te espantes
Quando no silencio da noite nossos lábios pequeninos
Balbuciarem palavras de louvor ou som de lamento
Para pedir que nos inspire mais e mais amor,
Então nos amaremos intensamente como Deus nos amou primeiro.
Beijo regendo uma natureza amorosa.
Brumas e raios unindo nada além do amor.
Braços no abraço de dois anjos cândidos.
Bálsamo perfumado recobrindo teu corpo
Ungido de encantamento e nêsperas adocicadas.
Espero então que te banhes nas aguas inspiradas de meu pranto,
Repleto de palavras novas advindas de olhar-te,
Uma aura, duas asas, mais pareces um anjo.
Nascentes de amor certamente saem de ti e
Amanhã meus olhos serão bem mais atentos.                                                 

  O BRASIL TEM SOLUÇÃO – 2   A questão envolvendo a Idolatria de imagens passa desapercebida pela grande maioria dos analistas teológic...