Nossos Missionários no Poço do Boi, Pernambuco-PE. Brasil, ( Da esq. p/ a dir.) Bruno, Lorenzo e Robson. Que a sua experiencia com Missões seja revertida em bençãos não somente a vocês, mas a todos os irmãos e irmãs que lá estão, no Poço do Boi, precisando de uma palavra de esperança, de libertação e de salvação em Jesus Cristo. Aos nossos queridos irmãos em Cristo todo o nosso carinho, apoio e orações e que Jesus Cristo possa cobri-los de bençãos e de inúmeras vitórias no campo missionário. Que Deus os traga de volta sãos e salvos, cheios de esperanças renovadas, com muitas histórias de vitórias para nos contar, boas recordações e a certeza de que seu trabalho missonário em Jesus Cristo será desde agora coroado de êxito e muitas bençãos, podendo abrir caminho para outras realizações e histórias de muito sucesso. E que nossa Igreja Batista Vida Nova, amplie sempre mais seu trabalho no campo de missões, para que as esperanças de vida nova e salvação aumentem cada vez mais em nosso país e através do mundo, para que o IDE de Jesus seja real e efetivo num mundo tão carente e tão necessitado de Jesus Cristo. Amém.
Monday, October 5, 2015
Wednesday, September 23, 2015
Curiosidades do Grego Biblico.
No manuscrito Nestle
GNT 1904, lemos em João 1:1:
“ Ἐν ἀρχῇ ἦν ὁ Λόγος, καὶ ὁ Λόγος ἦν πρὸς τὸν Θεόν,
καὶ Θεὸς ἦν ὁ Λόγος.” (John 1:1c)
(kai Teós en ró logós)
(And God was the Word.)
Na versão NIV em Inglês
lemos:
“And the Word was God”
John 1:1c
Por quê existe essa
alteração de palavras do grego, para o
Inglês?
Em grego a partícula “O” (ró) é o artigo que indica o sujeito da frase. Portanto,
“ró logós” é o sujeito. Neste caso então a alteração da frase não altera o
sujeito, que permanece o mesmo. “ró logós”,
que significa JESUS, poderia estar ou no início, ou no fim da frase, mas com o artigo. Neste caso, o sujeito pode vir tanto no início quanto no
fim da frase, indicando a lógica do Grego.
Em Português, a tradução seria:
E A PALAVRA ERA DEUS.
Sunday, September 6, 2015
PROCESSOS QUE ENVOLVEM MISSÕES E EVANGELISMO:
12
O carater não
restritivo do Evangelismo. As ideologias do século se opondo ao Evangelho.
Hoje nós vivemos num mundo mesclado por uma
série de ideologias que vieram para ficar encravadas na mente das pessoas, mas
como num processo acima de tudo inconsciente, subreptício, burlando a mente
humana como algo arraigado, que a obriga a pensar dessa maneira, sem ter a
consciência exata de sua irracionalidade e à sua inerência íntima à sua forma
de pensar. E em meio a esta crise de consciência por que passa a mente humana
no mundo pós-moderno, neo-ateu, neo-marxista e conflituoso em que vivemos,
existe ainda a opção cristã pela demanda evangelística, que existe não necessariamente
como opção,mas como demanda do prórpio
Jesus Cristo. Como vimos anteriormente, hoje as ideologias existem como
realidades factuais, mentais e autonomas inflingindo à mente humana uma prisão intelectual
inconsciente. E isso tem sua origem determinada historicamente. Vimos também
que enquanto tomava forma como ciência sistemática, a Filosofia buscou formar
sua própria identidade autônoma, principalmente a partir do pensamento
teológico de Tomás de Aquino, num instante de amadurecimento de sua autonomia,
reforçado ainda mais pelo racionalismo Cartesiano (de René Descartes), e por outras ideologias que
surgiram na história. A Teologia, que
surge a partir do encontro entre racionalismo grego (ou o pensamento filosofico
grego) e a fé Cristã, dentro de um ambiente de disparidade, de
rejeição e de distinção, ao criar sua própria identidade, tenta se conciliar
com o raciocínio filosófico grego,(como já vimos anteriormente) a partir da pregação da Verdade do Evangelho
de Jesus Cristo por Paulo no Areópago. Mas, esse não foi o propósito original
da pregação do evangelismo paulino. Paulo nunca esteve preocupado em conciliar
isso com aquilo, Filosofia com Teologia, ou fazer os gregos entenderem que a
filosofia deveria assumir um novo discursso ou seguir um novo rumo com sua
pregação. Naquela época já existia uma obstinação filosófico/cultural que por
sua própria natureza dava mais ênfase à investigação metafísica (ou filosófica)
em detrimento da própria doutrina cristã, em outras palavras, em prejuizo para
o próprio Apóstolo Paulo e à Doutrina de Jesus Cristo. Nós já vimos que a
filosofia como ciência quis alienar a Doutrina Cristã e discriminá-la, basicamente a partir
do século XV. Jesus já sabia disso. E nem por isso, Jesus amenizou o estilo de
pregação da Palavra ( ou do Evangelho ) com a pregação de Paulo, para se
acomodar ao florescimento do pensamento filosófico. Pelo menos a Bíblia não
mostra isso. Paulo pregava em nome do
Deus Altíssimo, a autoridade suprema com
todo o poder sobre todo o universo, e por esse motivo, Paulo não precisava se
adaptar ao pensamento filosófico corrente, com argumentações fúteis e nem se
submeter à autoridade intelectual dos filósofos gregos enquanto pregava. Se
Paulo precisasse de outros recursos metodológicos ou espirituais que lhe
permitissem alcançar persuasão ou convencimento, o Espírito de Jesus lhos
concedia gratuitamente. Isso podemos ver claramente em Atos 14:3, onde Paulo e
Barnabé recebiam poder para operar em sinais e maravilhas através das dádivas
de poder concedidas pelo Deus provedor ( Yahweh Jireh ) e pelo Deus Minha
Bandeira, que lhes prometera e operava vitórias a seu povo e aos seus apóstolos
( Yahweh Nissi ). Portanto, havia o suporte espiritual de Jesus no ministério
evangelistico dos apóstolos desde o princípio de sua missão evangelística, com
Deus indo à fente em sua providência. E esse suporte espiritual ocorre também
hoje, porque Deus é o mesmo. Apesar de toda incredulidade reinante não apenas
entre os gentis mas também entre os judeus e posteriormente entre os filósofos
gregos, o suporte divino era real e acrescentado à medida que Paulo ou outros
apóstolo dele precisassem. O objetivo de Paulo, como vimos, era o de pregar o
Evangelho de Jesus, em meio ao milieu filosófico/cultural de seu tempo, e isso
foi cumprido. Hoje, os evangelistas enfrentam o mesmo fenômeno, quando saem
para pregar o Evangelho, ou para fazer missões e evangelismo. Existia uma série
de oposições ideológico/filosóficas arraigadas na mente do homem sem a Bíblia
do tempo ou do ministério apostólico, da mesma forma como existe hoje, no mundo
secular pós-moderno em que vivemos. As oposições eram restritivas e de natureza
filosófica, da forma como vemos também hoje.(Deve-se ressaltar, no entanto, que havia uma exceção, representada pela oposição ao Evangelho que os judeus, notadamente os saduceus e fariseus, e seus seguidores faziam contra Jesus e os apóstolos, que se opunham de forma não filosófica, nem político-filosófica, mas se opunham de modo a sustentar suas posições religiosas, ou teológicas, centradas apenas no Torah ). Hoje, quando um indivíduo rejeita ouvir
a mensagem de salvação do Evangelho, ele, certamente, está sendo influenciado
por algum tipo de ideologia que lhe foi préviamente informada, ou está submetido
por argumentos que o bloqueiam deliberadamente, ou ao rejeita-la, quando sua mente
o induz a isso, ou a ignora-la, quando sua mente não possui elementos cognitivos.
E isso é ignorado por muita gente que muitas vêzes nem mesmo pode perceber
quais tipos de idéias existem em sua mente obrigando-o a rejeitar o evangelho.
Questões de ordem metodológica, teológica, filosófica, política, social e
eclesiástica eram suscitadas à medida que a igreja crescia ou que o Evangelho
avançava. Veja por exemplo a manifestação de vários conflitos internos à Igreja
Primitiva em Atos 8:9, em Atos 14, e em Atos 15, na questão ligada à
circuncisão no primeiro Concílio da Igreja Cristã, por exemplo. Hoje acontece o
mesmo. Conflitos eram gerados da mesma
forma como devemos esperar situações conflitantes surgindo em meio à pregação
do evangelho no meio urbano. Aliás, o evangelismo paulino se dava acima de tudo
dentro do contexto urbano. E Jesus também visava pregar a Boa Nova do Reino
acima de tudo dentro do contexto das cidades. As cidades existem como
referencial. Veja em Atos 9, no episódio da conversão de Saulo, o que Jesus lhe
ordenou logo que ele observa a presença do Senhor diante de si: “Now get up and go into the city, and you
will be told what you must do”. (NIV).
( Agora levante-se e vá à cidade e lhe será dito o que você deve
fazer”) Neste contexto, a cidade existe como manifestação da vontade divina
relativa a seus seguidores. E isso vemos claramente no livro de Atos em que as
ordenanças de Jesus a seu povo e à sua igreja, se tornam manifestas mais
realisticamente dentro do contexto urbano. E como podemos definir o contexto
urbano hoje? E como nós definimos uma
cidade hoje? ( Aliás a pergunta não é minha. Já foi feita anteriormente por
Harvie M. Conn em seu livro “A Clarified Vision for Urban Mission”, no capítulo
3 desse livro, onde se lê sobre a “Generalização do Crime: tenho medo da
cidade”. (pg. 65). As cidades hoje, tem em sua estrutura, palavras tais como,
gheto, crime, estresse, solidão, suicídio, perda de individualidade, mudança rápida,
religiosidade, pobreza, injustiça, roubo, corrupção, egoísmo, arrogância, introversão,
idolatria, relativismo, pluralismo. E ainda hoje, podemos acrescentar outras palavras
como, ocultismo, perda de conceitos morais, satanismo, ecletismo, sincretismo, ecumenismo,
imanentismo, lesbianismo e gaysismo, gnosticismo, ateísmo, intelectualismo,
existencialismo, marxismo, pessimismo, homosexualismo, machismo, homofobia, anti-semitismo, e muitas
outras palavras, e situações que existem para constranger e congestionar o meio
urbano e social em que vivemos hoje. Para a sorte de Paulo (e de acordo com o contexto socio/histórico em
que Paulo viveu) ele encontrou acima de tudo, oposição intelectual, violência,
intelectualismo, idolatria, prostituição, leviandade, e outros “ismos” que no
entanto, não expressavam a complexidade dos problemas que enfrentamos hoje.
Mas, isso vai se repetir historicamente ainda, como veremos posteriormente.
Outros componentes sociológicos são acrescidos hoje, como por exemplo, o
desemprego, problemas ambientais, educacionais, policiais e de saúde, problemas
fiscais, econômicos e culturais, como a superpopulação, aborto, volência
doméstica, o abuso de poder, que afetam o meio urbano, ou seja, a cidade, que a fazem sofrer,
reagir ou se adaptar. Além disso, as pessoas são confrontadas pela perda da
consciencia cristã, e pela adesão, muitas vêzes inconsciente, a ideologias
malígnas. Basicamente esse é o ambiente em que a mensagem evangélica deve ser pregada.
É claro que as cidades hoje, sofrem mudanças radicais em sua estrutura,
adquiriram mais complexidade à sua estrutura urbana, os problemas são de outra
natureza, e por este motivo mais uma pergunta é suscitada: é necessário que se promova uma mudança prévia da estrutura da cidade,
para que nela possamos pregar o evangelho
hoje? Não necessariamente. Devemos crer que o Poder do Evangelho é o
componente espiritual de poder transformador que vai suscitar
tal mudança, pois dentro das cidades se encontram a Igreja e o Corpo de Cristo
como sal da Terra e luz do mundo. E tal estrutura também é transformada pelas
instituições sociais dentro do contexto urbano, assim como pela atuação dos
sistemas políticos e pela atuação de governos e instituições ligadas a ele. Mas,
é importante se observar, que o ser humano que vive nas cidades têm hoje,
potencialmente, a habilidade ou capacidade de levar dentro de si, e absorver
parte significativa de todos esses problemas, como expressão da influência que
o meio ambiente urbano exerce sobre si. É nesse ambiente que nós devemos pregar
o Evangelho de Jesus. Não podemos negar que a cidade é expressão da
subjetividade humana, como se ela manifestasse sua individualidade externizada
no contexto social e urbano. E quanto mais o homem peca, mais ele acrescenta à
cidade um componente novo de iniquidade, que altera sua estrutura, e além de
levá-la ao caos, pode destruí-la. (Ver a Destruição de Sodoma e Gomorra em
Genesis 19) O exemplo clássico disso foi a criação da primeira cidade fundada
na história, de acordo com o relato bíblico, em que Deus permite a Cain se
ausentar para a Terra de Node, carregando consigo sua marca de iniquidade, (o crime perpetrado contra seu próprio irmão) e
alí fundar a cidade com o nome de seu filho Enoch, para provar que a cidade é
em si a expressão da própria subjetividade orgânica e genética de Cain. Desta
forma o relato de Genesis 4 mostra como a descendência de Cain se evolve em
torno a pecados e crimes dentro da cidade, supostamente como expressão íntima
da sujetividade de seu fundador. Existem vários livros que suportam esta
tese, como o livro de Philip Sheldrake, “The Spiritual City: Theology,
Spirituality and the Urban”, onde o autor diz no seu epílogo que “Urban environments create a climate of
values that define how we understand and them seek to create human community”. (O
ambiente urbano cria um clima de valores que definem como nós entendemos e
então visualizamos criar a
comunidade humana).Neste caso também a recíproca é verdadeira. O ambiente urbano cria valores positivos e negativos. Já no século IV da Era Cristã, o teológo
Agostinho de Hippo, expressava esse mesmo tipo de idéias relativas ao contexto
urbano em seu livro “The City of God” . O livro é a expressão clássica do
triunfo do interior da cidade incansavelmente à procura do eterno preenchimento
das intenções divinas, sobre o cotidiano da vida da cidade. (Philip Sheldrake,
2014). Hoje nós entendemos que o
preenchimento dessas intenções divinas transformando as cidades, se dá a partir
da pregação do Evangelho de Jesus, no Evangelismo. Deus abriu espaço para a transformação íntima da vida urbana, através do trabalho evangelístico. De uma coisa estamos certos:
o homem não perdeu a noção de que dentro das cidades, as religiões existem e
que os governos também existem e muitas vêzes existem em conflito e emitindo
ideologias. Conflitos que se manifestam
não somente dentro das religiões e no contexto globalizado de outras religiões,
e que os governos também existem em conflito interno e externo. Apesar de todos
esses e outros conflitos, o Evangelho de Jesus precisa ser pregado, e levado a
todos os povos e nações.
Existe
uma série de livros e artigos escritos sobre o tema de como a cultura em que
vivemos afeta o que um grupo isolado ou coletivo, ligado ostensivamente ao
contexto social e urbano, faz e acredita. Assim como existem livros e artigos
sobre o tema de como o fator sociológico pode afetar o comportamento de uma
pessoa ou instituições. Ninguém pode negar que o homem é fruto do meio em que
vive. Ninguém pode negar também que a Biblia é um livro profundamente influente
hoje, como foi em todos os tempos, que influenciou a mente de milhões de leitores
através do mundo e continua influenciando o comportamento de quem lê suas
páginas e também faz parte da formação moral e sócio-cultural da civilização
(ocidental) em que vivemos. Isso dentro
de um contexto religioso referido à revelação dada pelo próprio Deus à toda a
humanidade. Mas, existem outros livros, ideologias e instituições que influenciaram
a mente humana, para uma outra diversidade contextual e comportamental de
ressonância negativa, que de alguma forma influenciaram a mente humana a seguir
as orientações negativas das palavras alinhadas acima, tais como, ocultismo,
perda de consciência moral, sincretismo, arrogância, etc. E isso
nós veremos a seguir na continuação do artigo 12 A.
Friday, August 21, 2015
PROCESSOS QUE
ENVOLVEM MISSÕES E EVANGELISMO – 11
A crescente oposição
ao Evangelismo através das forças negativas do secularismo e de ideologias
criadas pela mente humana. Satanás se utiliza da Filosofia para criar e lançar
suas próprias idéias no mundo. Fé e Razão.
Antes de tudo será preciso apresentar de modo
ainda sumário, o que significa secularismo.
Basicamente secularismo representa um princípio que se subdivide em duas
diferentes proposições: 1) diz que o Estado deve se manter afastado de
instituições religiosas. Em outras palavras, Igreja e Estado devem se manter
separados. 2) estabelece que pessoas de diferentes
influências religiosas, devem ter os mesmos direitos diante das leis do Estado.
(Mas, quem garante a manutenção destes
direitos é o próprio Estado, e portanto, o Estado controla e observa a garantia
dos direitos aplicados às religiões que Ele, se
propõe a manter sob seu próprio controle)
. De acordo com uma série de estudos avançados feitos por Harvey Cox (
ex-professor da Harvard Divinity School) e apresentados em livros, tais como “The
Secular City”, “Religion in The Secular City”,“The Secular City:
Secularization and Urbanization in Theological Perspective”, o autor define “secularização”
como a liberação do homem da influência da religião e da tutelagem da
metafísica. Ou a mudança de foco de sua atenção de outros “mundos”para este
mundo. E essa mudança de foco já se nos aparenta um tanto familiar, desde a influência
da filosofia imanentista grega na Atenas
do tempo de Paulo. Em outras palavras, o secularismo tem muito a ver com uma
influência indireta, subjetiva, do humanismo imanentista dos primórdios da
filosofia. Ou seja, o homem se libera de um pensamento metafísico, preocupado
com uma cosmo-visão religiosa da realidde, se afastando dela, e assumindo uma
posição humanista, individualisada, mais voltada para as coisas do próprio
século (ou século-visão) ou para esta presente idade (ou em Inglês, to this
present age.) Além disso, podemos afirmar que o secularismo traz em si um cheiro suspeitoso de ecumenismo. E isso deve ser rechaçado de nossa posição como cristãos. Podemos observar que também aí nesta nova visão do mundo os seres
humanos assumem também uma posição paradoxal, entre dois conceitos distintos,
tais como a oposição de dois conceitos quando afirmamos que “The Word became
flesh” ou “ The Logos became flesh”, de acordo com João 1:14. (Mas nós não vamos entrar nesta questão que
distingue estes dois conceitos aparentemente opostos ou paradoxais de mundus e
saeculum, da forma como gregos e hebreus viam e se distinguiam em sua forma de pensar, para não complicar muito
nosso estudo. Para maiores informações sobre isto, leiam o capítulo 1 de The Secular City, by Harvey Cox, e entenderação esta
contraposição.) No livro o autor se preocupa em se aprofundar neste estudo
distintivo, porque ele encontra traços de origem do secularismo dentro do
próprio legado Bíblico. E isto não desmerece de forma alguma a Palavra de Deus,
mas mostra como o próprio homem voluntariamente, escolhe optar por uma visão
secularizada da própria realidade. E
Esta visão secularizada que acontece também hoje no mundo, também
vai nos permitir avaliar e entender melhor, porque o mundo hoje ( o mundo
pós-moderno em que vivemos hoje ) tem buscado se afastar tanto de uma visão
metafísica da realidade, ou de uma visão religiosa da realidade, ou ainda de
uma visão transcendentalista da realidade, em troca por uma visão imanentista
da realidade. E esta visão secular/imanente assumida pelo ser humano hoje, que
busca se adaptar a todos ou quase todos os níveis da sociedade secular em que
vivemos, além de afastar o homem de uma busca subjetiva do próprio Deus em sua
interioridade, também vem criando um sério obstaculo à pregação do Evangelho de
Jesus Cristo, ou seja, ao evangelismo urbano em suas multifaces e
características. É o que veremos quando apresentarmos sumariamente um estudo
sobre o Marxismo (ou o pensamento Marxiano), sobre o Fascismo, sobre o Pensamento
de Gramsci, sobre o Existencialismo,(Sartre, Heidegger, Camus...) e mais recentemente sobre o pensamento do
Marxismo Cultural, principalmente representado pela Escola de Frankfurt, (Marcuse, Horkheimer, Adorno, Froom, etc.)Portanto, não são apenas pecados, imoralidade, corrupção, mas o assumir ideologias satânicas que levam ao homem ocidental, principalmente, a absorver tais ideologias, oculta-las em seu coração, como supostamente boas, mas criando a cegueira espiritual e o suporte inconsciente a Satanás dentro da "sinagoga" dos diabos. Para se ter uma idéia, até mesmo em igrejas cristãs, existe a influência velada do Marxismo cultural, hoje.
A dinâmica da história se desenrola hoje, assim
como foi no período que antecede ao florecimento do Cristianismo. O secularismo permanece como força de
opsição ao evangelismo, desde os primórdios da formação de uma consciência
moral religiosa, ainda no período Inter-Testamentário, em que um de seus
maiores articuladores foi Epicurus, que nasceu em 341BC. A filosofia continua a se sustentar como
força real no mundo contemporâneo, como também o foi no mundo dos primórdios do
evangelismo. E Paulo sabe do que estamos falando. Da mesma força como Paulo se
predispôs contra os judeus, revoltando-se contra sua posição intransigente e
obstinada oposição à pregação da Palavra de Deus ( para os quais Cristo veio ao
mundo ), os gentis entram então dentro da perspectiva da pregação do Evangelho,
(confira isto em Atos 18:6), como o povo
para o qual a mensagem evangelística deverá, então, ser direcionada. A bem da
verdade, os próprios judeus, ao rejeitar a Jesus Cristo, contribuiram, embora
negativamente, para o surgimento dessa força de oposição histórica, como
observamos ainda no período intertestamentário, com os Saduceus. Esta é pois,
uma das forças dinâmicas, dialéticas e paradoxais que moldam o mover da
história, e excitam o senhorio e a soberania de Deus a intervir e a criar
forças alternativas de controle, através do mover do Espírito na vida de seus
servos. O que significa dizer, que para Deus não existem barreiras impostas
pelo mundo, diga-se secularismo, que O impeçam de responder aos anseios
daqueles que clamam por sua intervenção, alternando as forças dinâmicas, quer
sejam malignas, quer sejam impostas pela própria influência histórica,
estabelecendo um novo curso, um novo direcionamento, para a vitória final que
está no próprio Jesus Cristo. Não podemos negar que Satanás interviu de modo
significativo na mente de grande parte dos judeus, convencendo-lhes a rejeitar
o Evangelho. Não negamos também que este remanescente judáico divergiu entre
forças de oposição ao Evangelho, sustentatadas pela intervenção maligna, e forças
favoráveis ao Evangelho, mantidas pela força e pelo poder do Espírito na mente
e no coração dos judeus que permaneceram fiéis a Jesus Cristo. Com os Saduceus foi diferente. Eles
representaram a força de oposição logo no início, como membros de uma
aristocracia de religiosos, a negar qualquer influência religiosa fora dos
limites do TORAH ( ou Pentateuco, os 5 livros bilbicos escritos por Moisés ) e
tudo aquilo que aparece depois, escritos fora destes limites, assim como
rejeitaram a ressurreição dos mortos, como um dos aspectos centrais da doutrina
cristã.(Cf. NIV. Commentaires, The Time
between the Testaments) Os Fariseus
também se impõem como força de rejeição ao Evangelho de Jesus. E forças de
oposição sempre existiram e existirão na história da humanidade, como respaldo
das forças de oposição criadas pela dialética do mal, em oposição ao próprio
Reino dos Céus. Com os Fariseus, não
foi diferente, como força de oposição ao Mestre, durante seu ministério
terrestre. Assim como os Saduceus radicalizaram sua influência sobre os
escritos fora dos limites do Torah, contra toda e qualquer influência religiosa
fora dele, os Fariseus criaram uma força racional de proteção ao judaísmo, ao
status quo judáico, uma força de contenção, como um muro restrito obstruindo
forças contrárias ao judaísmo, da forma como fizeram contra Paulo e como
fizeram contra o próprio Jesus, impedindo-os de terem acesso aos judeus. E isto
permanece até hoje. Se os judeus hoje, são tidos por separados, limitados e
restritos em sua doutrina, isto se deve a forças de oposição criadas tanto
pelos Saduceus, quanto pelos Fariseus. ( O Plano de Deus era o de permitir a
cristianização do judeu, como nação santa, povo escolhido para o propósito de
Deus no Reino dos Céus e desde o princípio). Isto certamente foi o que motivou
Paulo em suas viagens missionárias a divergir, a mudar o foco de seu
evangelismo, voltado então contra os judeus e favorável aos gentis. (Cf. Atos
18:6 e Romanos 9:6b). Alguns teólogos e historiadores chegam até mesmo a
afirmar que por influência dos Saduceus e dos Fariseus, os judeus dão mais
ênfase ao Talmud e ao Midrash da fé Judaica, do que a uma leitura interpretativa
e profunda centrada no Tanakh (ou Bíblia Judáica, com 24 livros ). (Para maiores detalhes sugerimos a leitura
de “Church History in Plain Language”, by Bruce L. Shelley, cap. 1, “ The age
of Jesus and the Apostles 6 BC. – AD 70, a série de livros de Will Durant, The
History of Civilization, ou ainda, The Early Church by Henry Chadwick e outros,).
Hoje, as forças de oposição na história são de
mesma natureza, mas apesar de uma dialética diversificada ( hoje não seguimos
mais o modelo dialético platònico/aristotélico, mas a dialética kantiano/hegeliana, sobre as
quais ainda falaremos ), seguem os mesmos padrões, essencialmente se predispondo
contra o Reino dos Céus, ou se opondo de alguma forma e com alguma força a algum
tipo de realidade histórica, ou político /social, ou filosófico/teológica. Foi
o que tentamos mostrar com a Filosfia, nos primórdios da formação do pensamento
filosófico grego, forças agindo na Filosofia, na mente dos primeiros filósofos
gregos, forças dinâmicas, interagindo dialeticamente contra as idéias humanas,
produzindo uma significativa oposição à mente racional humana, e criando
alternativas contrárias e negativas, como vimos no capítulo 10 desse estudo. Forças
que se opuseram à pregação do Evangelho de Jesus durante o tempo do evangelismo
paulino, forças contrárias à formação e ao florescimento da Igreja Primitiva
com Paulo e com o evangelismo apostólico
de modo geral. (cf. Atos 5:28) Como
seu propósito original, Satanás teve como intúito interferir na mente humana,
pela primeira vez, criando a maior de todas as rejeições ideológicas na mente
de Adão e Eva, perssuadindo-os a rejeitar e desobedecer a Deus, causando o
primeiro pecado contra a Lei de Deus. E isso é o que Satanás sabe fazer muito
bem: vender idéias, suas idéias, em oposição ao Reino dos Céus.
Assim como tais forças se manifestam contrárias
ao propósito original de Deus para o Reino dos Céus, elas se levantam também
contrárias à pregação do Evangelho hoje. O Evangelismo cristão como demanda
originária de Jesus para a Igreja Cristã, sofre desde o princípio, todo o tipo
de rejeição histórico/filosófica que o impede de avançar em seu propósito de
salvação da humanidade. O livro de Atos
mostra-nos várias referências em que tal oposição ao evangelismo se evidenciam,
e também situações de defesa clara favorável aos apóstolos, como vemos em Atos
5:34. Os apóstolos em repetidas ocasiões eram impedidos de falar em nome de
Jesus, ou rejeitados como evangelistas, como vemos em Atos 5:40.
Existe um paralelo muito claro e evidente entre
a oposição ao evangelismo dos tempos
apostólicos e o evangelismo de nossa era pós-moderna. Hoje a oposição é acima
de tudo cultural/ideológica no mundo
ocidental e assume carater de oposição político/religiosa com rigores de
violência no mundo Oriental. Com relação ao relacionamento entre Teologia e
Filosofia ou entre o Evangelho de Jesus Cisto e a exposição racional/imanente
do pensamento filosófico, o que pudemos observar é que houve um tempo em que
ambos os pensamentos (ou ambas as vertentes do pensamento humano, Teologia e
Filosofia) estiveram próximas de uma síntese significativa, ou de uma unidade
de raciocínio que poderia tê-las como caminhando próximas uma da outra, a tal
ponto de promoveram uma fusão em sua linha de raciocínio, que evidenciasse sua
unidade. É o que pudemos observar durante o período historico chamado de Escolástica,
previamente chamado de Patrística. Neste periodo que se extende por toda baixa
Idade Média, tem início praticamente desde o aparecimento de Santo Agostinho( para
os católicos) ou Agostinho de Hippo, (para os protestantes) no ano em que ele
nasceu em 354 AD. ( 354 da Era Cristã, ou Anno Domini, em latim, ou Ano do
Senhor ). Durante a Patrística houve realmente uma grande tentativa de se
conciliar ambos os pensamentos da Teologia e da Filosofia. Neste período Platão
era mais influente do que Aristóteles. Os pensadores e Teólogos desta época acharam
por bem trazer a razão do pensamento filósofico, ao auxílio do pensamento
Teológico. Ou seja, a razão auxiliando a Fé, ou a Revelação da Palavra de Deus
sendo auxiliada pelo pensamento filosófico. Para Agostinho a Fé ajudava a
Razão, assim como a razão auxiliava a Fé. Paulo
logrou esta conciliação quando pregou aos gregos do Areópago, falando sobre O Deus Desconhecido, o que traria
consistência ao pensamento filosofico grego, e faria a conciliação definitiva
entre a Revelação da Verdade Divina (na Teologia), com o pensamento filosofico/idolátrico,
platònico/imanentista de então. Mas como nós bem sabemos, tal conciliação não
foi possível, porque o Cristianismo, ou as estranhas idéias trazidas por Paulo
ao Areópago, não foram aceitas. Faltou aos gregos perseguirem a exposição
teológica da VERDADE conforme Paulo pregou, e tê-la aceito definitivamente. Pelo
contrário, tanto o Cristianismo quanto Paulo foram regeitados em Atenas, bem
como em toda a Grécia de seu tempo. Houve um período de certa confusão nesta
tentativa de fusão entre Razão e Revelação, e durante algum tempo o pendulo
oscilava entre razão e fé, misticismo, Cristianismo racionalista, humanismo
filosófico e Teologia Naturalista, até que por volta do século 13 AD., Tomás de
Aquino trouxe uma discussão teológico/filosófica mais voltada para o pensamento
racionalista Aristotélico. Tomás de
Aquino deu enfase à razão no sentido
de trazer elucidação ao pensamento revelado pela Palavra de Deus. Por esta razão o Racionalismo Aristotélico toma forma e se destaca em defesa aos dogmas
da fé cristã. Isto acontece num período já definido como Escolasticismo. A
Dialética Aristotélica é frequentemente usada por Tomás de Aquino para dar
relevância e provar o conhecimento dos mistérios sobrenaturais da fé. Havia,
então, uma espécie de conciliação sistemática entre fé e razão. Mas, com Tomás
de Aquino acontece o inesperado. Para ele, as duas ciências assumem um carater
distintivo e que portanto devem ser tratadas como tal. Tanto a Teologia quanto
a Filosofia devem assumir sua distinção como ciências que se
identificam separadamente. A partir de
então, houve uma separação não ainda definitiva entre Teologia e Filosofia, que
passam a ser aceitas dentro de uma concepção autônoma do pensamento
racionalista humano. Isto abre caminho para a Teologia Naturalista, para o
Humanismo Filosófico, etc., advindas dessa abertura concebida a partir da autonomia
proposta a ambas, por Tomás de Aquino. Houve então uma verdadeira avalanche no
pensamento filosófico/teológico humano e as duas ciências passam realmente a
florescer autonomamente, como ciencias distintas, separadas, e isto prevalece
até hoje. Algum tempo depois, com René Descartes, nasce definitivamente o primado do racionalismo
filosófico, com o racionalismo cartesiano, isto já em meados do século 17, ou
por volta do ano de 1630, quando o racionalismo assume uma postura definitiva.
Para Descarte a razão é a fonte mais elevada para o conhecimento ou
justificação. Com Descartes houve
definitivamnte uma separação entre Filosofia e Teologia. A Era Moderna do pensamento humano se inicia e a
Escolástica entra definitivamente em
declínio. É atribuída a Descartes a famosa frase COGITO ERGO SUM, ou Penso Logo
Existo, ou Raciocino, então existo. E isto se opõe radicalmente ao conceito
cristão de que O JUSTO VIVERÁ DA FÉ, e não somente da RAZÃO, como pensava
Descartes. Estas duas frases definem claramente o rumo tomado pelo pensamento
humano, com a RAZÂO, e o outro lado da reflexão humana com a FÉ que o leva a
justificar sua própria vida em Cristo.
O que prevalece hoje é essencialmente a
separação intelectual entre Filosofia e Teologia. As duas ciências caminham
lado a lado, dentro da história do pensamento humano, mas assumem carater
distintivo. Não se confudem, mas seguem por caminhos diferentes. E isto,
separarou definitivamente as duas maiores vertentes do pensamento humano, Fé e
Razão. Esta foi a nossa preocupação maior em falarmos sobre Filosofia caminhando
ao lado da Teologia, para que pudessemos entender melhor o que originou do
abandono secularizado que o pensamento humano impôs ao seu próprio destino histórico intelectual,
opondo-se radicalmente ao pensamento teológico da Igreja Cristã. No próximo capítulo deste estudo,vamos
apresentar algumas ideologias humanas que criaram a separação entre o
pensamento racional humanista, da sua opção pela FÉ em Jesus Cristo e pela
Palavra de Deus, o que criou uma cada vez maior separação entre Fé e razão.
Todos os apelos atuais da mente humana criados contrariamente à Fé em Jesus Cristo, representaram uma séria
oposição ao Evangelismo, que vão criar sérios obstáculos e bloqueios à pregação da Mensagem Evangelística no mundo atual.
Sunday, August 16, 2015
IBVN –
BIBLIOTECA VIDA NOVA – BIBA – CRITICA DE
LIVROS.
“NUNCA
DESISTA DE SEUS SONHOS”. De Augusto Cury, editora Sextante, RJ Brasil, 2004.
Um livro muito interessante e bem escrito, que
discorre sobre um tema muito fascinante. E o autor como que expressa uma
análise descritiva da realidade, a partir do tema da projeção pessoal que cada
um de nós devemos dar aos sonhos que nutrimos em nosso coração. Para o autor sonhar faz bem. Não apenas os
sonhos que sonhamos dormindo, mas aqueles que projetamos enquanto olhamos
acordados para o futuro. Um dos trechos mais fascinantes do livro se inicia à
página 22, no primeiro capítulo, onde ele exatamente fala e descreve fatos ligados
à vida do maior de todos os vendedores de sonhos: Jesus Cristo. Devemos apenas
nos precaver de algumas idéias um tanto quanto extravagantes demais para serem usadas com determinados personagens da história. Dizer que Jesus vendia sonhos, por mais figurativo que isto pareça, soa um
tanto quanto inusitado. À página 32 o autor se refere a alguém que “Vendia o
sonho de um reino justo”. Você leitor deve se perguntar, não num sentido
puramente crítico, mas numa análise interpretativa visando o que a Palavra de Deus
acrescenta a respeito dessa idéia de Reino dos Céus transmitida pelo autor.
Pregar, ensinar e proclamar (gratuitamente) as boas novas do Reino ou sobre o
Reino dos Céus é diferente de “vender o
sonho de um Reino justo”. Todos concordam com isso. E ler um livro com um senso
crítico muito atinado com suas idéias, pode até mesmo bloquear sua mente acerca
do próprio livro. Mas, ler um livro que fala sobre um personagem que nós tão
bem conhecemos, deve despertar em nossa mente a exata noção do que significam
certas expressões, ditas por mera liberdade de exprimir. É evidente que Augusto
Cury é um grande escritor e que merece nosso respeito e atenção. Mas muitas vêzes
ele usa de uma linguagem técnica de difícil acesso à nossa compreensão. E ele
divaga muito, ou seja, se afasta muito facilmente do foco da temática central
do livro, ou do capítulo em questão, não porque ele é confuso, mas porque os
temas muitas vêzes exigem essa complexidade e vulnerabilidade nas idéias que
flutuam com muita densidade. Há, no entanto, capítulos inteiros com histórias e
exemplos extraordinários dentro da temática dos sonhos, como o capítulo 4, por
exemplo e o próprio capítulo primeiro, ( das páginas 22 até à página 46), que é
na verdade o mais fascinante e interessante capítulo do livro. Nestas páginas o
autor analisa sob o ponto de vista da psiquiatria e da psicologia as lições de
humanidade e sabedoria que Jesus Cristo ensinou e legou a seus discípulos e a todos nós. Ainda no cap. 4, depois de apresentar sua própria história como exemplo de persistência e dedicação aos próprios sonhos, ele descreve 8 ítens de sua teoria da Inteligência Multifocal. O ítem 3, à página 117 é o mais extraordinário. Ele mostra aspectos da memória que se bloqueia em função do estado emocional de cada pessoa. Uma tarefa arrojada para o autor é a de
lograr intercalar conceitos psiquiátricos ou psicológicos, com uma
interpretação teológica da pessoa de Jesus Cristo, o que não parece ser uma
tarefa muito simples. Portanto, é necessário muita concentração ao ler seus
livros, da mesma forma como devemos nos concentrar e ter uma atenção redobrada
quando lemos qualquer outro livro, ou por exemplo, a Bíblia. Mas, sem dúvida
alguma, as duas são leituras diferentes e cabe ao leitor se utilizar de seus
próprios recursos intelectivos quando se propõe a ler livros de tal
complexidade. Mas, com relação à pessoa de Jesus, que o autor realmente
respeita e admira, de qualquer forma, existem outros atributos essencialmente
bíblicos que definem o Mestre de forma mais justificada. E isso é muito
importante nesta leitura. Os judeus costumam dizer que “nós cristãos, costumamos vender a imagem de Jesus a qualquer custo”.
E isto soa pejorativo e injusto. E é claro que não é desta forma que nós iremos
nos referir a Jesus, apesar de aceitarmos com certa reserva, o que certos
autores dizem acerca de certos personagens. É uma excelente leitura, dentro de
uma perspectiva extremamente sábia, não somente por abordar um tema tecnicamente profundo, mas por tecer
comentários absolutamente incríveis à pessoa do Mestre dos Mestres, Jesus
Cristo. Mas não se deixe intimidar pelas idéias – aliás boas idéias – de
Augusto Cury, e além disso devemos entender que nossa formação bíblica é muito
mais bíblica do que meramente literária. Em última análise a idéia central do
livro parece se aplicar ao fato de que nossos sonhos serão plenamente realizados
e se tornarão realidade, à medida que nós soubermos entender a mensagem
profunda de amor que se projeta para o futuro, para a sublimação dos ideais de
perfeição que somente Jesus pôde nos ensinar. Em outras palavras, todos os sonhos são possíveis quando aceitamos estas palavras: Sem Mim Nada Podeis Fazer.!( João 15:5) O livro, de Augusto Cury, NUNCA
DESISTA DE SEUS SONHOS, está disponível em nossa biblioteca, mas apenas um
unico volume em Portugues. Faça bom proveito, sempre. **** (Este livro merece 4 estrelas)
Thursday, July 30, 2015
PROCESSOS QUE ENVOLVEM
MISSÕES E EVANGELISMO –
10
Secularismo,
intelectualismo filosófico florescente, a disponibilidade da incultura humana.
Paulo viaja a Roma e estabelece novas fronteiras. A dimensão espiritual do
Reino dos Céus.
Quando Paulo se moveu em direção ao Areópago de
Atenas com a intenção formal de pregar o Evangelho de Jesus Cristo, sob
orientação do Espírito Santo, Paulo, vamos dizer inconscientemente, detonava a
maior de todas as fusões na história do pensamento humano: Paulo criava a
Teologia. A Teologia então nasce do confronto entre duas realidades
pré-existentes. Primeiro, das forças confrontantes criadas pelo racionalismo
imanente da filosofia grega, (imanente, porque os filósofos gregos não
estabeleceram nenhuma verdade transcendente) e segundo, da transcendência espiritual das idéias
evangélicas (enquanto boa nova do Reino) do pensamento imutável e transcendente
de Jesus Cristo. Paulo teve a coragem espiritual de se projetar em meio ao “secularismo”
de uma Atenas intelectualista, absorvida pela idolatria e pelas forças
ideológicas e imanentistas da filosofia grega de então, numa missão profética,
que tipificava o secularismo urbano dos dias atuais. E Paulo, como sabemos foi
mais longe. Investiu contra Roma, a força do secularismo de seu tempo, porque
Roma era em tese, a síntese do mundo secular e urbano, o apogeu da cultura
universal de seu tempo, a apoteose da
politica e da cultura de seu tempo, assim como hoje existem cidades influentes,
denominadas metrópoles, caracterizadas por uma cultura pós-moderna secularizada.
A partir de então, nasce a Teologia, o debate
ou o discurso teológico. Nasce também a
formalização de uma das colunas que vão dar consistência à nossa cultura
ocidental: O pensamento Teológico Cristão, que traz também à reboque de suas
investigações e racionalismo, o debate apologético. Não podemos nunca deixar de
considerar que o Cristianismo é profundamente e transcendentemente racional. O
pensamento cristão se sustenta em bases espiritual/racionais, coração e mente,
espírito e razão. O cristianismo se sustenta na força espiritual transcendente
das idéias propostas sobre o Reino dos Céus, estabelecidas pela mente
espiritual e a lógica eterna de Jesus
Cristo. Quando João declara em seu evangelho que Jesus Cristo é o LOGOS espiritual
de Deus, João afirma que a lógica eterna de Deus supera e sustenta a
lógica racional humana. João, em seu evangelho, como Paulo, em Romanos, operam
racionalmente no sentido de tansportar o pensamento transcendente divino para o
âmbito histórico do pensamento humano. E isso detona o que muitos teólogos
chamam de Paradoxo do Cristianismo, a tentativa de implantar na limitação da
mente histórico/racional/imanente humana, a novidade ( evangelion ) da mente
transcendente racional divina, o que para a Teologia é quase impossível apenas
à luz da razão humana. Se Deus não nos concede a Palavra e a fé, um dom
espiritual divino, não nos seria possível entender as propostas eternas do que
Jesus Cristo quis ao declarar as projeções escatológicas do Reino dos Céus. O
Cristianismo, então, é uma doutrina essencialmente paradoxal. Não se esqueça que para os Estóicos, (sec. 3
BC) muito antes do florescimento do Cristianismo, a palavra logos
era usada para designar em escala cósmica a razão que dava ao mundo e
ao Universo, ordem,significado (sentido) e congruência.
(Aliás, uma clara
definição de Reino dos Céus se nos afigura agora, como sendo: O Reino dos Céus
é a concretização formal histórico-espiritual e transcendente (não utópica) do
ideal espiritual de Jesus Cristo a ser realizada no fim dos tempos - embora
atualmente presente -, sob o ponto de vista escatológico, contrariamente ao
“regime ideal” platônico, e também contrariamente à “Utopia” de Thomas Morus,
às propostas político-idealistas de Maquiavel, de acordo com seu livro “O
Príncipe” ou a “mentira intencional maquiavélica” {de que fala
Olavo de Carvalho em seu livro “Maquiavel e a confusão demoníaca”}, e ainda contrariamente à
ideologia da nova ordem {Nova Era} mundial sustentada politicamente pelo
marxismo cultural gramsciano.O Reino dos Céus não tem sustentação política,
por não ser desse mundo, mas se projeta a partir da proposta espiritual e
divina de Deus Pai, na pessoa de Jesus Cristo, que veio para redimir a Terra, o
homem integral, a história, a política e a cultura humana dentro e para a
dimensão eterna de seu Reino dos Ceus. Em síntese, o Reino dos Céus é o reino
do além, ou o reino da transcendência, e o Reino de que fala a Palavra sobre o
que ele é em essência. Em última palavra, o Reino dos Céus é a morada
espiritual, eterna, de Deus. )
E da mesma forma como João fala de LOGOS, João
também se refere ao sentido ultimo da história humana, que faz sentido somente
dentro da transcendência eterna do pensamento cristão. LOGOS que também significa Razão, discurso, Palavra
e SENTIDO. E ao afirmarmos que Jesus é o LOGOS eterno de Deus, Jesus é em essência
o sentido transcendente da história da humanidade, o sentido para o qual a
igreja caminha, para o Reino dos Céus, que somente passa a existir
historicamente, pela revelação do evangelho de Jesus Cristo. E esta idéia de
transcendência eterna também foi revelada por Jesus a João nas visões
espirituais atestasdas no livro de Apocalipse, que apresenta a visão profetica
do Reino dos Céus, dada a João na ilha de Patmos, relativamente às 7 Igrejas
fundadas por Paulo, relativamente ao fim dos tempos, ao destino da humanidade, o início da
glória eterna do Reino e a vitória final de Jesus Cristo. Deus se movimenta então de revelação em
revelação, através da idéia de Reino dos Céus na Terra, primeiramente no livro
de Gênesis, em que o Éden (o Reino dos Céus na Terra) cessa de existir “historicamente”
e numa concepção transcendente, quando o
homem peca contra Deus, e a Revelação da Glória eterna de Jesus Cristo, e o
Reino dos Céus, transcendência eterna de Deus, para além da história, no livro
de Apocalipse, que ainda não existe historicamente, mas apenas como promessa
escatológica. A história humana é apenas
um hiato, uma projeção temporal, entre duas revelações: uma revelação
estabelecida no Éden e a Revelação do Reino dos Céus no Apocalipse para além
de uma meta-história humana, quando o homem cessa de pecar, e entra na glória
transcendente do Reino. A razão humana, e o esforço teológico, não conseguem
estabelecer racionalmente toda a idéia e dimensão do Reino dos Céus, antes da
história humana, no Éden, sem o pecado, e a idéia do Reino dos Céus pós pecado,
estabelecida pelo próprio Deus e revelada por Jesus no livro de Apocalipse, a
não ser que o próprio Jesus a faça
revelada. Esta é a Palavra que o irracionalismo humano tenta negar e refutar historicamente através
da ideologia do pensamento secular irracional, imanentista humano, através de
muitas ideologias criadas ao longo da história por uma série de ideólogos
humanos, e que o ser humano, hoje, abraça de modo irracional e sob a inflência
de Satanás.
O filósofo grego Platão entendeu claramente que um conceito absoluto, ou uma verdade
absoluta era fundamental para a existência de uma moralidade real, - e isso
originalmente deu credibilidade filosófica à “ética” platônica, - queiram ou
não queiram os filósofos do gnosticismo clássico ou contemporâneo, queiram ou
não queiram os teóricos criticos do Neo-Marxismo Cultural, ou os membros da
chamada Escola de Frankfurt germânica ou européia, ou hispano-americana, em sua
argumentação desfavorável à filosofia platônica, ou desfavorável às idéias do
cristianismo romano ou pós-reformado, ou apesar das idéias do filólogo Wilhelm
Humboldt, - para quem a “moralidade
humana, até mesma a mais elevada e substancial,
não é de modo algum dependente da religião.” Aliás essa idéia de conceito absoluto
formando uma moralidade humana faz parte da filosofia clássico-grega de modo
geral e isso é percebido no idealismo platônico, e na filosofia que floresce a
partir de Platão, como em Aristóteles e nos Neo-Platònicos da Renascença e da
Idade Média também. ( Cf. “Death in The
City” by Francis Schaeffer, pg. 108 ). No entanto, como já vimos, na época em
que Paulo pregou aos gregos, a plenitude dos tempos já havia preparado caminho
para que essa moralidade conceitualmente absoluta, viesse criar caminhos para
uma maior absorção e aceitação da idéia de transcendência que irrompeu na
história através da VERDADE que é Jesus Cristo. O que os filósofos gregos a
partir de Sócrates, fizeram, prevalece até hoje no pensamento filosófico
ocidental, de tal forma que todos nós, quando pensamos filosoficamente, ou
somos de alguma forma platônicos, ou somos aristotélicos em um sentido, tal a
grande influência recebida pelo pensamento ocidental advinda dos filósofos
gregos. ( Para maiores insigths cf. “The Great Conversation – A
Historical Introduction to Philosophy”, by Norman Melchert, et alli. ) A influência de Platão na história
filosófica de Atenas do tempo de Paulo, como forte influência no mundo secular,
mostra que os gregos já viviam sob a influência de suas idéias, no ideal
utópico de um “estado” perfeito (como lemos em seu livro a “Republica”, e a
democracia ateniense demonstrava isso ) que mostra existir a possibilidade de
uma realidade além do meramente real, ou idealista, e esse ideal utópico,
estabelecia que o homem poderia viver numa sociedade perfeita e desfrutar de
uma boa vida. E isso abre caminho para um entendimento mais claro do ideal
cristão no Reino dos Céus. E a execução de Sócrates em 399 BC demonstrou-lhe
que o estado grego não era um bom estado político/social, por causa dessa
injusta execução. Suas idéias prevaleciam, então, na Atenas do tempo de Paulo,
não apenas por refutar os sofistas, o ceticismo, o gnosticismo e o relativismo de então, bem
como o pensamento de Demócrito, ou de Protágoras, e outros, acerca da realidade. Platão leva o discurso
sobre a realidade a um nível mais profundo de investigação intelectual, além do
meramente doxológico, - baseado em meras opiniões humanas, - para o nível de
uma profunda investigação da razão e do conhecimento. Para Platão, conhecimento envolvia verdade. Para o evangelismo paulino, também, o
conhecimento revelado a ele através de Jesus Cristo, deu-lhe a entender que
conhecer a Cristo envolvia e implicava o conceito de VERDADE, não somente a
idéia de verdade estabelecida através da pessoa de Jesus Cristo, mas o conceito
absoluto, filosófico e teológico de VERDADE, conforme Paulo a expressa
repetidas vêzes no livro de Romanos, (e em todas as suas epístolas) como
expressão máxima que se identifica com a pessoa de Jesus Cristo e como
identidade testemunhada por sua própria vida como apóstolo do Senhor Jesus. (
Cf. Romanos 9:1 ). Isto foi o que Paulo demonstrou em Atenas, (mas uma verdade
eterna, pessoal , encarnada em Cristo) quando de sua pregação no Areópago: o
conhecimento da Verdade que é Jesus Cristo, levaria a razão humana a entender a
realidade “Reino dos Céus”, não como realidade utópica, porque a verdade já
estaria consumada em Jesus Cristo e a ideia de Reino dos Céus se torna real na
Ressurreição e Ascenção de Cristo aos Céus. O que houve em Atenas, entretanto,
foi uma congestão da verdade, uma forte indigestão causada pelo impacto da
verdade sendo revelada por Paulo, uma forte dose impactante e paradoxal. E tal
indigestão obrigou os judeus e opositores filosóficos de Paulo a agredirem a
Paulo e a expulsa-lo de sua presença. ( Confira em Atos dos Apóstolos, o início
da oposição ao evangelismo apostólico a partir de Atos 5:17 ). ESTE É O IMPACTO INCLUSIVE CAUSADO PELA
VERDADE DO EVANGELHO DE JESUS NO MUNDO DE HOJE! E tal congestão não impediu a
filosofia de prosseguir em seu discurso através da história do pensamento
humano, para criar oposição ao conceito de verdade conforme pregada por Paulo. Em
contraposição ao conceito único de VERDADE definido pela Palavra de Deus, a
Filosofia passa então a divergir em sua investigação metafísica, buscando
definir sua “própria verdade”, ou seja, a verdade própria da filosofia, A
VERDADE DO RACIONALSMO FILOSÓFICO, fruto aceito apenas pela investigação
meramente racionalista do pensamento humano. A partir da flosofia grega, de
modo geral, a Filosofia insiste em divergir, e passa a negar o conceito de
verdade conforme estabelecido pela Doutrina Cristã, ou pela Doutrina Teológica
da Palavra de Deus. Desde que tal doutrina se estabelece pela pregação de
Cristo e pelo testemunho vivo dado pelo discurso apostólico paulino, a
Filosofia então se entrega ao próprio caminho da investigação racional e humanista do
conceito de verdade. Uma longa tradição humanística floresce então como força de oposição ao Evangelho de Jesus. Embora os Católicos não o adimitam, Tomás de Aquino, além
de suas virtudes, causou um profundo dano à história do pensamento
filosófico/teológico na mente humana, ao admitir que a RAZÂO humana não havia
sido contaminada pela QUEDA DO HOMEM após o pecado.
(Se você me perguntasse o que ocorreu no
Período histórico de 400 anos separando os dois Testamentos bíblicos, - o
período que se estende de Neemias/Malaquias até o ano 5 BC, ou o aparecimento de João Batista, de acordo com alguns
historiadores - , tal período foi caracterizado por uma transição cultural
muito significativa. {Bruce L. Shelley
em seu livro “Church History in Plain Language” logo no primeiro capítulo
intitulado “The Age of Jesus and The Apostles”, estabelece como parâmetro
cronológico o ano de 6 BC como
início histórico da época que delimita o início de uma nova etapa histórica e o
início de um novo testamento bíblico}.
Vários conflitos aconteceram neste período,e também mudanças no cenário
politico e cultural do mundo conhecido até então. Mas, eventos de grande
importância aconteceram na Grécia. Poderíamos dizer que a mente humana evoluia
filosoficamente desde Sócrates – que morreu em 399 BC - e que Deus preparava o
terreno intelectual para que a mente humana absorvesse as idéias
revolucionárias que haveriam de surgir com o advento do Cristianismo 400 anos
depois. Apesar de todos os conflitos
deste período, a Filosofia contribuiu de alguma forma como substrato cultural
que permitisse ainda mais a evolução da mente humana. Assim como Deus age interferindo significativamente na história
político/social da cultura humana, ele também age na formação intelectual da inteligência
humana, preparando-a de alguma forma
para o que lhe haveria de convir. Não
nos esquecendo que o diabo também age na história. Também não é coincidência
que Deus tenha permitido a ascenção do Império Romano, por volta de 63 BC., o
que serviu de base geopolítica para a difusão histórico/social do cristianismo,
bem como abriu caminho e facilitou o florescimento do evangelismo cristão com
Paulo. Portanto, muitos eventos de importância aconteceram neste período, conhecido
como Período Inter-testamentar,
eventos políticos, culturais, sociais e filosóficos. A História deste período acontece de modo oculto, en função de uma excassez de informação histórica. O que sabemos através de fontes muito restritas (desde que Josephus não nos pôde revelar muita coisa) é que houve um peíodo de helenização da cultura devido à grande influência imposta pelas conquistas de Alexandre, o Grande, até que Roma toma o poder. De modo geral as forças de oposição são transitórias entre a Grécia e Roma, que finalmente em 63 BC, estabelece seu domínio e prevalece durante alguns séculos, até 476 AD. A História, então, se mostra como o
substrato cultural que sobrexiste paradoxalmente entre forças de oposição
estabelecidas por Deus e pela influência maligna de Satanás).
O predomínio da Filosofia no mundo ocidental
mostra hoje, quão forte e duradoura foi sua influência logo que ela surgiu no
cenário cultural da humanidade. E juntamente com ela nasceu também a Teologia.
E a Teologia nasce exatamente do confronto entre o pensamento filosófico grego
e o debate “teológico”, ainda não definitivamente teológico, quando Paulo
começa a argumentar com o discurso filosófico acerca das verdades contidas no
Evangelho de Jesus Cristo. De alguma forma a filosofia grega criou o cenário
apropriado para o florescimento do discurso teológico, quando a verdade da
Palavra de Deus, começa a ser confrontada pela investigação e pelo
questionamento filosófico. (Não podemos
nos esquecer que a Filosofia é
anterior à Teologia e até mesmo ao Evangelho de Jesus Cristo.) Simultaneamente nasce também a Apologética
como uma das primeiras disciplinas dentro do discurso teológico. A obra
filosófica de Platão é muito vasta e seria muita presunção discuti-la ou apresentá-la aqui neste estudo,
desde que nosso objetivo maior é com o evangelismo. Mas, apresentá-la
sumariamente vai servir para situar o cenário histórico em que ele viveu, e o
que vem após ele, uma vez que o florescimento da filosofia nunca parou de
crescer. Pelo contrário, continuou com Aristóteles, onde não só a filosofia
evoluiu, mas a partir de Aristóteles outras ciencias também apareceram no
cenário cultural. Enquanto Platão falava sobre a alma humana, num debate
animista, ( anima, quer dizer alma)
como manifestação do ser real, ou do homem real, (não o corpo, mas a alma) em
sua visão idealista acerca do ser humano, a visão de Aristóteles era um
pouco mais complicada. Aristóteles fala do homem como um ser racional. O debate
agora, em Aristóteles passa a ser racionalista. E Aristóteles inaugura com
Tomás de Aquino a força da tradição
filosófica Aristotélico-Tomista, que é essencialmente o respaldo de nossa
tradição filosofico-clássico-cultural até os dias atuais. A Igreja Católica
Romana ainda hoje se utiliza profundamente da força do pensamento teológico de
Tomás de Aquino. Os teólogos e filósofos católicos sempre voltam a Tomas de
Aquino (1225-1274) quando buscam sustentar seu discurso teológico, em oposição
ao nosso referencial evangelistico, biblico, reformista, baseado somente na
Palavra de Deus. E esta é uma característica que define profundamente as duas
posições cristãs doutrinárias: de um lado o Catolicismo Romano, com sua enfase
no Catecismo da Doutrina Católica, nos dogmas da Igreja, no código do Direito Canônico, no Missal da Igreja Católica, na obediência à
hierarquia da igreja e ao papa, e do outro lado a Igreja Cristã Evangélica Reformada,
que surgiu a partir de Martinho Lutero, com sua ênfase na Palavra de Deus, a Bíblia, e a fé em Jesus Cristo. Os danos
causados por Tomás de Aquino na historia do pensamento filosófico/teológico são discutidos por Francis A. Schaeffer, embora parcialmente, em seu livro “Escape from Reason” (InterVarsity Press-Downers Grove-Illinois, 1968-USA). Este
é de modo muito sumário, o cenário do panorama histórico e cultural que se
desenrola a partir da filosofia grega, continuando com a Doutrina Cristã, a
partir da vinda de nosso Mestre Jesus Cristo. E continua com o evangelismo
Paulino em meio a um turbilhão de oposições, rejeições, violência e martírio,
que no entanto JAMAIS impediram o florescimento do cristianismo como única
verdade absoluta e transcendente até hoje apresentada à humanidade. Não podemos
negar nunca que o secularismo ( e por
detraz dele, Satanás) foi e está sendo hoje, a grande força de oposição dialética a tentar impedir
o avanço do cristianismo, desde o princípio, desde a vinda da VERDADE, o senhor
JESUS CRISTO, o Filho do Deus Altíssimo.
O secularismo
necessariamente não pode nos afetar. O secularismo é como uma roupagem histórica
no século, na cultura, a mundanização da cultura e da história em função de seu jazer no malígno, uma superestrutura do mal, negativa, que sobrexiste em função da
derrota imposta por Satanás a Adão e Eva. No tempo de Paulo o “secularismo”,
que ainda não tinha um clara definição como o secularismo dos dias atuais, era
manifesto acima de tudo através da oposição intelectual sustentada pelo
pensamento filosófico grego, e também pela poderosa força de oposição política sustentada
pelo Império Roamno, que repudiava as idéias transcendentais do “pensamento”
cristão paulino, da mesma forma como hoje o evangelismo sofre o odioso repúdio
perpetrado pelo intelectualismo ideológico contemporâneo. Hoje no entanto, sob
a influência do Evangelho de Jesus Cristo, o secularismo, que é ainda o sinônimo da superestrutura do pecado em meio à
cultura caída em que vivemos, não tem poder para nos destruir, como não
teve poder para destruir ou subjulgar a Cristo num confronto direto entre as forças
de oposição e a força do Deus da Palavra. Em outras palavras, o secularismo
encarna o que vemos hoje na pessoa de Satanás, a síntese existencial de todos os
males, ou de todos os pecados. Quando Satanás confrontou Jesus no deserto, um
Jesus enfraquecido fisica, mas também historicamente, o que venceu Satanás foi
a Palavra. Isso quer dizer que NADA pode nos derrotar, NADA pode vencer àqueles
que estão em Cristo, o LOGOS de Deus, a PALAVRA de Deus. É impossível conceber
Jesus Cristo vencendo ao diabo, apenas por ordenar que um anjo o derrotasse por
si, ou que viesse lutar em seu favor, SE Jesus é a Palavra, Ele TEM a Palavra,
encarna a Palavra de Deus como o logos de Deus Pai. Portanto, o secularismo é efêmero como força cultural
diante do Cristo Palavra de Deus. Nada pode nos separar do amor de Deus que
existe em Jesus Cristo por nós. Nada e absolutamente nada. Nem mesmo o
secularismo satànico existente no mundo hoje. O respaldo maior do evangelismo
já está estabelecido em Cristo, na força e no poder do Evangelho que nós nos
propomos a pregar. De um lado nós temos o SECULARISMO, a síntese de todos os
pecados encarnada historicamente em Satanás e seus anjos e do outro, como força
de oposição na história, temos o EVANGELISMO, a síntese do poder da Palavra em
ação, agindo na história, na cultura, através do Espírito Santo, em nós, na Igreja Cristã, como a
única força existente em meio à imponência do século, na história que avança
paradoxalmente. E nada pode nos separar
da força e do poder do Evangelho de Jesus na história. Nem o diabo, nem o
pecado, nem a cultura secular, nem a ideologia do Marxismo Cultural, nem o
neo-ateísmo, nem o Islamismo, NADA, e isto já foi declarado por Jesus na Palavra.
MAS, diante de toda a vitória que existe em
Cristo Jesus, nós temos a história, nós enfrentamos o secularismo, nós temos a
oposição cultural imposta pelas forças imanentistas de oposição que insistem em
lutar contra o Poder do Evangelho. No mundo tereis aflições. Mas EU venci o
mundo. Disse Jesus em João 16:33. " I have told you these things, so that in me you may have peace. In this world you will have trouble. But take heart! I have overcome the world." E isso como que nos arrebata a um nível de fé e de vitória
absolutamente indestrutível e imprevisivel dentro do contexto secular em que
vivemos. No entanto, importa-nos conhecer a história, importa-nos conhecer o
inimigo que enfrentamos no dia-a-dia secular, para que não nos surpreendamos
desnecessariamente. Jesus não se surpreendeu no deserto, depois de 40 dias de
fome e abandono histórico, quando o diabo o ameaçou com a dialética da
destruição, da submissão, do senhorio mundano. Jesus apenas se manifestou como
Palavra de Deus, e a expressou diante de seu inimigo, e a manifestou como força
absolutamente poderosa e destrutiva contra a investida efêmera do diabo. Essa é a força aparente que existe hoje no
secularismo, diante da força e do poder do Evangelho. E a Igreja Cristã, hoje,
muitas vezes se mostra amedrontada, mesmo com todo o poder que está retido em
suas mãos. E essa força é liberada pelo Evangelho, no Evangelismo. Paulo sabia
disso, e em sua viagem missionária e profética a Roma, ele nos mostra que o
Evangelho é potencialmente a força espiritual na mente e no coração daquele que
crê em Deus e crê em Jesus Cristo. O que o impulsionava para a batalha no campo
espiritual é essa verdade absoluta que o leva adiante, destemivelmente, a
enfrentar os inimigos históricos, políticos e espirituais, nos lugares celestes
e nos lugares terrestres, o que em si, estabelece uma força de oposição
paradoxal entre dois diferentes reinos. A
seguir veremos a influência destrutiva e dialética das ideologias que avançam
impiedosamente sobre a humanidade e o que representa a Viagem Missionária de
Paulo a Roma, e sua contextualizada e tipificada influência no secularismo dos
dias atuais.
Tuesday, July 14, 2015
HEART BREAK
(that's for you)
Não te espantes em teu coração quando te disserem
Que não tens em ti a graça e a beleza que vem do alto.
Pois os seres de Deus os tem e como graciosos presentes
Se estampam na face de quem os tem como dádivas dos céus
Para os deleitar e a alegria dos que se dão as mãos como irmãos,
Na congregação dos santos onde um dia todos saberão se amar
Mais e mais, como nosso Deus que nos olha dos céus e
Nos escuta quando oramos e nos ama quando amamos.
Não te espantes
Quando no silencio da noite nossos lábios pequeninos
Balbuciarem palavras de louvor ou som de lamento
Para pedir que nos inspire mais e mais amor,
Então nos amaremos intensamente como Deus nos amou primeiro.
Beijo regendo uma natureza amorosa.
Brumas e raios unindo nada além do amor.
Braços no abraço de dois anjos cândidos.
Braços no abraço de dois anjos cândidos.
Bálsamo perfumado recobrindo teu corpo
Ungido de encantamento e nêsperas adocicadas.
Espero então que te banhes nas aguas inspiradas de meu pranto,
Repleto de palavras novas advindas de olhar-te,
Uma aura, duas asas, mais pareces um anjo.
Nascentes de amor certamente saem de ti e
Amanhã meus olhos serão bem mais atentos.
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