Wednesday, December 28, 2022

 ESPIRITUALIDADE E COMUNISMO NO BRASIL DE HOJE - 2

O espectro do SISTEMA mostra sua força à medida que os homens, e os partidos de oposição se tornam inativos, e os movimentos populares perdem sua força substancial gradativamente, pelas seguintes razões: 1). as motivações que levam a oposição a se sentir enfraquecida, não são substanciais, não são baseadas em argumentos politicamente indestrutíveis, mas se tornam sujeitas à influência aniquiladora da mídia, que exerce um poder manipulador, que constrange e mente aos movimentos populares, pois eles não são orientados por uma liderança solidificada em princípios essencialmente conservadores, que por definição, imprimem PODER não somente a nível linguístico, mas também de orientação política. De tal forma que, a propaganda da esquerda se reveste de intensa ironia, de informações fakes mas que têm poder para corroer as frágeis motivações sustentadas pelos partidos conservadores. E tais partidos parecem não ter poder para confrontar a esquerda, por temer a incosnsitência ou aparente consistência das forças abstraídas do poder sistêmico, em função de sua insegurança íntima. Existem, portanto, dois níveis de poder distintos. Isso demonstra que os partidos de esquerda abusam de sua influência sobre os conservadores, fazendo-os crer que o SISTEMA tem poder absoluto para lhes dar suporte (aos esquerdistas), para impor suas condições, para amedrontar os conservadores ao transmitir uma ideia falsa de que eles tem todo o poder. Existem, no entanto, dois poderes subreptíceis, aparentemente ocultos, representados por duas diferentes e opostas forças espirituais. De um lado o CRISTIANISMO que motiva os conservadores e por outro lado, o SATANISMO motivando os partidos de oposição, orientados pela ideologia do marxismo. Tais forças espirituais não devem ser entendidas como forças políticas mas elas são o substrato ideológico que orienta e imprime força e poder a ambos os partidos em oposição no cenário político. É evidente que ambas as forças espirituais não estão restritas somente ao cenário político brasileiro, mas se inserem também no contexto político de várias nações através do globo, onde quer que existam forças políticas em oposição. 2). A orientação transmitida pelo SISTEMA aos partidos de orientação marxista, não tem consistência, primeiro porque não têm o suporte ideológico baseado e transmitido pela espiritualidade satânica, o que seria uma farsa adimitir;  

Saturday, October 8, 2022

 

ESPIRITUALIDADE  E COMUNISMO NO BRASIL DE HOJE. 1

O Brasil vive hoje numa linha tênue entre espiritualidade e malignidade manifesta acima de tudo pelo confronto visível ante forças de oposição invisíveis. De um lado os que se declaram aliados ao satanismo e os que defendem sua fé no cristianismo. Dentro dessas duas vertentes ideológicas, os partidos políticos se manifestam e se mantém. Aliás, estas são as duas maiores forças "espirituais" que governam a humanidade e que sempre estiveram no comando do desequilíbrio ideológico governando o mundo politicamente. No sentido de que, quando se trata de definir o perfil espiritual de uma nação, os eleitores no Brasil se deixam manipular pela não veracidade dos fatos que subsistem no confronto ideológico. Explico: de um lado um candidato se manifesta favorável ao aborto, à ideologia marxista, à ideologia de gênero e a coisas desse nível intelectual, ao que se incluem a corrupção, e o próprio satanismo,  mas  não se dão conta do que isso representa em termos morais, éticos e espirituais.  Apenas se deixam manipular pelo espectro espiritual que domina sobre suas mentes como forças intrinsecamente antagônicas e indefinidas. Por outro lado, o outro candidato definiu claramente para que veio e o que supostamente o mantém no poder até agora, quando assume claramente seus ideais espirituais e políticos favoráveis à família, à oposição ao aborto, a uma política de oposição à corrupção, e aos ideais claros e bem definidos devotados ao cristianismo. Basicamente esse é o termo de definição que sobressai como espírito de época, como onda de espiritualidade que domina sobre a mente dos eleitores, a linha tênue que tudo orienta e governa no Brasil e no mundo.  


E muitos não se dão conta do que isso representa pois na verdade, essas são as únicas forças que desequilibram o fiel da balança. Não existe hoje, como não existiu no passado, uma terceira força de controle e desequilíbrio que tenha poder para desarticular essas duas grandes forças. Se existem, ou se elas existiram, elas são insignificantes. Esse é em essência o substrato ideológico que governa o espírito - e a mente humana desde o princípio da história:  duas forças únicas e antagônicas que regem e manipulam esse dualismo, sendo elas mesmas o próprio dualismo.  Bem e mal estão  na base do espectro político e espiritual que regem e manipulam a consciência humana de modo imperceptível. E o que rege tal confronto passa a ser definido como ideais conservadores de um lado e ideais pseudo-revolucionários do outro. Isso quer dizer que tais conceitos gerais sobressaem acima da linha tênue, ou seja, são visíveis ou mostrados no topo do iceberg. O que existe no substrato invisível - abaixo da linha tênue escondida no iceberg - é a força de manipulação, ou as duas forças maiores que dominam sobre a mente humana de forma não perceptível. Os partidos políticos se manifestam e subsistem nesse contexto, entre essas duas forças, não apenas por se manifestarem em termos de sua observação política, que opta por uma ideologia ou por outra, através da análise dos movimentos históricos tradicionais, visando apenas seus interesses de poder centrado nas forças de manipulação que os motiva. De tal forma que, os movimentos políticos no Brasil aderem aos movimentos políticos globais, definidos historicamente através da eclosão dos movimentos político-ideológicos que surgem a cada momento histórico.


Tomemos como exemplo, o surgimento dos partidos políticos no Brasil de orientação socialista, a partir do início dos anos 80, que nasceram seguindo a uma tendência da eclosão das ideias marxistas que explodiam por todo o canto na Europa. E os anos 80 foram, essencialmente, no Brasil os anos da eclosão do socialismo brasileiro, em função das ideias marxistas que se espalharam da Europa desde o início do século XX, para o mundo, trazidas para as Américas a partir do remanescente de egressos ideológicos que fugiam da perseguição impingida por outros movimentos político-ideológicos mais significativos. O contexto histórico e cultural do Brasil sempre foi caracterizado por uma profunda miscigenação cultural e religiosa, que originou duas forças essenciais: de um lado a espiritualidade católica deu origem ao conceito de “nação mais católica do mundo” e, aliada ao crescimento das forças espirituais do protestantismo, que contribuíram para criar a força de oposição ao catolicismo, produziram um antagonismo, que resultou em duas forças contrárias, mas sobreviventes até hoje, que se aliavam conscientemente ou não, à adesão a outros movimentos religioso, ou pseudo-religiosos, que formaram o sincretismo religioso no Brasil, desde o início de seus primórdios históricos. Estava criada então, o milieu histórico e político social que daria origem à adesão ideológica dos partidos políticos, orientados para a direita ou para a esquerda, cujo substrato seriam as forças religiosas já existentes, e as forças políticas de esquerda que já buscavam se infiltrar no país. 


Desta forma, temos que no Brasil, a influência do marxismo se insere no contexto do sincretismo religioso, não cristão, e aderente do satanismo, do candomblecismo, do espiritismo etc.,  para se manifestar politicamente e obter a adesão da massa religiosa manipulada e se manifestar como ideologia de oposição aos conservadores, que se dizem aderentes do cristianismo.  Essa é a razão pela qual os dois candidatos majoritários que disputam as eleições de 2022, são definidos essencialmente em suas linhas de adesão antagônicas basicamente definidas por um lado, os CONSERVADORES, representados pelo presidente Bolsonaro, e a oposição intrinsecamente satanista, ou SOCIALISTA representada pelo candidato do Partido dos Trabalhadores, Lula da Silva. Os demais partidos políticos, de menor expressividade política, se movimentam com uma influência insignificante, dentro do bojo dessas duas grandes forças majoritárias.  Por mais que os socialistas busquem excluir a influência da religião em suas plataformas políticas, eles não o fazem, pois dependem dela para lutar pelo poder no país, muito embora saibamos que as ideias do marxismo da forma como foram concebidas, rejeitem intrinsicamente a religião.  Esse é o perfil do socialismo no Brasil: influenciado por uma profunda miscigenação religiosa, o que o define como um sistema sui-generis, embora miscigenado e confuso.


Sunday, September 4, 2022

trecho de meu novo livro A TERRA DE NODE. sendo publicado ate final de setembro, no Brasil, pela Editora Garcia. . 


 Mas os anjos todos do céu nunca puderam ter a completa noção do poder extraordinariamente grande de Jay. Até àquele ponto, cerca de um terço de todos os anjos já se haviam rendido à implacável sedução de querubim Lúcifer, não que ele fosse um líder político nato, - um líder espiritual, talvez - ou que de si emanassem poderes inexauríveis, ou que sua aparência fosse a mais nobre dentre os de sua classe, ou que suas asas dispostas simetricamente três a três, somadas à beleza dos grandes olhos azuis, fossem-lhe de uma originalidade primorosa. Ou que o brilho ofuscante de luz fluindo de si, fosse a razão maior da atração contagiante. Dentre as múltiplas constantes celestes, a beleza certamente não poderia jamais ser considerada mera variável. Outros anjos eram da mesma estirpe. Anjos, que dentre as nove categorias, eram figuras excêntricas, belos e de poderes extraordinários. A grande distinção aplicada a querubim Lúcifer era a de que seus poderes atingiam uma dimensão hiper extraordinária, no que se refere aos poderes aplicados às nove categorias de anjos criados por Jay, para que a noção de hierarquia dentre os coros angélicos, fossem dignas de distinção e de exclusivo poder, atendendo às funções pertinentes e relativas ao trono. Aquilo era o céu! E lá dentro os ânimos eram outros, a liberdade era absolutamente mais livre e a segurança na tomada de decisões favoráveis a este ou àquele partido era total. Não havia o que temer. Todos estavam no céu e o infinito estava à sua frente. Se Jay não existisse tudo teria sido diferente. Mas Ele estava ali, todos os seres celestiais ali estavam, o Universo estava a um palmo de suas mãos, a invencibilidade, a infinitude, a glória, o poder, a eternidade, o céu! E o ProLu poderia também ter se tornado uma possibilidade real, totalmente viável. Afinal, era apenas um enorme agrupamento de anjos no espaço livre do céu, com possibilidades reais de existência. Obstáculos não existiam, dúvidas não existiam, pesares não existiam, dor não existia, angústia, sofrimento e miséria não existiam, mas a infinita realização de possibilidades reais.

Friday, August 26, 2022

 O CURTA METRAGEM ILHA DAS FLORES - 3

A Constituição mantinha uma série de  prerrogativas não democráticas, que existiram antes  na constituição dita autoritária. Supostamente cria-se que a persistência (não apenas) constitucional da influência dos militares no Brasil, estava aliada ao “imperialismo” americano, que, segundo a mídia e o descontentamento social,  criara o agravamento da disparidade (ou o gap) entre ricos e pobres, o aumento das crescentes ameaças de revolta popular, num país, o Brasil, cuja economia era tida como a maior da América Latina, mas onde a maioria das pessoas vivia em extrema privação. Em função da crescente ameaça da influência do comunismo no país, - nas universidades, nos sindicatos, nas associações estudantis -  aliada à constante ameaça do autoritarismo militar, gerou-se um clima de insegurança,  e de mudanças  alternativas. De modo geral o clima de insegurança e ameaça na América Latina, nos países já mencionados, também contribuiu para o clima de instabilidade sociopolítico no país.  Havia realmente um clima de instabilidade política no Brasil, e isso foi visível na disputa que se estabeleceu entre dois partidos majoritários. De um lado Collor de Mello, representando o pequeno Partido da Reconstrução Nacional e do outro, Lula da Silva, do Parido dos Trabalhadores, visivelmente socialista, no segundo turno das eleições de  1989. Com Collor, veio uma maior instabilidade política, além de corrupção e inflação. Collor obteve o apoio de Sarney, e este tinha um apoio incondicional dos militares. De modo resumido e generalizado, tal era o clima de instabilidade política que vivia o Brasil na década de 80.           

 

ILHA DAS FLORES

 

    Com o crescente aumento da influência do socialismo no país, acima de tudo pela massiva influência das ideias de Marx nas universidades brasileiras[1], a partir do início dos anos 70, era comum observar-se que a mídia, os formadores de opinião, a classe política e a sociedade civil de modo geral se alinhavam cada vez mais com as ideias do ideólogo alemão. De modo sutil, mas consistente com tal ideologia, o curta metragem “Ilha das Flores” reflete influências do socialismo. Não somente em sua temática, ou seja, nas ideias que ele veicula, mas ainda no cenário, na amostragem das profundas diferenças sociais relatadas, na sua sequência


[1] Em relação à influência do Marxismo nas Universidades brasileiras nos anos 70, e através dos anos 80,  fui testemunha ocular desse fenômeno enquanto estudante do IFCS.( Instituto de Filosofia e Ciências Sociais), da UFRJ., onde a grande maioria dos estudantes dessa época, quando não eram adeptos de partidos de esquerda, eram membros ativos de grupos marxistas, como a UNE, o PTB, de 81, o PDT. de 81, o PT. de 82, o PcdoB., de 88, o PSB. de 88 e o PSDB., de 89, todos eles com índole socialista, além de outros partidos marxistas surgidos a partir dos anos 90. Os anos 80 foram os anos da avalanche do Comunismo no Brasil.                

 O CURTA METRAGEM  "ILHA DAS FLORES" - 2


Em 1979, o regime Sandinista toma o poder na Nicarágua destituindo o regime ditatorial de Somoza. Algum tempo depois o governo sandinista se inclina drasticamente para a esquerda, mergulhando o país em guerra civil entre o governo Sandinista e os Contras antigovernamentais. Tal guerra civil estava no centro das disputas centro-americanas com Cuba e a União Soviética apoiando o regime sandinista e os Estados Unidos dando suporte político aos Contras. Percebe-se claramente, que as disputas políticas envolviam dois regimes política e ideologicamente antagônicos: Comunismo e Capitalismo. A revolução nicaraguense incendiou a guerra civil no El-Salvador entre o governo situacionista e as guerrilhas antigovernamentais. Um acordo de Paz na Guatemala fora  assinado em agosto de 1987, graças a esforços conjuntos de alguns países da A. Latina. Logo a seguir um acordo de cessar-fogo foi concluído em março de 1988. Mas as negociações para uma trégua em grande escala permaneceram improdutivas parando os movimentos de paz na A. Central. Em  89, porém, os presidentes dos 5 países centro-americanos se reuniram em El Salvador e acordaram um marco de paz elaborado com a participação das Nações Unidas. Os Estados Unidos estabelecem novas apólices políticas limitando ajuda aos Contra, a União Soviética aceita encerrar a ajuda de armas à Nicarágua a partir do fim de 88.  Com tais avanços, as eleições políticas na Nicarágua anunciam novo recomeço, como a um fator chave na estabilidade política na A. Central. Mas, com as guerras civis na região, em torno de 2 milhões de refugiados deixam seus países de origem, provocando um decréscimo populacional de 10% na região e crise acentuada na sociedade civil. 

No entanto,  dívidas acumuladas por tais países amontam a 4 vezes mais em relação aos níveis anteriores, em  torno de 60% em seu PIB., o que elevou seu débito para um  total de $442.5 bilhões de dólares até o final de 87. Com o aumento de seus debitos internacionais ano após ano, os países credores se tornaram ainda mais cônscios da necessidade de resolver tais pendências através de acordos internacionais. Em Janeiro de 88 o Brasil, que havia imposto uma moratória nos juros comerciais bancários, adota uma política de coordenação internacional. Decréscimo no PIB dos países subdesenvolvidos, motiva os países industrializados, com ajuda do Japão  e outras nações, a se moverem em apoio aos países da A. Latina, o que resultou em elevação da taxa de crescimento em 15% em 88, depois de queda na balança comercial em torno de 0.7% em 88 e de 2.5% em 87. Aumenta a taxa de exportação, o que eleva a balança comercial de $21.8 bilhões de dólares para $27.8 bilhões em 87. Mas as relações internacionais dos países da L. América, começam a se diversificar. O que ocorreu foi que a transferência para as regras dos governos civis na região, levou a movimentos para aprimorar os laços com os países comunistas, provocando a restauração das relações normais entre Brasil e Cuba em 87, a inauguração das  relações diplomáticas entre Uruguai e China em 88, e em 86, e depois desse ano, a Argentina, o Uruguai e o Brasil visitam pela primeira vez a União Soviética, estabelecendo relações mais próximas com os países comunistas. 

Havia, então, uma influência crescente do comunismo em muitos países da América Latina, o que se consolidou rapidamente, como já vimos, com a Revolução de 64, o regime de Allende no Chile, os Contra, e outros, incitando a contraofensiva da direita aliada aos americanos. Entre 1964 /1985 o Brasil experimentou o mais longo regime militar em sua história, que perdurou durante algumas décadas, pelo menos em termos das suas garantias constitucionais. Isso se justificou pelo fato de que na Constituição de 88, “os políticos não conseguiram questionar com firmeza os profundos legados do regime militar no Brasil. Além disso, os civis formalizaram constitucionalmente as prerrogativas dos militares, dando aos poderes abrangentes dos militares um viés democrático. Judicialmente, o processo de redação da Constituição de 88 foi democrático, no entanto, a essência do resultado não foi”.

Tuesday, August 23, 2022

O CURTA METRAGEM   "ILHA DAS FLORES" –  1                        

INTRODUÇÃO. 

   Minha primeira preocupação ao escrever uma resenha dessa natureza e magnitude, seria a de estabelecer o contexto histórico e social em que o evento veio à luz. Seria contraproducente e ingênuo não falarmos dele, o que significaria não darmos atenção ao efeito produzido pelo contexto social e até mesmo político, do fenômeno social, ou da representação da vida em sociedade. Para Howard Becker, logo no início de seu livro “FALANDO DA SOCIEDADE”, à pg. 17, “Uma representação da sociedade é algo que alguém nos conta sobre algum aspecto da vida social”, quer seja através de um livro, um grupo organizado de fotos, ou um documentário filmatográfico dessa natureza. Essa, parece ter sido originalmente a intenção dos produtores e do diretor do curta metragem. Representação que necessariamente evocaria a existência do contexto social em que foi utilizada e desenvolvida, razão pela qual seria impossível separarmos uma coisa da outra. Howard Becker nos alerta que “ Todas as representações servem como instrumentos pra resumir dados e ideias” (pg.83). O que pode significar também que elas servem como veículos poderosos de veiculação de conceitos ideológicos. Cabe aos analistas desse fenômeno, analisar o contexto em que o curta se projetou como realidade sociocultural, política e até mesmo geopoliticamente relacionada.

  O Brasil de 1989 nos revela e surpreende com muitas surpresas dentro de todos esses contextos. Aliás, foi nesse contexto que a produção foi realizada. “O produtor fornece o material em estado bruto (mas não tão bruto assim) engenhosamente escolhido e arranjado, sem dúvidas, mas depois disso cabe ao usuário construir a análise, com toda a sua parafernália.”(pg. 71) No entanto, cabe ao diretor revesti-lo com uma roupagem sociopolítica  e cultural, como observamos claramente no curta, cabendo a ele o privilégio de se utilizar das muitas dimensões a serem exploradas e das ideias a serem veiculadas. A dimensão a que nos referimos, ou a que faz alusão  o diretor, tem ressonância com o contexto em que se encontrava o Brasil nos anos 80, no final dessa década e através dos anos 90. Seria fácil observarmos, por exemplo, através de comentários feitos a respeito do curta, e por meio das imagens mostradas nele, que o filme “Ilha das Flores” reflete com evidência e clareza o contexto político-social do Brasil dos anos  80. Mas, afinal, que contexto foi esse?

   O BRASIL E AMÉRICA LATINA DOS ANOS 80 – MUDANÇAS EM SEUS LIMITES E FORA DELES.

  Os anos 80 foram compostos por drásticas mudanças no cenário político da América Latina de modo geral, onde uma onda de democratização efetuou uma mudança do poder político do governo militar para o civil. Sem dúvida, foram anos de profunda transição política. Quase todos os países foram “democratizados”  e a transferência constitucional do poder político tornou-se um lugar comum. Desde o início houve uma tendência marcada rumo à democratização, o que se efetivou através de eleições para presidentes e primeiros-ministros, realizadas notadamente em 1988 e 1989. Por exemplo, na Argentina e na Bolívia – que realizaram eleições presidenciais em 89 – tais eleições tomaram lugar pela primeira vez em 61 e 25 anos respectivamente, por meio da expiração de seus termos eletivos. No Paraguai, o regime de Stroessner, no poder  por cerca de 35 anos, foi deposto em fevereiro de 89 através de um golpe de estado, ao que se seguiram eleições presidenciais em maio do mesmo ano. Eleições no Panamá foram declaradas inválidas em maio de 89. Tais fatos indicaram que a América Latina como um todo estava em período de  transição democrática. Alguns países enfrentavam a deterioração da ordem pública devido ao terrorismo, aos problemas ligados aos cartéis das drogas e outros problemas sociais.  


Monday, August 15, 2022

 INTELLECTUAL LIBERALISM 2. 

For American culture, the rejection of such ideas implies the exclusion of the past which, in fact, exists as outdated and ultra-conservative forms. In view of this, it is necessary to agree with the rejection of religion, as the maximum expression of conservatism. Ultimately, America faces the dilemma of whether or not to accept atheism, considering it a social expression of non-evolutionary conservative thinking. And as a result of their illogicality, ideas that support the existence of God and the concept of religion are also rejected. As an example, the coming of immigrants to the United States is also rejected, as it is admitted that in some way, immigrants compromise the intelligence quotient of American culture, by projecting within the context of their culture, another cultural form, less culturally evolved, 

  O BRASIL TEM SOLUÇÃO – 2   A questão envolvendo a Idolatria de imagens passa desapercebida pela grande maioria dos analistas teológic...