Thursday, February 20, 2025

 A DINÂMICA DO PERDÃO – 22

 

                O perdão de Deus ao nos abrir portas de reconciliação, abre em primeiro lugar o nosso próprio espírito que nos direciona à reconciliação com Ele. Deus nos atrai com seu amor, e posteriormente com o perdão (através de Jesus) ele nos reconcilia consigo mesmo. Todo e qualquer tipo de má interpretação da Palavra cria-nos uma espécie de fechamento de nosso espírito em relação às verdades contidas na Bíblia. Isso quer dizer que, ao confrontarmos a Palavra de Deus mediante uma interpretação não fundamentada na verdade, isso nos conduz a um impace na interpretação que nos afasta dessa verdade. Tal conflito traduz a Individualidade da Interpretação Humana que por si só nos leva a uma exclusividade dessa interpretação, que fatalmente entrará em conflito com outras interpretações. Confira em 2 Pedro 1:20-21 o que o apóstolo nos diz: “…no prophecy of Scripture comes from  someone’s own interpretation”. Em outras palavras, nossa interpretação individualizada da Palavra, não nos abre portas de profecia, ou das verdades proféticas transmitidas pela Bíblia. E esta é a razão pela qual existem tantas  e diferentes interpretaçõeds e diferentes denominaçãoes. Deus nos perdoa também nessa divergência problemática, eclesiológica da interpretação, pois Ele conhece nossas limitações. Esta é certamente, a amplitude do amor de Deus em relação às suas criaturas. Deus nos ama apesar de nossas limitações e demonstra-nos a dinâmica de seu perdão em todos os níveis de nossa existência. Porque Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo são a mesma pessoa, vivendo em comum acordo e unidade em direção aos seus filhos.   

Tuesday, February 18, 2025

 A DINÂMICA DO PERDÃO - 21 


"Ninguém em sã consciência acredita nisso" eu disse anteriormente, para expressar o nível de apostasia, descrença e infidelidade manifestos por até mesmo aqueles que se dizem cristãos. O secularismo que atingiu nossa geração criou escárneo, desprezo e um senso de identidade com o próprio mundo, contra o cristianismo, que elevam a iniquidade a níveis incontroláveis. As igrejas evangélicas se tornaram denominações independentes centradas em sua própria interpretação do Evangelho de Jesus Cristo. Cada uma delas tem hoje sua visão individual, seu único e exclusivo batismo nas águas, cuja estrutura interna exclue as outras igrejas cristãs. A grande maioria dos pastores age por autonomia e liberdade, ignorando o nível deplorável de sua fragilidade e desconhecimento da Palavra ou a toma como mera dádiva individual. Seu senso de autoritarismo conduz "seu" rebanho como forma de preservação da própria individualidade pastoral. Mesmo nessa condição nós ainda somos perdoados por Deus, pois nossa mente age seguindo normas ingênuas e pessoais de crença, como se a dinâmica de nosso evangelismo fosse à procura de almas junto às portas de outras igrejas. Mas, como dissemos, Deus está sempre pronto a nos perdoar, provando-nos que a dinâmica de seu perdão continua viva, real, imutável em nosso benefício, abrindo-nos portas de reconciliação.   

Thursday, February 6, 2025

 A DINÂMICA DO PERDÃO - 20

Em outras palavras, nós não confiamos em Deus da forma como deveríamos confiar. Isso quer dizer crer, acreditar, ter fé em Jesus e crer que somente ele é Deus. Ninguém mais em sã consciência acredita nisso. Com exceções. Esse deve ser o trabalho da igreja cristã, nosso trabalho como pessoas conscientes da mensagem que nosso líder nos deixou: “Ide e pregai o evangelho a toda criatura...”

Se a gente não entende que essa palavra é real e que foi dita e inspirada pelo Espírito de Deus, não é possível que sejamos chamados de cristãos, seguidores de Jesus Cristo. O mundo está essa bagunça toda por causa das opções autônomas e egocêntricas, certamente erradas, escolhidas por cada um de nós. Nós somos uma energia só. E por isso somos responsáveis pelo mal que assola o mundo. O mal nasce do mal, entenda isso. As pessoas acham que Deus está por detraz do sofrimento humano. Mas nunca se reportam como seres falidos, pecadores. Mas, nós temos uma grande graça em nossa vida. Primeiro por causa do amor infinito de Deus em nossa direção, nós logramos sobreviver. Deus nos polpou com seu infinito amor. E depois fez ainda muito mais. Nos perdoou muito antes de a gente vir ao mundo. E para provar seu amor, nos mandou seu Filho Jesus, pra morrer em nosso lugar, nos redimindo de nossas culpas diante do Pai. Então, diante de tudo isso, nós temos para onde seguir, qual opção escolher diante de nosso poder-de-escolha. E nossa chance de acertar em nossas decisões vão aumentar em 90%!!!! São dados ambiciosos à primeira vista, mas são realística e possivelmente alcançáveis. A graça de Deus nos garante todo o sucesso.

O poder-de-escolha nos leva para a frente de duas simples opções: uma sugerida por Deus, e a outra nossa sugestão própria, humanística. Não existem outras opções! Somente duas: o bem ou o mal. Ou Deus ou o diabo. “Quem não está comigo, está contra mim.”(Mat. 12:30)  Essa é uma lei universal! Nós já fomos manchados pelo pecado, e por isso somos parte do mundo do mal. Do mal original. Para que possamos nos libertar dessa maldição, existe apenas uma alternativa, somente através de Jesus. O mundo não entende isso. A grande maioria das pessoas hoje, digamos, bilhões de seres humanos ainda não conhece a Verdade. E creem que uma terceira opção está para surgir no mundo de hoje. A opção da escolha proposta pela Inteligência Artificial.     

O mundo pode optar por essa terceira opção. Ou quarta, ou quinta, não importa que opção, pois qualquer outra opção além daquela sugerida, proposta e oferecida por Deus, não vai funcionar bem, porque nosso poder-de-escolha rejeitará a opção de Deus, de sua graça, por outras opções secularizadas. Dê uma olhada no mundo, e me diga o que está acontecendo, e para onde estamos indo.  

 

Sunday, February 2, 2025

  

A DINÂMICA DO PERDÃO – 19

 

No entanto, o que nos impulsiona para frente e para o alto e nos abre infinitas possibilidades, é exatamente o perdão de Deus. O perdão nos abre novos caminhos como parte íntima da graça de Deus. Se não existisse o perdão de Deus, não haveria a graça de Deus sobre nossas vidas. Não haveria a pessoa de Jesus Cristo vindo para nos aliviar das correntes do pecado. Alguém dirá, mas e o amor, não é o amor a origem de tudo? Sim, o amor não exclui o perdão, mas lhe dá suporte, pois a essência de Deus é o Amor. Deus é um Deus de extremo cuidado, de extrema lógica, de máxima e infinita  organização. E o Amor de Deus, é a maior de todas as forças, a origem de tudo o que foi criado. Dentro dos atributos de Deus, o Amor certamente é aquele que o define em sua essencia, embora nós muitas vezes somos levados a pensar que foi o perdão de Deus que nos mandou Jesus Cristo. Não! Jesus é o primogênito de TODA a criação. De tudo o que foi pensado e planejado em seu poder infinito,  Jesus é o primogênito de TUDO.  As limitações de nossa mente nos levam a crer que foi o Perdão de Deus que nos enviou Jesus. Mas Jesus, por toda a eternidade, sempre existiu desde o princípio e certamente Ele veio para nos salvar, vindo de seu amor eterno e original em nossa direção. Se nós entendemos que Jesus veio depois do pecado, por consequência do perdão, nós limitamos o poder de Deus. A vontade de Deus é eterna porque ele não começa a querer o que não queria antes, ou seja, de repente, out of the blue, Deus começa a pensar em  seu perdão, e em Jesus, como se jamais tivesse pensado Nele antes. E Deus também não cessa de querer o que Ele queria antes mesmo de querê-lo. Em outras palavras, Deus não fez seu perdão nascer, depois que os homens pecaram, e nem nos enviou Jesus depois que Ele viu que o pecado, ao gerar seu perdão, fez “gerar” Jesus. Não é bem assim! Os atributos de Deus são eternos assim como o primogênito de toda a criação. O perdão nos abre a possibilidade de pensar nas opções do Poder-de-Escolha, e sem ferir nossa liberdade e autonomia, o perdão nos abre a chance de pensar e agir na direção do lado positivo da graça de Deus dentro dessa opção do poder de escolha. No entanto, quase sempre escolhemos o lado pessoal, egoísta, e autônomo desse poder. 

 

Tuesday, January 28, 2025

 

A DINÂMICA DO PERDÃO - 18 

Nessa frase Paulo sintetiza a dimensão do conflito vivido pelos seres humanos ao se confrontarem com sua natureza pecaminosa: “ Porque eu não faço o bem que eu quero fazer, mas o mal que eu não quero fazer, esse eu continuo fazendo”.  Ao analisarmos o significado mais profundo dessa declaração, nós encontramos os seguintes pontos controvertidos:  1 – Alguma coisa nos impede de fazer o bem, uma força espiritual agindo contrariamente  ao bem e impedindo-nos de fazê-lo; 2 – o mal, no entanto, parece exercer sobre nossa mente uma foça maior que nos leva a cometê-lo, como se nos incitasse a agir em sua direção e nos forçasse a optar por ele; 3 – continuar a praticar o mal incide diretamente sobre nossa vontade, que não é soberana, mas sofre o impacto destrutivo de toda influência maligna sobre o nosso ser;  4 – Paulo parece afirmar com convicção a existência de uma força maligna cujo poder parece maior do que seu poder de escolha e decisão.

       Mas, apesar de toda a sua força maligna impactante sobre nossa mente, haverá espaço para decisões voltadas somente para o bem, traduzidas pelo continuar, pelo avançar diário de nossas expectativas rumo a opções positivas e centradas no poder de Deus. Tais decisões ocorrem mesmo na presença do mal, ou quando caminhamos pelo vale de sombra da morte, (Salmos 23) que, na verdade, identifica o mundo em que vivemos, onde aflições sempre existirão, erros, pecados, problemas, sempre nos acompanharão, a julgar por todos  os fracassos e quedas provenientes do pecado. Nós, no entanbto, não vivemos somente dentro da aura de destruição e morte causados pelo mal que nos acompanha, em função da força da graça de Deus que também nos acompanha, cujo expectro é inerentemente mais poderoso do que a incidência do mal. Temos a opção do poder de escolha, que nos apresenta apenas duas opções de poder; temos ainda o poder da nossa vontade que representa o marco inicial de força íntima, a nos orientar e abrir um leque de opções positivas rumo a decisões acertadas, confrontando-nos com a incidência do mal. E temos também, a opção de escolha por Jesus Cristo, e pelo Espírito, em quem existem sempre vitórias, que nos impedem de duvidar da força espiritual que reside neles, como única opção de vitória. A graça de Deus trabalha em nós continuamente, dando-nos desejo e poder para fazer aquilo que O agrada". (Cf. Filipoenses 2:13) 

 

Friday, January 24, 2025

 CAP. 3

A DINÂMICA DO PERDÃO – 17

                Schaeffer analisa a questão ligada à liberdade de escolha dos seres humanos em seus componentes culturais, como já mencionamos e como veremos a seguir. Porque, na verdade, está mais evidente na cultura perceber onde produzimos um desvio cognitivo (ou desvio epistemológico), que muitas vezes nos enganam com suas propostas tentadoras. Em outras palavras, Deus nos oferece a melhor opção de escolha, ou a escolha pelo bem, como dádivas de sua graça infinita. Nós, no entanto, não nos sentimos atraídos pelas propostas que Deus nos oferece, e acabamos por definir o que realmente queremos dentro de uma perspectiva de liberdade e autonomia, que nos satisfazem, ou satisfazem nosso ego, mas rejeitam o melhor que Deus tem para nos oferecer. Exemplo típico e original dessa rejeição, que opta por escolher o que achamos ser livre e autônomo à nossa satisfação pessoal, é a rejeição que seu povo escolhido fez contra Deus e contra a pessoa de Jesus Cristo.  E toda rejeição acaba se tornando, em síntese, uma rejeição à vontade soberana de Deus. Vemos registrado na Bíblia, o que significou a rejeição de Cristo, no evangelho de João, capítulo 1, verso 11:  “ He came to his own people, and even they rejected him.”  Jesus é o bem supremo de Deus enviado para nossa salvação eterna. Em outras palavras, Jesus, o bem absoluto da graça de Deus oferecido gratuitamente por ele, foi rejeitado por seu povo, como ainda continua sendo rejeitado. Esse é o desvio cognitivo que os seres humanos acolhem em sua liberdade e autonomia, e continuam rejeitando incoscientmente, através de sua história. Nós vemos isso de modo bem claro no livro de Schaeffer, quando ele nos induz a entender onde tais desvios ocorreram historicamente, dentro da arte em primeiro lugar, de modo sutil e quase imperceptível. E dentro de cada atitude humana através da história. O acúmulo de decisões erradas decididas pelos seres humanos, promovem o desvio do bem que Deus nos oferece. E de erro em erro, decisões erradas sobre decisões erradas, nós vamos cavando nosso próprio destino de infelicidades, decepções, e frustraçãoes.  Mesmo as decisões que nós tomamos, com aparência de bem, nos trarão sérios problemas, se as decidimos com liberdade e autonomia, longe da vontade divina. Paulo se refere a tal situação ao mencionar o conflito interno de sua alma com o pecado, quando afirma em Romanos 7:19, o seguinte: “For I do not do the good i want to do, but the evil i do not want to do, this i keep on doing”.   A causa de todo esse conflito, é sem dúvida o pecado que habita em nós. E tal pecado caracteriza nossa natureza humana.   

Saturday, January 18, 2025

A DINÂMICA DO PERDÃO – 16

 

      De alguma forma é importante sabermos definir com clareza o que Deus nos oferece em suas dádivas gratúitas, para que possamos escolher com sabedoria aquilo que nos é oferecido por ele, dentro dos parâmetros do poder de escolha. Schaeffer nos mostra isso em seu livro: o confronto diário de opções que nos é oferecido e nos impacta no dia-a-dia, o que nos permite avaliar nossa realidade dentro do contexto de nossas múltiplas opções, a tal ponto que nossa liberdade de escolha não nos prive de agir com liberdade e autonomia, sem nos desfavorecer em nossas opções. Inquestionavelmente, tal é o paradigma proposto em nossa vida, qual seja, saber escolher entre bem e mal, entre Graça e Natureza. Originalmente, a opção definida por Adão e Eva, de modo mais simples, girou em torno do poder de escolha baseado em optar pela Graça de Deus e a natureza que os circundava no Éden. Ou Deus ou a maçã, ou obedecer ou desobedecer. Ou a vida eterna, ou morrer e possivelmente entrar na opção da morte eterna. E em cada uma de tais opções, havia um poder extraordinário que lhes era oferecido. E continua existindo. É conveniente entendermos que natureza humana não é o mal que nos persegue no dia-a-dia. Mas ela atua como um componente de opção que nos foi oferecido desde o princípio da criação e nos acompanha sempre, incondicionalmente.  Outros paradigmas oferecidos por Deus são: a própria Palavra de Deus, a pessoa de Jesus Cristo ( que somente fez opções certas ), as leis humanas que quase sempre nos conduzem a decisões acertadas, a graça de Deus aplicada ao poder-de-escolha. O perdão de Deus também deve ser visto como um paradigma oferecido por Ele, para que possamos ser inseridos novamente dentro do entorno de sua graça, quando optamos erradamente. Ao regeitarmos  as dádivas do amor de Deus em sua graça, nós, necessariamente optamos pelas escolhas, ou pela escolha que nós mesmos nos oferecemos dentro da perspectiva do poder-de-escolha. Deus nos oferece a opção pela escolha de seu filho Jesus, como opção de sua graça e de seu amor infinitos, para a nossa redenção e salvação. A proposta de Schaeffer está voltada e centrada mais especificamente nas opções da cultura humana, na arte, na teologia, na filosofia e  nos componentes que nos permitem a nossa reinserção dentro do entorno da Graça de Deus, contrariamente à unica e definitiva opção aceita por Adão e Eva no Éden, quando tiverem que optar entre obedecer ou desobedecer a Deus. 

  A DINÂMICA DO PERDÃO – 22                    O perdão de Deus ao nos abrir portas de reconciliação, abre em primeiro lugar o nosso pró...