O BRASIL TEM SOLUÇÃO – 10
A Igreja Católica
Romana espalhada em quase todo o mundo cristão, é a grande responsável pela
difusão da idolatria, leia-se adoração de imagens no Brasil e no globo. E tal
responsabilidade segue uma tradição histórica desde a fundação da Basílica de
São Pedro em Roma, desde o século XVI com o papa Julio II (1506) até o fim das
obras com o papa Urbano VIII (1626). Por ocasião de sua construção, o papado e a alta cúpula da Igreja, resolveu
que precisaria urgentemente obter fundos, ou suporte financeiro para tal empreendimento.
A Igreja se utilizou, então, de Indulgências plenas e parciais. Cada uma delas
tinha um valor definido a ser pago pelos cristãos, visando obter seu lugar
garantido no céu. Os meios estavam definidos para um fim específico. Muito
embora Machiavelli tenha existido alguns anos antes do início da construção do
templo, o princípio maquiavélico dos Meios justificam os Fins (no livro "O Príncipe") já havia
entrado em vigor. Não somente a venda de indulgências, mas a comercialização de
relíquias, ajudaram a igreja de Roma a obter os fundos para o empreendimento.
Isso se tornou uma prática muito comum da igreja Romana desde então. O que foi
amplamente liberalizado pela igreja de Roma a seus fiéis através do mundo. Se a
liderança da igreja assumiu essa prática, por que não ser assumida pelas paróquias
espalhadas pelo mundo? Hoje existem a comercialização de imagens de santos, e a
idealização das imagens com o objetivo de atrair mais membros para a igreja. A
Basílica de São Pedro não foi criada para ser definida como o Templo Espiritual
da Morada de Deus entre os homens. Mas, para servir de sede para a hierarquia
da Igreja, papas, cardeais, bispos e padres, como lugar de ostentação, luxo e
poder temporal centralizado. Quero deixar claro que minha crítica não se propõe
a desmoralizar a Igreja de Roma, mas apresentar um fato histórico conhecido desde
então por sua dimensão histórica e internacional.
Se você já foi
ou conhece a cidade de Aparecida do Norte no estado de São Paulo, saberá
entender o que estou dizendo. A cidade ostenta o maior índice de
comercialização da imagem da “santa” padroeira do Brasil, do que em qualquer
outro lugar espalhado no mundo, não somente da imagem em si, com diferentes
tamanhos, cores e formatos, como velas, fotos, terços (ou rosarios), mas ainda,
numa centena de lojas, feiras e quiosques e camelôs pelas ruas de Aparecida do
Norte, numa indicação clara de que se Roma aprovou, todo o mundo católico
também pode seguir tal orientação e comercialização, sem respeitar o princípio
bíblico de que Deus proibe a idolatria e comercialização de imagens. Desde então
a Igreja de Roma definiu os critérios a serem seguidos por sua cúpula hierárquica
e seus fiéis seguidores.
O mesmo,
praticamente, ocorre com as ideologias políticas. Marx e Engels definiram o
modelo ideológico a ser seguido pelos adeptos da doutrina socialista, e a
apresentaram a um certo numero de aficionados que, a partir de então, a
desenvolveram e espalharam pelo mundo, não se importando se tal ideologia tinha
bases históricas legítimas, ou meramente satânicas. O que diremos sobre a
idolatria de imagens: a Bíblia aprova ou condena?
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